Prefeitura de Marabá é a mais nova bilionária do pedaço

Só governos de Belém e Parauapebas eram, até então, os bilionários do Pará. Prefeitura de Marabá é uma das 80 mais endinheiradas do país e, como poucas, uma das mais equilibradas.
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

Agora é oficial: a Prefeitura de Marabá rompeu, pela primeira vez, a cifra de R$ 1 bilhão em receitas correntes e tornou-se a terceira bilionária do Pará. No período de 12 meses corridos, entre maio de 2019 e abril de 2020, a administração comandada por Tião Miranda registrou exatos R$ 1.011.435.844,17 em arrecadação bruta. As únicas que, até hoje, conseguiram essa proeza financeira no estado foram as prefeituras de Belém, no começo dos anos 2000, e Parauapebas, em fevereiro de 2013.

As informações foram levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu, que analisou neste sábado (30) a prestação de contas referente ao 2º bimestre deste ano que o governo de Miranda encaminhou ontem, sexta-feira (29), à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para apreciação de receitas e despesas consolidadas no período de março e abril. Hoje é a data-limite para que os prefeitos entreguem o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) do 2º bimestre e o Relatório de Gestão Fiscal (RGF) do 1º quadrimestre ao órgão máximo de finanças.

Pelo balanço de agora, a arrecadação de Marabá cresceu 12,5% frente ao consolidado de 12 meses encerrados no 2º bimestre do ano passado. Até aquele ocasião, a receita bruta totalizava R$ 898,77 milhões. Neste ano desafiador, a receita dos meses de março e abril, em pleno avanço da pandemia do novo coronavírus, conseguiu aumentar levemente. Em março, a arrecadação bruta foi de R$ 71,47 milhões ante R$ 67,4 milhões no mesmo mês do ano passado, avanço de 6%. Já em abril foram recolhidos R$ 77,54 milhões frente a R$ 68,48 milhões apurados em 2019, crescimento de 13,2%.

Se, porém, a comparação do 2º bimestre deste ano for feita com o bimestre imediatamente anterior, o 1º, o cenário é de queda nas receitas da ordem de 17,5%. A notícia não é necessariamente ruim porque geralmente as receitas dos dois primeiros meses do ano vêm mais gordas como ressaca de algumas “sobras” do exercício anterior. E, de qualquer modo, a receita líquida da Prefeitura de Marabá, o “dinheiro vivo” já feitas as deduções legais, também aumentou. Em 12 meses corridos encerrados em abril, a receita líquida totalizou R$ 917,31 milhões. No ano passado, o valor fechado em abril era de R$ 814,98 milhões.

Lucro fiscal em dia e folha controlada

Além do crescimento da receita na comparação com o ano passado, o governo de Tião Miranda, notadamente conhecido pela eficiência fiscal, conseguiu garantir pelo 20º bimestre consecutivo superávit, que é quando a administração gasta menos que o que arrecada. O valor do lucro reportado no 2º bimestre é de R$ 29,39 milhões. No primeiro, o resultado havia sido de R$ 35,13 milhões.

Outro ponto de destaque no governo do principal município do sudeste do Pará é a eficiência nos gastos com pessoal. Mesmo diante de um cenário difícil, a Prefeitura de Marabá consegue manter as rédeas nas despesas com pessoal e pagar as contas em dia. Em 12 meses corridos, a despesa com o funcionalismo totalizou R$ 428,64 milhões, comprometendo 46,73% da receita líquida. Isso implica dizer que a gestão de Tião Miranda está fora da linha de tiro da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que começa acender o alerta quando o comprometimento passa de 48,6% da receita e pode trazer graves consequências ao gestor quando se rompe a faixa de 54%. No quesito equilíbrio de contas públicas, com ou sem pandemia, Marabá pode descansar em paz.

Publicidade