Complexo Mutamba, em Marabá, volta a ser alvo de atos terroristas nesta quinta-feira

Funcionários e o gerente da Fazenda Mutamba foram surpreendidos e por pouco não morreram, em meio a saraivada de chumbo disparada por indivíduos encapuzados
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Na manhã desta quinta-feira (14), funcionários do Complexo de Fazendas Mutamba, em Marabá, localizado a 30 km da sede municipal, foram emboscados por um grupo armado, quando faziam um aceiro em um dos retiros da propriedade. Eles foram surpreendidos por uma saraivada de chumbo dentro da reserva florestal e tiveram de correr ou se abrigar de qualquer maneira para não serem mortos nem atingidos pelos projéteis.

Homens encapuzados saíram de dentro da mata e passaram a atirar. A caminhonete do gerente do complexo foi metralhada e, por pouco, ele não foi atingido. O empresário Sérgio Mutran um dos proprietários do complexo que guarda milhares cabeças de gado, já registrou queixa na Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) de Marabá, por meio de advogados. O gerente prestou depoimento e relatou o ataque.

Há 12 anos, esse complexo vem sendo alvo de ataques de supostos grupos de sem-terra, que insistem em se apossar da propriedade, a qual, segundo já constatou o Ministério Público do Pará, é produtiva, não é área da União e está totalmente titulada e com a documentação em dia.

A propriedade, composta pelas fazendas Mutamba, Balão, Ciganas e pelo Castanhal João Lobo, tem área de 12.229,5 hectares, é titulada há 50 anos, tem “atestado alto nível de produtividade” emitido pelo Incra e desenvolve o trabalho de cria e engorda de mais de 10 mil cabeças de gado em seu plantel.

Há três anos, a Fazenda Mutamba foi invadida e houve destruição de casas, galpões, cercas, tratores e veículos, gerando um prejuízo de R$ 8 milhões. Vale ressaltar que a reconstrução de boa parte de tudo o que foi destruído ainda está em curso.

Em setembro de 2017, a Vara Agrária de Marabá expediu Mandado de Reintegração de Posse contra a Associação Rural Terra Prometida, a Associação Rural dos Agricultores do Acampamento Balão III e IV e outras, que mantinham, em acampamentos na Fazenda Balão, 70 famílias.

Na ocasião, os invasores agiram da mesma forma que hoje: encapuzados e atirando para todos os lados, implantando o terror.

Na oportunidade, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), em nota, negou que o ato terrorista tenha sido efetuado por integrantes da sua organização. A Fetraf (Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar) também negou participação de seus membros no ataque. Nesta tarde, a Reportagem do Blog fez várias tentativas, mas não conseguiu falar com os representantes dos dois movimentos sociais.

Por Eleuterio Gomes – de Marabá

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