Prefeitura de Parauapebas amanhece nadando em dinheiro; veja extrato da conta

Inédito: em apenas três meses incompletos, administração de Darci Lermen já faturou mais de R$ 500 milhões, dinheiro que daria para “comprar” Araguaína (TO) e ainda sobraria um trocado
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Parauapebas pode reclamar de tudo, menos de uma coisa: dinheiro. E não é dinheiro pouco. Nesta quinta-feira (10), a conta corrente do Banco do Brasil administrada pelo prefeito Darci Lermen amanheceu abarrotada com exatos R$ 95.434.058,23, referentes à cota da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) a que o município faz jus, adicionada de uma pontinha pelo fato de Parauapebas ser afetado pelas operações da mina de cobre de Salobo, localizada em Marabá. A Cfem, carinhosamente apelidada de royalty, já havia sido anunciada no primeiro dia deste mês pelo Blog do Zé Dudu (relembre aqui). Ninguém, no amanhecer desta quinta — nem mesmo o governo de Jair Bolsonaro —, recebeu tanto dinheiro quanto Parauapebas.

O que chama atenção por detrás do valor robusto da Cfem é o fato de nesta quinta, com apenas 69 dias transcorridos em 2021, Parauapebas ter arrecadado R$ 535,155 milhões, numa alucinante média diária de R$ 7.755.873,64. Em linguagem didática, em menos de três meses Parauapebas arrecadou o suficiente para sustentar um município como Araguaína, segundo mais importante do Tocantins, durante o ano inteiro. Se conseguisse manter esse pique, a Prefeitura de Parauapebas chegaria em 31 de dezembro deste ano tendo acumulado a incrível fortuna de R$ 2,83 bilhões, uma riqueza comparável à de uma capital como Maceió-AL, que tem mais de 1 milhão de habitantes.

Só em royalties de mineração, principal ganha-pão da administração local, a arrecadação chega hoje a aproximadamente R$ 296 milhões, o equivalente a 55% da receita apurada nestes menos de dois meses e meio do ano. A alta participação da Cfem nas contas públicas do município revela, por outro lado, o elevado grau de dependência de Parauapebas da atividade extrativa mineral, sem a qual o governo da Capital do Município dificilmente sobreviveria com a pujança de seus dias atuais.

Também milionárias

Quem também amanheceu com a conta bancária bombando foi a Prefeitura de Canaã dos Carajás, que já sentou em cima de R$ 75.072.277,26 em royalties. Nos poucos dias de 2021, a Cfem administrada por Josemira Gadelha chega a incríveis R$ 228,265 milhões, 75% dos R$ 302 milhões faturados em menos de dois meses e meio de gestão. Canaã já arrecadou nesse curto período de dias de 2021 o equivalente à receita do ano inteiro de Tucuruí e está R$ 100 milhões à frente de Marabá. Indiscutivelmente, a administração da Terra Prometida ganha de todas — inclusive da de Parauapebas — em arrecadação proporcional. Vale lembrar que Parauapebas ronda a casa dos 250 mil habitantes, enquanto Canaã ainda caminha com cerca de 60 mil, em projeções extraoficiais.

A Prefeitura de Marabá, por sua vez, amanheceu com R$ 12.557.302,02 no banco, mais que o informado pelo Blog — em tempo: a diferença do “a mais”, como já explicado várias vezes, é decorrente da cota por Marabá ser município diretamente afetado por atividades minerárias realizadas em sua vizinhança. Em 69 dias, a prefeitura comandada por Tião Miranda já pegou R$ 37,34 milhões em compensações pela lavra mineral, o equivalente a 19% dos R$ 200 milhões arrecadados em 69 dias.