Sem efeito da Covid-19, produção industrial do Pará sobe em fevereiro

No comparativo com fevereiro do ano passado, crescimento foi de 7,5%. Parauapebas, Canaã, Marabá, Barcarena, Paragominas, Oriximiná e Juruti foram responsáveis pela subida intensa.
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

O ritmo da atividade industrial paraense cresceu 7,2% em fevereiro na comparação com o mês anterior, janeiro. O Pará também apresentou o melhor resultado para aquele mês entre os 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou na manhã desta quarta-feira (8) o resultado da “Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional”. O Blog do Zé Dudu analisou os resultados e concluiu que o bom desempenho do estado em fevereiro ainda não pega os impactos da pandemia do novo coronavírus, que começou na segunda metade de março e já contabiliza quase 200 pessoas oficialmente infectadas no Pará.

De acordo com o IBGE, a produção do estado também é 7,5% superior à registrada no mesmo período do ano passado, mas o órgão revela que no acumulado do primeiro bimestre deste ano a atividade industrial apresenta queda de 0,4% porque o mês de janeiro registrou decréscimo acentuado e fevereiro sozinho não teve como cobrir. No período acumulado de 12 meses corridos, de março de 2019 a fevereiro de 2020, a desaceleração é ainda maior: 2,2%.

O Blog analisou nos microdados da pesquisa que o crescimento de fevereiro foi puxado essencialmente pela produção física de recursos minerais, que disparou 6,25% ante o ano passado. Nesse nicho da indústria extrativa, os minérios de ferro, alumínio e cobre aumentaram a intensidade, mas manganês retraiu. Os municípios de Parauapebas, Canaã dos Carajás, Marabá, Paragominas, Oriximiná e Juruti foram os grandes responsáveis pelo avanço no mês.

Cresce metalúrgico, despenca alimentício

Além da indústria extrativa, o setor de metalurgia também avançou 2,2%, com destaque para as plantas de ferro-gusa em Marabá e alumínio não ligado em Barcarena. Por outro lado, a indústria alimentícia paraense encolheu 1,12%, com maior retração na produção de carnes. Dentro desse setor, a produção de biscoitos e bolachas em Castanhal e a de queijos frescos em vários municípios do estado foram os únicos pontos fora da curva de baixa.

Cabe ressaltar que os dados da produção industrial de fevereiro estão alheios aos efeitos corrosivos à economia da Covid-19. As medidas de isolamento social impostas por diversos governos (federal, estaduais e municipais) devem, já a partir da PIM de março, registrar recuos mais acentuados na atividade produtiva do Pará e do Brasil como um todo. Municípios produtores de commodities mínero-metalúrgicas, como Parauapebas, Canaã dos Carajás, Marabá e Barcarena, que possuem 90% de participação no portfólio físico da indústria paraense, devem contribuir com os principais números responsáveis pelo decréscimo da produção a ser registrado pelo IBGE daqui para frente.

Publicidade