PF identifica mensagem pornográfica enviada de Tucumã para a Espanha

A mensagem foi enviada de um computador na cidade de Tucumã, no sul do Pará, para outro PC na Espanha. Durante as investigações o suspeito se mudou para Imperatriz (MA)
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print
Polícia Federal cumpriu mandado no dia de hoje (9) na casa do suspeito em Imperatriz/Foto: Divulgação

Continua depois da publicidade

Nesta terça-feira (9) a Polícia Federal de Redenção deu cumprimento a mandado de busca e apreensão na cidade de Imperatriz, no Maranhão. Esse mandado foi expedido pela Justiça no bojo de inquérito que investiga os crimes de compartilhamento e armazenamento de mídias digitais que contenham cenas de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. Chama atenção nesse caso o fato de que a investigação começou fora do Brasil, na Espanha.

De acordo com a delegada Ingrid Fonseca, da Polícia Federal em Redenção, a Guarda Civil Espanhola enviou às autoridades brasileiras a notícia crime relativa ao encaminhamento de mensagem com conteúdo pornográfico por e-mail, cujo IP (identificação única para cada computador conectado a uma rede de Internet) estava localizado na cidade de Tucumã, que fica a 270 km de Redenção, que teria enviado a mensagem para um destinatário na Espanha.

Diante disso, a Polícia Federal iniciou as investigações e identificou o suspeito. Ocorre que no decorrer da investigação ele se mudou para a cidade de Imperatriz (MA). Mesmo assim, a Polícia Federal solicitou e obteve mandado de busca e apreensão lá na cidade maranhense.

O mandado foi cumprido nesta terça-feira, mas no local – segundo a própria delegada Ingrid Fonseca – não foram encontrados muitos dispositivos eletrônicos que pudessem estar armazenando arquivos com o conteúdo impróprio, de modo que foi apreendido o celular do suspeito, para que a perícia possa buscar conteúdo dessa natureza e, sendo localizado, dar segmento às investigações.

Por enquanto, a Polícia Federal não repassou o nome do suspeito, mas caso seja condenado ele pode pegar até 6 anos de prisão, conforme previsto nos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Publicidade