Por Demerval Moreno – radialista
A vida imita a arte e a arte de fazer política às vezes se assemelha a um conto de fadas, daqueles bem escritos. Pelo menos é assim aqui pelas bandas de Carajás, onde as revoadas políticas pintam histórias que parecem sair do fabuloso conto dos irmãos Grimm.
Em Branca de Neve e os Sete Anões a mocinha é uma donzela alva como a neve que é perseguida, jogada ao próprio destino e abandonada nas tenebrosas entranhas de uma floresta. Lá, acaba encontrando os sete anões, que trabalham sempre cantarolando pelos recônditos da natureza exuberante. São eles: Mestre, Soneca, Dengoso, Dunga, Atchim, Feliz e Zangado. Cada um com sua personalidade a identificar-se com os nomes.
Aqui, em Parauapebas, no coração da densa Floresta de Carajás, nossos personagens são de estatura física bem maior que a dos homúnculos da estorinha que encantou gerações pelo mundo afora. Por aqui trabalham também sempre cantarolando os mistérios da política. Entre nomes e apelidos são eles: Pavão, João do Feijão (nenhuma relação com outra fábula), Josineto, Devanir, Odilon e Dr. Charles. Deve ter um Mestre e até mesmo um Zangado entre eles, agora anão mesmo (ou nanico, na linguagem do meio), por enquanto, só o Solidariedade, partido ao qual os sete se filiaram.
Até as eleições ainda vamos escutar muitas histórias (ou seriam estórias?).




