MPF abriu este ano 10 mil inquéritos por irregularidades. Pará é o quinto Estado em número de inquéritos.

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Cleide Carvalho – O Globo

Paraná e São Paulo lideram casos de corrupção, tráfico de influência e nepotismo

SÃO PAULO O Ministério Público Federal abriu, de janeiro a outubro deste ano, mais de 10 mil inquéritos policiais e civis contra irregularidades na gestão pública. Segundo o MPF, foram instaurados 5.113 inquéritos policiais envolvendo corrupção, peculato, tráfico de influência e nepotismo. Para apurar atos de improbidade foram outros 5.537 inquéritos, dos quais 1.869 são policiais e 3.668 são inquéritos civis públicos, além de 2.085 procedimentos administrativos.

O objetivo dos procuradores é punir os responsáveis na área criminal e pedir a devolução dos recursos públicos desviados. Os inquéritos policiais por improbidade administrativa foram registrados em todos os estados do país e no Distrito Federal. Ou seja, nenhuma unidade da federação ficou fora da lista. Os estados com maior número de inquéritos são Bahia (162), São Paulo (148), Ceará (121), Maranhão (110) e Pará (108). O Rio teve 96 inquéritos policiais abertos. Minas registrou 88. Os procuradores apuram com base em denúncias ou indícios de irregularidades e oferecem denúncia à Justiça. Caso eles não encontrem provas, os casos são arquivados.

Apenas nos dez primeiros meses deste ano, os procedimentos administrativos por improbidade superaram todos os de 2011, com aumento de 71%: 2.085 de janeiro a outubro, ante 1.217 no ano passado e 1.288 em 2010. O número de inquéritos policiais e civis públicos somou 5.821 em 2010 e 7.123 em 2011.

A maioria dos inquéritos policiais por corrupção, tráfico de influência e nepotismo foi aberta no Paraná (923), em São Paulo (626) e no Rio Grande do Sul (621). No Rio, foram 323. Em Minas, outros 276. Os estados com menor número foram Acre (29) e Sergipe (31). Segundo o MPF, de 2008 a 2012 foram cadastradas cerca de 7 mil ações de improbidade.

– O direito penal é instrumento de garantia dos direitos humanos. A verba que seria de um posto de saúde, de uma escola, é desviada e o cidadão fica sem o serviço – afirmou a procuradora Janice Ascari, coordenadora do Grupo de Trabalho Contra a Corrupção.