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Publicitário Washington Olivetto analisa campanha em São Paulo e campara políticos com carros

“Só gosto de anunciar coisas que as pessoas possam devolver se não gostarem”, Em entrevista concedida ontem (29) ao jornal Estado de S.Paulo, Washington Olivetto (foto), um dos maiores nomes …

“Só gosto de anunciar coisas que as pessoas possam devolver se não gostarem”,

Em entrevista concedida ontem (29) ao jornal Estado de S.Paulo, Washington Olivetto (foto), um dos maiores nomes da publicidade brasileira fez a sua análise a respeito das campanhas políticas de Serra e Haddad, que concorreram no segundo turno à prefeitura de São Paulo.

Embora não faça campanhas políticas desde o inicio de sua carreira, por questões ideológicas, “Só gosto de anunciar coisas que as pessoas possam devolver se não gostarem”, Olivetto comparou ambos os candidatos com modelos de carros.

“Curiosamente, se tentarmos analisar Haddad e Serra como se fossem um bem de consumo, um automóvel, por exemplo, daria para posicionar Haddad como um desses carros chineses, da JAC Motors, ou seja: uma novidade, que oferece o mesmo que os outros, mas em versão mais popular. Já o Serra seria um Volvo: comprovadamente seguro, mas pouco excitante”, disse Olivetto.

Do alto de sua experiência, o publicitário também apontou as derrapadas da campanha. “Ambas foram muito baseadas nos supostos defeitos do oponente. O saldo final é amargo para o eleitor, que fica na obrigação de escolher o menos pior. A campanha do Serra não tem tom de voz popular. A campanha do Haddad tem o tom de voz do Lula, que é, comprovadamente, um fenômeno do marketing intuitivo. Curiosamente, os dois candidatos não fizeram nada de brilhante nas redes sociais, fator decisivo, por exemplo, na primeira eleição do Obama”.

Olivetto também mencionou os principais desafios para se desenvolver um bom trabalho quando o assunto é marketing político. “Para criar coisas realmente brilhantes, um publicitário necessita de decisões absolutamente profissionais – característica dos clientes da iniciativa privada. Não pode submeter seu trabalho a decisões políticas. É impossível criar boa publicidade com uma porção de gente dando palpite”, finaliza.

Com informações do Estadão

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