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Marabá

JBS abre vagas para engenheiros recém-formados em Marabá e região

Nessa primeira turma, são oferecidas 23 vagas, divididas em 16 plantas, como Redenção e Santana do Araguaia

A JBS acaba de abrir oportunidades para engenheiros com até três anos de formação para atuarem nas plantas da JBS Carnes localizadas nos estados do Pará, Mato Grosso, Acre, Goiás e Rondônia. Por meio do ‘Programa Formação para Engenheiros’, a companhia espera formar uma nova geração de talentos que serão responsáveis por conduzir as equipes das áreas de obras e manutenção das unidades produtivas.

“Esta é a primeira edição do Programa Formação para Engenheiros, que contará com módulos de treinamentos voltados tanto para capacitação técnica quanto para gestão de pessoas. O grande diferencial da iniciativa é a aderência aos sete valores da JBS – sendo eles: Atitude de Dono, Determinação, Disciplina, Disponibilidade, Franqueza, Humildade e Simplicidade –, comportamento e atitudes que esperamos dos nossos colaboradores e que buscamos disseminar em todos os níveis da Companhia”, explica a diretora de Recursos Humanos Corporativo da JBS, Verônica Coelho.

Nessa primeira turma, a JBS oferecerá 23 vagas, divididas em 16 plantas da JBS Carnes: Alta Floresta, Araputanga, Barra do Garças, Colíder, Confresa, Diamantino, Juara e Pontes e Lacerda (MT); Rio Branco (AC); Mozarlândia (GO); Marabá, Redenção e Santana do Araguaia (PA); e Pimenta Bueno, São Miguel do Guaporé e Vilhena (RO).

Para participar do processo seletivo, os candidatos podem ter formação nos seguintes cursos de Engenharia: Civil, Controle e Automação, Elétrica, Industrial, Industrial Elétrica, Industrial Mecânica, Manutenção, Materiais, Mecânica, Mecatrônica, Processos, Produção e Produção Mecânica.

Além disso, os interessados devem residir nas regiões onde as unidades estão localizadas. Experiência prévia e nível intermediário de inglês podem ser considerados diferenciais.

O processo seletivo contará com cinco etapas: triagem de currículos, provas online / games, entrevistas online, dinâmica de grupo e comitê de seleção. As inscrições podem ser feitas no site Vagas.com, no link http://www.vagas.com.br/jbs-formacao-engenheiros, até o dia 14 de fevereiro. O início das atividades está previsto para o mês de abril.

Pará

No Pará, 34 assinaram carteira com mais de R$10 mil em novembro; veja onde

Engenheiros ocuparam maior parte dos 20 cargos com mais alta remuneração média no estado, mas topo é dominado por cargos de gerentes e diretores executivos, os chamados CEOs.

O maior salário assinado em carteira mês passado, no Pará, saiu para um gerente de pesquisa e desenvolvimento contratado por uma multinacional para trabalhar em Belém. O valor é de R$ 38 mil. A informação foi levantada com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu junto ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho (MTb).

Neste domingo (23), o Blog vasculhou os microdados do Caged e constatou que 34 profissionais foram contratados no estado com salário superior a R$ 10 mil. As maiores médias foram encontradas nas microrregiões de Belém, Paragominas e Altamira. A maior parte dos cargos é da área de engenharia e tecnologia.

O Blog também compilou as 20 maiores médias, que não necessariamente correspondem aos maiores salários encontrados em cada município. Isso porque, para apurar os salários médios, é necessário colocar o maior e o menor de cada cargo num mesmo pacote. Antes de apresentar as médias, porém, serão detalhadas as mais altas remunerações nas microrregiões mais valorizadas em novembro.

Belém

Nove trabalhadores foram contratados com salário superior a R$ 10 mil. Além do gerente de pesquisa e desenvolvimento, que faturou R$ 38 mil, também foram contratados a peso de ouro um diretor administrativo (R$ 25 mil), um diretor empresarial (R$ 20 mil), um pesquisador de engenharia da área de mineração (R$ 15 mil) e cinco gerentes de recursos humanos (R$ 10,7 mil).

Paragominas

Com R$ 21,8 mil, um gerente de pesquisa e desenvolvimento assinou carteira de trabalho no mês passado na região que mais produz bauxita no país. Também foram contratados dois gerentes de projetos e manutenção (R$ 16,4 mil) e um gerente de operações de transporte (R$ 13 mil).

Parauapebas

Na microrregião, sete profissionais foram contratados com salário superior a R$ 10 mil. A maior remuneração foi para dois médicos, por R$ 16,9 mil, seguida de um engenheiro mecânico (R$ 11,3 mil), um técnico de controle de meio ambiente e um supervisor de produção na mineração (cada um com R$ 11 mil), um engenheiro civil e um geólogo (cada um com R$ 10 mil).

Óbidos

Nove profissionais começaram a tirar nota R$ 10 mil no contracheque a partir de novembro na microrregião de Óbidos, sendo todos ocupantes de cargos de liderença: quatro gerentes administrativos (R$ 12,6 mil), um gerente de manutenção (R$ 10,5 mil) e quatro engenheiros de produção (R$ 10,1 mil).

Altamira

No coração do Pará, engenheiro civil e médico disputam o cetro de maior salário da Transamazônica. Na região de Altamira, no mês passado, três profissionais foram admitidos por mais de R$ 10 mil, a saber, dois engenheiros civis embolsaram pelo menos R$ 19,3 mil e um médico do trabalho vem na sequência, com salário de R$ 18 mil.

Marabá e Castanhal

Também foram registrados salários em carteira acima de R$ 10 mil nas microrregiões de Marabá e Castanhal. Na primeira, um diretor de serviços de saúde passou a faturar R$ 19,9 mil, ao passo que em Castanhal um gerente de marketing assinou contrato de trabalho por R$ 12 mil.

Capa

Projeto Salobo vai contratar 3.700 trabalhadores a partir deste ano

A mineradora Vale corre esperando apenas a licença de instalação para iniciar as obras do Salobo III, a segunda expansão do projeto que está encravado em terras marabaenses, que só este ano injetou nas contas da prefeitura local mais de R$ 50 milhões (entre janeiro a setembro) com a Cfem (Compensação Financeira pela Exploração Mineral). Para a empresa, será ótimo porque a ampliação do beneficiamento irá incrementar a produção de cobre na mina do Salobo e viabilizar o beneficiamento do minério de baixo teor.

Para a Prefeitura de Marabá, a boa notícia, a médio prazo, é que a arrecadação com ISS (Imposto Sobre Serviços) deverá mais que duplicar durante a fase de obras, que está prevista entre os anos de 2018 a 2021. Encerrada esta etapa, começa o período áureo de produção de cobre (e também de ouro) e os repasses ao município vão aumentar, uma vez que a Vale planeja elevar a produção de 24 milhões de toneladas/ano para 36 milhões de toneladas.

Para a fase de obras da expansão do Salobo, a Vale não divulgou ainda o valor a ser investido, mas consultores que atuaram nas duas primeiras etapas deram uma pista à Reportagem sobre o volume de recursos a ser empregado neste projeto. Lembram que na primeira fase a empresa desembolsou U$ 2,5 bilhões para construir toda a estrutura, incluindo estrada, ramal ferroviário, linhão de energia, entre outros. Na segunda fase, foi empregado U$ 1,7 bilhão. Agora, calcula-se, que o investimento seja entre U$ 1,3 a U$ bilhão.

A Vale terá uma demanda adicional de energia elétrica da ordem de 58 MW, com utilização da estação existente e uma nova subestação principal. Também vai instalar um mega gerador a diesel de emergência de 300 kVA; captação de água recuperada na Barragem do Mirim (cerca de 3.600 m³/hora e reservatório dedicado de 22.000 m³.

Uma infraestrutura de apoio para desenvolver essas obras deverá ser montada, com acesso ao Projeto Salobo pela Estrada Paulo Fonteles, gerando um tráfego estimado em 150 veículos por dia, concentrado no trecho entre os alojamentos do projeto e a mina do Salobo.

A mineradora projeta gerar mais 3.700 empregos diretos e, durante o período de operação, a partir de 2021, serão gerados 800 novos empregos diretos, os quais se somarão aos 3.500 empregados que já trabalham nas plantas do Salobo I e II.

Na última semana, cinco engenheiros da Vale compareceram à reunião ordinária do Conselho Consultivo da Floresta Nacional Tapirapé Aquiri para apresentar o projeto Salobo III. Fizeram uso da palavra Michelle Matos de Souza, Patrícia Seabra, Andreya Teixeira, Vitor Pimenta e Rodrigo Garrocho. Este último fez apresentação técnica do projeto e os demais ajudaram a tirar dúvidas dos membros do Conselho.

A mineradora alega que não haverá aumento da capacidade de lavra, e que utilizará a mesma rota de processo da instalação já existente e mesma quantidade de minério e estéril da mina existente. Atualmente, parte do minério é estocada para processamento futuro. Com a fase III do Salobo, este minério será enviado diretamente para beneficiamento. “Dessa forma, haverá uma redução da quantidade de minério estocado, que é de aproximadamente 220 milhões de toneladas”, explicou Rodrigo Garrocho.

MAIS DINHEIRO EM MENOS TEMPO

No estágio atual de retirada de minério, a empresa calcula que o cobre acabe em 2066. Mas, com a nova expansão, a expectativa reduz para 2051, o que significa que serão 15 anos a menos em relação ao anunciado inicialmente, restando 33 anos de exploração de minério e, consequentemente, fim do pagamento de royalties.

Outro dilema é o ambiental. Quando a Vale colocar as mãos na licença de instalação, ela recebe junto uma autorização para supressão da vegetação, podendo derrubar 97 hectares de floresta nativa. Isso equivale a riscar do mapa 97 campos de futebol da flora, mas, claro, sempre com impactos na fauna, embora a empresa seja obrigada a apresentar um plano de coleta e afugentamento dos animais que estiverem naquela área.

Os engenheiros ambientais da Vale disseram que foram realizados estudos ambientais prévios na área onde será implantada a terceira fase do Salobo, com levantamentos espeleológicos e arqueológicos, levantamentos de impactos e proposições de medidas de controle, realização de inventário florestal e valoração de produtos florestais madeireiros e não madeireiros.

97 CAMPOS DE FUTEBOL A DESMATAR

A empresa deu entrada de protocolo no Ibama em maio deste ano, solicitando autorização para realizar a supressão (desmatamento) de 97,34 hectares na área destinada à ampliação, o que representa uma área do tamanho de 97 campos de futebol.

Atualmente, segundo a empresa, a Vale faz a gestão de 38 licenças e 493 condicionantes do Projeto Salobo junto à Agência Nacional de Águas, Ibama, ICMBio e Semas (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade).

Entre os desafios levantados pelos conselheiros estão: o que fazer com a cava quando acabar a mineração em 2051 e o que fazer com a montanha da pilha de estéril?

O gestor da Flona Tapirapé Aquiri, André Macedo, revelou que o Ibama encaminhou, em 6 de setembro, documentos para Brasília para que o Instituto Chico Mendes avalie os impactos que serão causados e emita um parecer. Em breve esse documento será enviado a Marabá e, só então, eles poderão avaliar de forma mais precisa todos os impactos. “Vamos discutir essa demanda com o Conselho Consultivo para emitirmos nosso parecer”, garantiu.

E OS EMPREGOS?

Os políticos de Marabá precisam chamar a Vale urgentemente para conversar e colocar alguns pontos na mesa. Entre eles, discutir a contratação de mão de obra para a fase de obras e para a produção. Isso é importante porque a empresa poderá contratar a maior parte de Parauapebas, como aconteceu nas fases anteriores, em função da proximidade da mina e usina de beneficiamento.

É preciso saber, também, se não haverá audiências públicas para avaliar, junto com a sociedade, os impactos socioambientais que virão.

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Ulisses Pompeu – de Marabá