A César o que é de César e a Deus o que é de Deus

Quando um presidente de sindicato distorce os fatos para puxar pra si os louros de um acordo homologado pela justiça
Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on twitter
Twitter
Share on print
Imprimir

Continua depois da publicidade

Nos tempos atuais fico quase sempre empedernido quando vejo divulgada nas redes sociais, pelas mãos do atual presidente (Marden Lima), ação positiva do Sinseppar alardeando que o sindicato conseguiu frear, na justiça, essa ou aquela “malvadeza” que o governo municipal estava tramando contra o povo e/ou seus sindicalizados.

O mendacioso Marden essa semana fez publicar no site do sindicato, uma “vitória” do jurídico que comanda contra a terceirização do Hospital Geral de Parauapebas (HGP). Mas, a verdade não é bem essa. Sob o título “SINSEPPAR CONSEGUE NA JUSTIÇA SUSPENSÃO DA TERCEIRIZAÇÃO DO HGP”, Marden puxa pra si a suspensão homologada na justiça pelo juiz Lauro Fontes Júnior. Vejamos:

Preliminarmente, diz a nota do Sinseppar que o juiz do feito havia determinado o chamamento das partes para mediação em razão de “constatação da existência de evidências claras de irregularidades”. Ora, a mesma não condiz com a verdade, pois como não se chegou à fase de produção de provas, resta impossível a constatação de qualquer irregularidade. O certo é que a audiência realizada no dia 26/11, mencionada pelo sindicato, está prevista no art. 334 do Código de Processo Civil e faz parte da tramitação regular de um processo judicial, no qual é comum designação de audiência de conciliação e mediação, independentemente de qualquer análise do mérito do processo.

No que se refere à segunda afirmação inverídica divulgada pelo sindicato o qual relata que “após a demonstração das irregularidades o Sinseppar conseguiu a suspensão do processo de terceirização”, é necessário reparar também a inexatidão desta declaração. Consultando o Termo de Audiência nos autos de nº 08022650-70.2018.8.14.0040, verifiquei que a suspensão do processo pelo prazo de 6 (seis) meses, diferente do que diz o site do Sindicato, decorreu de absoluta voluntariedade do município, cujo acordo foi homologado pelo juiz, e não de qualquer decisão judicial determinando a suspensão da terceirização como noticiado pelo ente sindical.

É papel dos sindicatos zelar pelo bem do seu sindicalizado. Se o presidente Marden Lima acredita que a terceirização prejudica os seus, que entre na justiça, promova discussões, debates, algum método que lapide as opiniões com a finalidade de chegar a um acordo entre as partes. Mas, não venha aqui o presidente usar o site e as redes sociais do sindicato para distorcer os fatos com o simples e único objetivo de colher os louros da glória. Meu respeito ao Sinseppar, que no passado brigou batalhas difíceis que trouxeram ganhos para os sindicalizados, mas é intolerável quando se nota claramente que os sindicalizados estão sendo manipulados por um presidente que tem a política como objetivo. Esses atos do senhor Marden iludem a boa-fé do servidor, que não possui entendimento jurídico dos fatos, e podem trazer grandes perdas a este servidor no futuro. O tempo dirá!

Publicidade

Relacionados