Agricultoras da Zona Rural de Parauapebas participam de cursos de manipulação de alimentos e processamento de chocolates e frutas

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14 mulheres da Associação – As Camponesas Filhas da Terra -, da região da Vila Paulo Fonteles e da APA do Gelado, na zona rural de Parauapebas, participam dos cursos de manipulação de alimentos e processamento de chocolates e frutas. O trabalho é uma parceria do Serviço Nacional de Aprendizado Rural (SENAR) com a Secretaria de Produção Rural de Parauapebas (SEMPROR).

As atividades foram iniciadas essa semana e acontecem na Estação Conhecimento, da APA. As agricultoras vão aprender a fazer bombons de chocolate e processamento de frutas. O objetivo é criar oportunidades de geração de renda para as mulheres de produtores rurais da região.

Um dos cursos realizados é a manipulação de alimentos, ministrado pela Médica Veterinária, Janaína Cheab, que há 9 anos trabalha na SEMPROR. Ela destaca que com mais conhecimento sobre o manuseio correto na hora de preparar o alimento, as agricultoras estarão evitando riscos à saúde. “Esse curso é de grande importância para as filhas da terra, porque o alimento produzido com qualidade e segurança evita uma série de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA’s), já que a taxa de mortalidade por diarreia cresce de uma forma exorbitante e na sua grande maioria causada pelas DTA’s”.

Para o Secretário de Agricultura de Parauapebas, Eurival Martins, a parceria com o Senar busca “qualificar o trabalhador que precisa estar atento ao mercado e a nova agricultura que está surgindo”.

AS CAMPONESAS FILHAS DA TERRA

A Associação de Mulheres existe desde 2004 e foi criada para fortalecer ações que garantissem às agricultoras, a produção e comercialização de seus produtos, além de ajudar os maridos nas despesas da casa. A presidente da associação, Nubia Gurgueia Bezerra lembra que antes, apenas os maridos –  produtores rurais – recebiam benefícios e capacitação. “Conhecimento nunca é demais e como temos planos de construir uma cozinha industrial, devemos saber noções de higiene no manuseio dos alimentos, garantindo a qualidade do produto”, destacou Núbia.

Para a agricultora, Joseli Cardoso, a iniciativa além de garantir uma renda extra também qualifica a mão de obra das agricultoras da associação. “ Nunca tivemos um curso de manipulação de alimentos. Ele vai ajudar na higiene, na qualidade do produto, no alimento seguro e sem contaminação”.

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