Piçarra: Sindicato Rural tem fortes indícios de fraude na eleição da diretoria para o biênio 2017/2019

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on print

Continua depois da publicidade

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Associado do Sindicato dos Produtores Rurais de Piçarra, que pediu que sua identidade seja mantida em sigilo, vai solicitar na Justiça que a eleição para presidente e demais diretores da entidade, ocorrida em 13 de novembro de 2017, seja anulada. E o motivo é simples: “A eleição para composição da diretoria do sindicato para o biênio 2017/2019, não foi realizada de forma democrática e transparente, ou seja, em total desconformidade com o respectivo estatuto e normas sindicais. O pleito não seguiu os mínimos trâmites legais, como convocação de Assembleia Geral Eleitoral, publicação do edital em que devem constar o prazo para a inscrição de chapas, os requisitos para concorrer às eleições, dia, mês, hora e local da votação e a comunicação aos associados”.

O presidente Luiz Carlos da Silva Pereira cujo mandato de dois anos encerraria em 2015, ainda segundo relato da fonte, ignorou todas essas regras e, foi reeleito para o biênio 2017/2019.

Procurado pelo Blog, Reginaldo Pereira de Oliveira, que exerceu o cargo de secretário no biênio 2014/2015 afirmou que deveria ter sido pessoa responsável por preparar toda documentação necessária para realização da Assembleia Geral Eleitoral, uma vez que também não houve escolha para a eleição de nova diretoria para o biênio 2015/2017.

Disse, porém, que jamais foi comunicado sobre qualquer pleito na entidade sindical, sobretudo o que ocorreu no dia 13 de novembro passado. Por fim, declarou que desde dezembro de 2016 o Sindicato Rural encontra-se sem sede. Ele, inclusive, registrou isso em Escritura Pública Declaratória lavrada no cartório de São Geraldo do Araguaia.
O mesmo fez Dernival Gonçalves Barros, que, também ouvido, afirmou não ter sido comunicado de eleição alguma, pois, tendo exercido a função de tesoureiro no biênio 2014/2015, teria de ter prestado contas em Assembleia Geral.

Quanto a Luiz Carlos da Silva Pereira, este foi destinatário de Notificação Extrajudicial, para que apresentasse toda documentação que comprovaria a legalidade das eleições, porém, conforme certidão expedida pelo cartório da comarca, após tomar conhecimento do teor da notificação, ele se recusou a recebê-la.

Tranquilo
O Blog entrou em contato com Luiz Carlos na manhã desta terça-feira (16). Indagado sobre as irregularidades citadas pelo denunciante, ele limitou-se a dizer que tudo foi feito dentro da legalidade. Sobre o fato da eleição, coordenada por ele, correr o risco de anulação na Justiça, Luiz Carlos não mostrou preocupação e disse: “Podem pedir a anulação, estou tranquilo”.

Publicidade