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Tendências petistas no sul do Pará estão em pé de guerra

Em nove de junho passado o Blog publicou com exclusividade que o deputado estadual e atual presidente estadual do PT, Milton Zimmer havia desistido de tentar a reeleição e tentaria …

PTEm nove de junho passado o Blog publicou com exclusividade que o deputado estadual e atual presidente estadual do PT, Milton Zimmer havia desistido de tentar a reeleição e tentaria uma vaga na Câmara Federal. O fato, à época, se dava em virtude do aumento de vagas para a bancada do Pará, negada semana passada pelo STF.

Logo que soube da decisão do STF que mudou radicalmente o cenário político paraense, o deputado Milton fez chegar à imprensa a informação de que seria novamente candidato a deputado estadual. Todavia, houve uma reunião com sua militância regional em uma chácara próxima a  Marabá e lá ficou decidido que Zimmer será mesmo candidato a deputado federal. A notícia foi publicada em primeira mão no Blog do deputado federal Beto Faro, um dos petistas que apoiam incondicionalmente essa empreitada.

A decisão do grupo, se beneficia Milton Zimmer, vai de encontro aos interesses de outras tendências petistas e pode criar um racha dentro do partido, deixando  a governabilidade do mandato de Milton Zimmer a frente do PT Estadual em cheque.

É que segundo algumas fontes petistas, para o deputado federal Zé Geraldo, que não esconde de ninguém a mágoa da perda da eleição para Zimmer no PED do PT por apenas 124 votos, o presidente vem agindo de forma não democrática e fora do que reza a cartilha do PT.  Para Zé Geraldo e as tendências que o apoiam (Unidade na Luta, PT pra Valer e Democracia Socialista), Milton tem abusado da prerrogativa de presidente em causa própria e isso pode levar tais tendências a colocar nas próximas pautas das reuniões do alto escalão petista a manutenção ao não do presidente no cargo.

Uma coisa é certa, se Zimmer continuar entrando no terreiro político de Zé Geraldo haverá uma guerra dentro do PT e tal fato poderá trazer resultados negativos nas eleições de outubro próximo. Milton vem fazendo, segundo fontes do alto escalão estadual, uma política única e exclusivamente que lhe beneficie, esquecendo que como presidente deveria pensar primeiramente no crescimento e na unidade do partido.

A pendenga dentro do PT parece ser só o começo de uma grande luta pelo poder, onde cada tendência parece puxar a brasa pra sua sardinha. Se haverá consenso e as águas, momentaneamente turbulentas, do PT Estadual vão se acalmar, só o tempo dirá.

 

 

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