Rainha dos registros de preços, Nova Ipixuna abre mais um “evento milionário”

Alvo da vez é locação de peças para veículos leves, utilitários e ônibus, no valor estimado de R$ 13 milhões. Governo local adianta que desgaste de peças provêm de uso intensivo da frota
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O município de Nova Ipixuna deveria ser estudado pela Nasa. Até hoje pouca gente dá conta de entender como a prefeitura local, que arrecada menos de R$ 50 milhões por ano, consegue emplacar licitações escalafobéticas, como as que já soltou este ano. A novidade do momento é um registro de preços para compra futura e parcelada de peças para veículos leves, utilitários e ônibus. O valor estimado? R$ 13.379.276,95.

As informações foram levantadas pelo Blog do Zé Dudu e podem ser conferidas aqui. A previsão de conferência das propostas comerciais é para o próximo dia 20, em que serão precificados centenas de itens agrupados em, pelo menos, 21 lotes. Em maio, não é demais lembrar, o governo municipal anunciou pregão de R$ 20.919.596,22 para comprar medicamentos, insumos, materiais e equipamentos com vistas a atender a rede de saúde.

Agora, segundo a prefeitura, a aquisição de peças se dá em razão de desgastes naturais dos veículos que compõem a frota oficial. Os desgastes provêm do uso intensivo dos veículos em serviços de transporte de pessoal e materiais e atendimento ao transporte coletivo de passageiros. “A perfeita condição de uso dos veículos está condicionada às manutenções preventivas, que devem ser efetuadas obedecendo às características de cada um e ao respectivo plano de manutenção, diminuindo-se, assim, os gastos de manutenções corretivas e os riscos de possíveis acidentes”, justifica a administração de Nova Ipixuna.

R$ 100 milhões em licitações

O Blog do Zé Dudu fez levantamento acerca de todas as licitações informadas pela Prefeitura de Nova Ipixuna ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) este ano e constatou que, até o momento, 29 processos ― entre publicados, realizados e desertos ― foram informados ao mural de licitações. A soma deles é de R$ 100.010.037,23, o que, contudo, não quer dizer que o governo municipal vá comprometer tudo isso em recursos, até porque não conseguiria arrecadar R$ 100 milhões nem mesmo em dois anos.

Ao menos dez processos, todos registros de preços, superam R$ 1 milhão em intenção de gastos. Confira quais, nos valores inicialmente declarados ao mural do TCM:

1º) R$ 20.919.596,22 ― aquisição de medicamentos, insumos, materiais e equipamentos essenciais para a saúde

2º) R$ 16.747.737,68 ― compra de peças para máquinas pesadas, caminhões e veículos utilitários

3º) R$ 14.345.982,03 ― aquisição de combustíveis e lubrificantes

4º) R$ 13.379.276,95 ― compra de peças para veículos leves, utilitários e ônibus

5º) R$ 10.209.295,32 ― aquisição de materiais elétricos e hidráulicos para manutenção das redes de iluminação pública e abastecimento de água

6º) R$ 6.829.582,08 ― compra de gêneros alimentícios, material de limpeza, copa e cozinha

7º) R$ 3.095.563,36 ― aquisição de pneus, câmaras de ar, protetores e materiais de borracharia

8º) R$ 2.690.739,50 ― compra de material de construção, ferramentas, utensílios e EPIs para suprir as necessidades da fábrica de bloquetes

9º) R$ 2.618.047,62 ― aquisição de gêneros alimentícios destinados à merenda escolar

10º) R$ 2.270.837,50 ― contratação de empresa para locação de palcos, sonorização, iluminação, tendas, banheiros químicos e grupo gerador visando ao apoio nos eventos e programações do município