Após quase um mês de fritura, ministro da Saúde Nelson entrega pedido de demissão

Após a entrega da carta de demissão de Nelson Teich ao presidente Jair Bolsonaro, a médica Nise Yamaguchi, defensora da utilização da cloroquina em pacientes contaminados pelo coronavírus, foi chamada para uma reunião no Palácio do Planalto.
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O ministro Nelson Teich não aguentou a pressão de Bolsonaro e entregou o boné. "Um alívio, disse aos amigos mais próximos"

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Ontem, o presidente Jair Bolsonaro disse que iria “exigir” de Teich que o ministério alterasse o seu protocolo para recomendar o uso da cloroquina para doentes em estágio inicial da covid-19.

“Eu sou comandante, presidente da República, para decidir, para chegar para qualquer ministro e falar o que está acontecendo. E a regra é essa, o norte é esse”, enquadrou o presidente.

Teich, por sua vez, vinha dizendo que o ministério não recomenda esse uso porque sua eficácia não tem comprovação científica. A pasta havia deixado a critério de médicos e pacientes decidir em que momento ministrar o remédio.

Teich é o segundo ministro da Saúde de Bolsonaro a deixar o cargo em meio à pandemia provocada pelo coronavírus. Ele assumiu em 17 de abril e ficou menos de um mês no cargo. Seu antecessor, Luiz Henrique Mandetta, também caiu por divergências com Bolsonaro.

Além da questão da cloroquina, Mandetta vinha recomendando o isolamento social como forma de conter o alastramento do vírus. Bolsonaro defende o chamado “isolamento vertical” –– só para idosos e pacientes com comorbidades.

O presidente diz estar preocupado com a paralisia econômica e tenta forçar o afrouxamento das restrições impostas por prefeitos e governadores à circulação de pessoas.

Ontem, o número de óbitos causados pela covid-19 chegou a 13.149. Já os novos casos registrados em 24 horas aumentaram 11.385, para um total de 188.974. A taxa

Reportagem: Val-André Mutran – Correspondente do Blog do Zé Dudu em Brasília.