Alerta: greve poderá afetar plebiscito sobre a criação do Tapajós e Carajás

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Ricardo Ferreira Nunes, disse que a greve dos funcionários do tribunal, iniciada no último dia 15 de junho, é a única coisa que mais o preocupa em relação ao plebiscito que vai ouvir a população paraense sobre a divisão territorial do Estado para a criação dos estados do Tapajós e Carajás.

“É um fato assustador e preocupante (a greve), espero que se resolva logo e não venha a se refletir na consulta plebiscitária”, afirmou Ricardo Nunes, ontem, em entrevista exclusiva ao DIÁRIO.

Mas essa não é a única preocupação dele. A previsão orçamentária de R$ 7,8 milhões para a realização do plebiscito, marcado para o dia 11 de dezembro deste ano, não será suficiente para cobrir todas as despesas da consulta popular. “Vamos precisar de mais recursos com certeza”, disse o desembargador que já providenciou ao setor de planejamento uma atualização orçamentária para ser enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que repassará os recursos para o TRE.

Ricardo Nunes se preocupa ainda com a segurança do plebiscito. Ele já se reuniu com a Polícia Militar e o governo do Estado para tratar do reforço policial no dia da consulta. Ele afirmou que também haverá com certeza a participação de tropas do Exército para dar mais tranquilidade ao evento. “Estamos contando com a boa vontade do TSE para liberar a força federal”, afirmou o desembargador.

Eleição – Segundo Ricardo Nunes, o plebiscito será realizado como uma eleição normal. Ele disse que só está aguardando que o TSE divulgue o calendário com as normas de propaganda e os prazos para deferimento do registro das frentes que participarão da consulta e para regularização de títulos eleitorais para o caso dos eleitores que deixaram de votar nas últimas eleições.“Será uma eleição como qualquer outra”, afirmou Ricardo Nunes.

Fonte: Blog do Piteira

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