Sudeste do Pará tinha 87 mil desempregados em 2019, mostram dados inéditos da Pnad

Mesorregião enfrentou pico de desocupação, com 134 mil trabalhadores “rodados”, logo nos primeiros três meses de 2018 e experimentou seu melhor período no final de 2013, com 47 mil.

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Pela primeira vez, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) liberou dados de sua Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) para níveis geográficos que não sejam Brasil, regiões, estados, regiões metropolitanas e municípios das capitais.

Nesta quarta-feira (4), por ocasião do lançamento da plataforma interativa da Pnad, o instituto soltou microdados
com novos recortes regionais sobre mercado de trabalho, população, educação e acesso a TV, internet e celular. Os dados para as novas localidades ainda são experimentais.

O Blog do Zé Dudu testou a plataforma lançada pelo IBGE e descobriu estatísticas inéditas do Pará, que geralmente só são vistas como resultados censitários, ou seja, com longa distância entre um período e outro, que pode passar de dez anos.

Ainda não há detalhamento para municípios como Marabá e Parauapebas, mas a Mesorregião Sudeste Paraense entrou na rodada, que tradicionalmente só trazia informações sobre Belém e o Pará como um todo.

Pelo recorte, o Pará encerrou 2019 com 87 mil pessoas desocupadas e taxa de desocupação de 10,7%. Apesar dos dados estarem relativamente “velhos” para 2022, eles ainda trazem consigo informações valiosas. Por exemplo, no período de 2012 a 2019, o sudeste do Pará enfrentou pico de desemprego no primeiro trimestre de 2018, com 134 mil desocupados, e experimentou seu melhor momento no final de 2013, com apenas 47 mil sem ocupação. O IBGE promete ir atualizando os dados a partir de pareamento para garantir a precisão das estatísticas.

TV x Celular e internet

Em 2019, 509 mil lares do sudeste do Pará tinham celular, número pela primeira vez maior que o de casas com televisão, no total de 492 mil. Queridinha dos brasileiros nos anos de 1980 e 1990, a TV começou a perder espaço com o crescimento — inimaginável até o começo dos anos 2000 — do celular com internet. Aliás, em se tratando de conexão à rede mundial de computadores, 441 mil residências do sudeste do estado a possuíam no final de 2019.

Em muitos lares, mesmo os carentes, hoje a internet disputa espaço com o arroz e o feijão na lista de consumo e, para muitos, já é considerado “de primeira necessidade”. Não é difícil encontrar atualmente quem assuma que não consiga mais viver sem dar cliques ou que diga ter o celular praticamente como uma extensão do corpo. É o Sudeste Paraense de cabeça na era da tecnologia.

1 comentário em “Sudeste do Pará tinha 87 mil desempregados em 2019, mostram dados inéditos da Pnad

  1. Edilson Bispo Responder

    Fala-se muito deste site nos corredores da UNIFESSPA nos cursos de Economia e Contabilidade, e dos estudos que ele evoca mas confesso ainda não tinha tirado tempo para acessá-lo. Mas realmente: ele é diferente. Tem conteúdo e as análises são precisas, algo que não vemos nos grandes veículos tradicionais principalmente os velhos conhecidos por trazer um monte de “especialistas” que muitas vezes em nada acrescentam e só confundem o público. O conteúdo deste site é muito bom e essa pesquisa pegou a todos de surpresa porque a Pnad não tem realmente este grau de detalhamento. Parabéns o site e por mais conteúdos assim!!! Professor Edilson Bispo

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