Prefeitura de Canaã avança 4 posições e já é 8ª mais rica do Pará; veja ranking

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Das 32 prefeituras mais bem alimentadas com dinheiro público ao longo de 2018, 15 conseguiram alcançar receita bruta que superou a meta de arrecadação prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA) para o ano. As 17 que ficaram para trás não necessariamente tiveram desempenho ruim: quase todas melhoraram a arrecadação em relação a 2017.

A Prefeitura de Belém é a que ficou mais distante do objetivo. O governo da capital arrecadou R$ 2,89 bilhões, mas a expectativa revisada era de R$ 3,71 bilhões. Mesmo que o montante recolhido seja aparentemente elevado, é baixo quando a capital paraense é posta lado a lado com outras capitais brasileiras.

Comandado por Zenaldo Coutinho, o município de Belém tem a segunda pior capacidade de arrecadação por pessoa do país, R$ 1.943,30, à frente apenas de Macapá (AP). Com população mais ou menos do tamanho da de Goiânia, a prefeitura da capital paraense fica R$ 1,5 bilhão atrás quando o assunto é arrecadar.

Parauapebas tem a segunda prefeitura mais rica do Pará e uma das 60 do país. Darci Lermen viu entrar nos cofres em 365 dias do ano R$ 1,21 bilhão, cerca de R$ 70 milhões a mais que a previsão inicial. Está com musculatura financeira muito melhor que a da capital mais próspera do país, Palmas (TO), onde foram arrecadados ano passado R$ 1,09 bilhão, e à frente das capitais Boa Vista (RR), também R$ 1,09 bilhão; Rio Branco (AC), R$ 899 milhões; e Macapá (AP), R$ 821 milhões.

Marabá tem o terceiro governo mais poderoso, com arrecadação de R$ 887,6 milhões, praticamente do tamanho da capital acreana e superior à da capital amapaense. A prefeitura do município ficou cerca de R$ 40 milhões acima da meta projetada para 2018 e Tião Miranda está no lucro, também, por ser considerado o prefeito mais eficiente, desenvolvendo obras de infraestrutura e adequação viária nos quatro pontos cardeais da sede urbana.

As quarta e quinta posições, pertencentes a Ananindeua (R$ 669,8 milhões) e Santarém (R$ 642,2 milhões), respectivamente, seguem sem alteração com relação a anos anteriores. As novidades no pelotão da riqueza começam a partir da sexta colocação, em que Barcarena (R$ 415,7 milhões) ultrapassa Castanhal (R$ 406,2 milhões), e, principalmente, com a arrancada da Prefeitura de Canaã dos Carajás, que avançou da 12ª colocação em 2017 para a oitava em 2018, arrecadando R$ 376,1 milhões e deixando para trás governos que cuidam de muito mais habitantes, como Tucuruí (R$ 330,8 milhões), Altamira (R$ 301,7 milhões) e Paragominas (R$ 295,8 milhões). Canaã, aliás, superou em quase R$ 90 milhões a meta prevista de arrecadação.

Receita per capita

Se o dinheiro recebido pelas prefeituras ao longo do ano fosse ajuntado e dividido pela quantidade de moradores dos municípios, a Prefeitura de Canaã dos Carajás teria a maior capacidade de deixar ricos seus cidadãos. É que ela arrecadou por habitante R$ 10.432,85 e se tornou um dos municípios brasileiros que, proporcionalmente a seu tamanho populacional, mais arrecadam. Em 2017, Canaã foi apenas o 99º, com arrecadação por pessoa de R$ 7.246,55. Agora, já está entre os 12 mais afortunados do Brasil, num listão privilegiado que é dominado pela prefeitura capixaba de Presidente Kennedy, cuja receita por pessoa é de R$ 30.333,88, conforme o Anuário MultiCidades 2019.

Em segundo lugar no estado está a Prefeitura de Vitória do Xingu, que se farta das benesses financeiras advindas da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no coração do Pará. A arrecadação por pessoa lá é de R$ 8.450,18 e é seguida pela de Parauapebas, R$ 5.987,15; Barcarena, R$ 3.398,93; Marabá, R$ 3.226,47; Oriximiná, R$ 3.112,83; Tucuruí, R$ 2.949,63; Altamira, R$ 2.665,19; Paragominas, R$ 2.646,90; e Juruti, R$ 2.612,51.

Entre as prefeituras que mais arrecadam, a proporcionalmente menos aquecida por habitante é a de Bragança, com R$ 1.204,59 arrecadados ao longo de 2018. A Prefeitura de Tailândia é a segunda com mais baixa arrecadação, R$ 1.232,55 por habitante. Ananindeua (R$ 1.274,37), Tomé-Açu (R$ 1.363,66) e São Félix do Xingu (R$ 1.502,77) completam a lista das que são mais “devagar” em arrecadação.

 

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