Irmãos de José Iran dizem que ele é inocente e pedem liberdade

Fazendeiro e filho acusados de chefiar milícia armada estão presos há uma semana e juíza fará audiência hoje

Participando dos protestos de pecuaristas em frente o Fórum de Marabá, Agnaldo dos Santos Lucena e Cristiano Lucena, irmãos do pecuarista preso pela DECA (Delegacia de Conflitos Agrários) há exatamente uma semana, afirmam que ele é inocente e pedem a liberdade dele e do filho, Mateus Lucena, que também foi preso na mesma operação, denominada “Longa Manus”.

Produtor rural do município de Filadélfia, no norte do Estado do Tocantins, Agnaldo também veio a Marabá para participar da manifestação promovida por pecuaristas da região. Ele disse à Reportagem do Blog que Zé Iran é um homem trabalhador e que não vive de praticar atos de violência contra a pessoa, como está sendo acusado. “Não concordo com a prisão dele e até agora não sabemos a real motivação, porque essa história de milícia armada não existe, tenho certeza de que não ele desenvolvia esse papel. Viemos também dar uma força para o Zé e ficar na torcida por uma audiência que será realizada hoje no Fórum de Marabá. Esse é um protesto pacífico, contra o sistema que massacra os produtores”, alfinetou.

Agnaldo diz que as invasões de terra têm atrapalhado muito a vida dos fazendeiros, que não estão conseguindo produzir com a segurança que o Estado deveria proporcionar.

Cristiano Lucena, também irmão de José Iran Lucena, disse que a juíza Renata Guerreiro decretou sigilo nas investigações e os familiares não estão conseguindo saber a real causa da prisão. “Nós, da família, e também os amigos, suplicamos para que esse mal entendido seja resolvido e meu irmão e sobrinho sejam soltos, porque são produtores e empregadores”, opinou.

Ulisses Pompeu – de Marabá

Posts relacionados

Sem-terra invadem mais uma fazenda na região e acendem furor de pecuaristas

O sudeste do Pará iniciou 2019 como sempre esteve nas últimas duas décadas: no centro das invasões de terra. Se por um lado os chamados trabalhadores rurais alegam que buscam um local para trabalhar, por outro, os pecuaristas se dizem vítimas da falta de segurança que deveria ser garantida pelo Estado para preservação de suas propriedades. No dia 11 deste mês, a Fazenda Novo Mundo, em Itupiranga, foi invadida por cerca de 70 integrantes da União Nacional Camponesa (UNC). Neste