Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Polícia Federal

Operação Partialis: Salame movimentava 3,2 vezes mais que o declarado à RF

Saiba quem são as outras pessoas que tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal juntamente com João Salame, que foi demitido hoje do Ministério da Saúde
Continua depois da publicidade

A Operação Partialis, realizada pela Polícia Federal, ontem, quinta-feira, dia 18, em Marabá, Altamira e Brasília, causou grande repercussão regional e foi alvo de reportagens nos dois principais telejornais da Rede Globo: Jornal Hoje e Jornal Nacional.

Na operação, foram presos o ex-prefeito de Marabá e atual diretor do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, João Salame Neto; o presidente nacional e fundador do PROS, Eurípedes Gomes de Macedo Júnior; o ex-chefe de Gabinete de Salame, Washington Rodrigues da Costa e sua esposa, Emmanuelly Magally Gomes Mendes; o assessor e motorista do ex-prefeito de Marabá, José do Espírito Santo; Josimar Eneas da Costa, o Eletro, que já estava preso no Crama; e o casal Paulo Roberto Batista de Souza e Claudiana Alves da Cruz, sócios da empresa Alta Empreendimentos Turísticos Ltda.

A ordem de prisão de João Salame Neto aponta que ele “nunca se preocupou, enquanto gestor municipal, de investigar a ilicitude ou não dos contratos firmados com as empresas de Josimar Eneas da Costa”, o Eletro.

Um relatório da Receita Federal indica que a movimentação financeira de João Salame era 3,2 vezes maior que o lastro financeiro declarado. “Justifica a decretação da prisão preventiva, sobretudo a atuação já verificada dos investigados João Salame, Josimar Eneas da Costa, Washington Rodrigues da Costa e José do Espírito Santo quem, mesmo quando investigados pelo Ministério Público Estadual, realizavam encontros furtivos em seus automóveis que circulavam pela cidade para não serem vistos por ninguém; forjavam provas para sustentar versões criadas para atrapalhar as investigações”, diz a decisão judicial assinada pelo juiz Heitor Moura Gomes, da 2ª Vara da Subseção Judiciária da Justiça Federal em Marabá.

Segundo o magistrado, o poderio econômico indica que Salame facilmente poderia ocultar e dissimular provas eventualmente existentes, acertar depoimento de outros investigados e testemunhas, tudo para influenciar negativamente nas investigações, “análise que não se faz com meras suposições, mas em prática já adotada quando, por exemplo, foi investigado pelo Ministério Público Estadual”.

Ao decretar a prisão de João Salame, o juiz da 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Marabá  sustentou que “o investigado em questão possui relevante cargo público no Ministério da Saúde, conforme indicam as investigações, havendo sérios riscos que, seguindo o mesmo modo de atuar por anos na qualidade de gestor municipal de Marabá, possa continuar a prática dos ilícitos, agora em órgão público federal ligado ao Ministério da Saúde”.

MAIS GRANA APÓS O MANDATO

A decretação da prisão preventiva de Salame revelou, também, que mesmo após o encerramento de seu mandato como prefeito de Marabá, em dezembro de 2016, José do Espírito Santo teria sacado R$ 300.000,00 das contas de empresas que tinham contrato com a Prefeitura de Marabá. “A alguns dos crimes dolosos, diga-se de passagem, imputados ao investigado em questão, possuem pena privativa de liberdade máxima superior a quatro anos, restando presentes também uma das hipóteses do artigo 313 do Código Penal Brasileiro, que versa sobre “inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano”.

Josimar Eneas da Costa, o Eletro, é acusado de pagar propina aos operadores de João Salame Neto, valores esses que saíam diretamente das contas de suas empresas, a WJE da Costa e Companhia Ltda e Oxipar Oxigênio do Pará. Suas contas eram abastecidas com verbas públicas federais destinadas à área de saúde e obtidas mediante contratos superfaturados para aquisição de gases medicinais pela Prefeitura de Marabá. “Teve participação decisiva na aquisição da aeronave prefixo PT-VQW com verbas públicas federais, ocultando o proprietário de fato, João Salame Neto”, diz o magistrado.

Relatórios da Receita Federal indicam a movimentação financeira em suas contas bancárias era 4,6 vezes maior que seu lastro financeiro declarado.

Paulo Roberto Batista de Souza foi preso em Altamira. Ele é sócio administrador da empresa Alta Empreendimentos Turísticos Ltda, é acusado de ter simulado a compra e venda do avião PT-VQW com Josimar Eneas da Costa, mesmo sabendo que o real comprador seria João Salame Neto, e que este estaria desviando recursos federais.

Claudiana Alves da Cruz, esposa de Paulo Roberto, recebeu as mesmas acusações do marido. O casal, segundo a decisão judicial que determinou a prisão de ambos, mantinha amplo contato com os operadores de João Salame e com o próprio ex-prefeito, em período anterior à compra da aeronave. Dados da Receita Federal indicam que o crescimento patrimonial de ambos no período apontado praticamente dobrou e, além disso, a movimentação financeira sem origem ou não declarada gira em torno de R$ 3,6 milhões.

O juiz Heitor Moura justificou a decisão pela prisão temporária de Paulo Roberto e Claudiana pela imprescindibilidade para as investigações do inquérito, ainda mais quando se considera a possível participação no crime de associação criminosa e o eventual cometimento de crime de falsidade ideológica, participação no crime de desvio de rendas públicas, ou ainda em crimes contra a ordem tributária. “A prisão pode auxiliar no desvendamento de provas outras e de outros envolvidos, enquanto que, caso em liberdade, possivelmente poderiam tentar ocultar ou destruir provas eventualmente existentes e relacionadas, e em especial, a negociação envolvendo a aeronave de prefixo PT-VQW”.

Eurípedes Gomes de Macedo Júnior, presidente e fundador do PROS (Partido Republicano da Ordem Social), teria simulado, em uma segunda ocasião, a compra do avião da Alta Empreendimentos, com a intervenção de Eletro e João Salame.

As investigações indicam que a compra do avião junto à empresa Alta Empreendimentos aconteceu com a intervenção de Josimar Eneas da Costa e João Salame. Já a suposta devolução da aeronave por Eletro para a empresa Alta Empreendimentos por não conseguir arcar com o restante do pagamento se mostrou inverídico, pois possuía em sua conta bancária R$ 2.000.000,00.

O suposto negócio jurídico entre o PROS e a Alta Empreendimentos, após o não pagamento por Josimar Eneas da Costa e por ele intermediada, nunca chegou a existir, senão mera simulação para dar ares de legalidade à aquisição do bem após denúncias contra João Salame e o próprio PROS.

Até a noite Eurípedes Júnior estava foragido da Justiça, embora tenha prometido às autoridades que se entregaria.

DESVIO MUITO MAIOR

Ao autorizar a prisão dos investigados, o juiz Heitor Moura observa que as investigações realizadas pela Polícia Federal são referentes apenas a verbas públicas federais, mas há indícios de que muitos outros contratos mantidos pela Prefeitura de Marabá com empresas e empresários da cidade foram ilegais e que muitos valores voltaram ao ex-prefeito e a seu partido político em forma de doações eleitorais. “Há sim estreita relação entre João Salame Neto e Eurípedes Gomes de Macedo Junior, havendo razões para fazer crer que este último estivesse associado ao primeiro e aos demais investigados para o cometimento dos crimes aqui mencionados”.

Também foram presos na operação o então chefe de Gabinete de Salame, Washington Rodrigues da Costa, e sua esposa, Emmanuelly Magally Gomes Mendes, que residem na Folha 25. Os advogados dela entraram com pedido de prisão domiciliar na Justiça Federal, justificando que tem dois filhos gêmeos menores de dois anos de idade, os quais carecem de seus cuidados permanentemente.

O delegado Ricardo Viana de Sousa informou, na entrevista coletiva, que a Polícia Federal identificou indícios de desvios de recursos públicos estaduais e municipais, que não cabe à PF investigar. Essas informações deverão ser encaminhadas para o Ministério Público Estadual, que vai dar prosseguimento às investigações.

O Diário Oficial da União desta sexta-feira, 19, publica a exoneração de João Salame Neto do cargo de diretor de Atenção Básica do Ministério da Saúde.

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Justiça

Exclusivo: a história nebulosa do avião que derrubou João Salame de Brasília

Secretário de Comunicação de Marabá, deputado estadual, prefeito e secretário do Ministério da Saúde: a ascensão e queda do autor dos fictícios “500 km de asfalto”
Continua depois da publicidade

As investigações sobre uma suposta aquisição de um avião por parte do ex-prefeito de Marabá, João Salame Neto, através de Josimar Eneas da Costa (Eletro), acusado de ser “laranja”, iniciaram no início de 2014, um ano após ele assumir a Prefeitura de Marabá.

Houve uma nota publicada por Zé Dudu e, posteriormente, uma denúncia anônima de alguém ligado ao Aeroporto de Marabá, que repassou informações precisas sobre a periodicidade com que o prefeito, seu irmão Beto Salame e outros políticos ligados a seu grupo utilizavam o avião Sêneca 3, de prefixo PT-VQW entre cidades desta região.

Diante disso, o Ministério Público Estadual abriu Inquérito Civil e começou a investigar o caso.

Curiosamente – ou coincidentemente – a pessoa suspeita inicialmente de realizar a intermediação com a aquisição do avião é um amigo antigo de João Salame: Josimar Eneas da Costa, também conhecido como Eletro, que está preso no Crama, em Marabá, depois de ficar foragido por quatro meses em 2016, se escondendo da Polícia Federal.

Eletro é dono da Mundial Ar Condicionado, uma empresa de pequeno porte nesse ramo, localizada na Folha 28, e ainda da WJE da Costa e Cia LTDA, que fornecia gases medicinais para os dois hospitais de Marabá entre os anos de 2013 a 2016. E, segundo ele disse em depoimento e João Salame confirmou ao blog, os dois são amigos de longas datas, desde antes de o atual prefeito exercer cargo eletivo.

Na investigação do Ministério Público e também da Polícia Federal, posteriormente, ficou evidente que a aeronave descrita acima fora adquirida pelo atual prefeito de Marabá indiretamente, através de Eletro, surgindo certa coincidência quanto à época de aquisição da aeronave e a dos contratos firmados entre a empresa de Josimar e a Prefeitura de Marabá, que depois se comprovaria como superfaturados.

Quem vendeu o avião para Eletro foi a empresa Alta Empreendimentos Turismo Ltda, de Altamira. Em depoimento às autoridades, Paulo Roberto Batista de Souza, proprietário da Alta Empreendimentos, revelou que vendeu o avião para Josemar pelo valor de R$ 700.000,00. O empresário marabaense deu R$ 300.000,00 de entrada no ato da assinatura do contrato, valor que estranhamente foi pago em dinheiro – e não por transferência bancária – lá mesmo em Altamira. O restante ficou de ser pago em quatro parcelas, com quatro cheques de R$ 100.000,00, mas estes não foram quitados.

Outro fato estranho e que deixou os investigadores de orelha em pé é que a maioria dos negócios relacionados a esta aeronave foi realizada através de pagamentos em dinheiro vivo ou depósito em boca de caixa, considerada uma forma de tentar escapar do controle de sua origem, o que aponta para lavagem de dinheiro.

Mas o fato mais intrigante referente à venda do avião ainda estava por vir. O dono da empresa Alta Empreendimentos disse ainda que diante da dificuldade de receber os R$ 400 mil que faltavam, ele enviou um advogado a Marabá para pressionar o empresário Eletro a quitar a dívida.

Como a história de que o prefeito João Salame tinha comprado avião já circulava amplamente na cidade, Josemar apresentou um novo comprador. Era o PROS (Partido Republicano da Ordem Nacional), partido do qual João Salame era presidente estadual à época, e que passou a constar no recibo de compra e venda da aeronave.

Todavia, o curioso é que o saldo devedor passou a ser pago fragmentado em transferências bancárias, com valores de R$ 10 mil, R$ 20 mil, por exemplo, até totalizar os R$ 400 mil. E quem pagou a conta? Não foi o PROS, mas as empresas de Eletro: Josemar Eneas da Costa-ME e Oxipar – Oxigênio do Pará Ltda, sendo que no caso desta última, ele era procurador. Aliás, apenas a título de curiosidade, a Oxipar recebeu cerca de R$ 2,5 milhões da Prefeitura de Marabá em 2014.

Para o Ministério Público, essa estratégia teria sido usada unicamente para despistar o verdadeiro dono do avião. Foram realizadas também transferências de valores arredondados na unidade de milhar ou que estavam pouco abaixo do limite para notificação de operações, indícios de que eram, provavelmente, fruto de infrações penais contra a administração pública.

Os investigadores chegaram a uma dedução inquietante: o PROS, no mínimo, envolveu-se numa transação ilegal, pois teria adquirido uma aeronave com dinheiro oriundo de empresas particulares, as quais, por sua vez, mantêm contratos com a Prefeitura de Marabá. Diante disso, entendem que a compra e a forma de pagamento foram realizadas para encobrir a propriedade do veículo.

Nem a empresa de Josemar nem a Oxipar, que ele representava, tinha capital suficiente para a aquisição de uma aeronave. Além disso, esse veículo não interessava ao tipo de atuação comercial de ambas. E, mais, intermediou o negócio sem demonstrar interesse em mantê-lo em sua posse.

E, num elo mais próximo, os investigadores do MP e PF afirmam que Eletro atuou apenas como “laranja”, a mando do então prefeito João Salame Neto, já que teria sido ele quem negociou a venda do avião para o PROS, não demonstrando nenhum interesse de manter o avião em seu próprio nome, conforme o contrato que assinara em 20 de dezembro de 2013.

Na investigação, as autoridades ministeriais chegaram à conclusão de que a relação entre Josemar Eneas e João Salame eram estreitas tanto na aquisição do avião Sêneca 3 e ainda na sua utilização.

DEFESA DE SALAME

Meses antes de ser preso, ao ser confrontado pela Reportagem do blog sobre a denúncia de que “Eletro” seria seu “laranja”, como as autoridades denunciam, Salame retrucou e garantiu que isso não era verdade e que a negociação para aquisição da aeronave pelo PROS, seu ex-partido, foi direta entre Josimar Eneas da Costa e Eurípedes de Macedo Júnior, presidente nacional da legenda.

Reconheceu que contratou a aeronave de Eletro em algumas ocasiões para voos regionais, mas que sempre pagou pelo serviço.

João Salame Neto é jornalista e editou o jornal Opinião, em Marabá, por mais 20 anos. Ele chegou a ocupar o cargo de secretário de Comunicação do município na gestão de Geraldo Veloso, depois foi eleito deputado estadual por dois mandatos, até alcançar vitória nas urnas para o cargo de prefeito, em 2012, ficando na função entre 2013 e 2016.

Em 2014, sua influência política foi determinante para a eleição de seu irmão e advogado Beto Salame, que devolveu a gentiliza em 2017, quando negociou para que ele ocupasse o cargo de secretário de Atenção Básica do Ministério da Saúde, em Brasília.

TEM MAIS AMANHÃ

Nesta sexta-feira, dia 19 de outubro, leia com exclusividade aqui no blog o que Eletro contou às autoridades sobre a aeronave.

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Pará

PF deflagra operações contra fraudes na merenda escolar

As investidas acontecem em Belém, Ananindeua, Marabá, Jacundá, Goianésia do Pará, Breu Branco e Tucuruí
Continua depois da publicidade

A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU) e a Receita Federal, deflagrou na manhã de hoje (16) as Operações Frota de Barro e Grande Salto, nas cidades de Belém, Ananindeua, Marabá, Jacundá, Goianésia do Pará, Breu Branco e Tucuruí. As ações têm como objetivo desarticular uma quadrilha especializada em fraudar licitações relacionadas ao transporte e fornecimento de merenda escolar.

Ao todo estão sendo cumpridos 42 mandados judiciais expedidos pela Justiça Federal de Tucuruí/PA. Sendo 6 mandados de prisão preventiva, 12 de prisão temporária, 18 mandados de busca e apreensão, 4 decisões judiciais de afastamento das funções públicas e 2 de bloqueios e indisponibilidades de bens dos investigados.

As investigações tiveram início a partir de denúncias anônimas envolvendo fraudes em licitações promovidas pela Prefeitura da cidade de Goianésia do Pará/PA no ano de 2017. As diligências apontam que empresas se associaram de forma estável e permanente, a fim de frustrar o caráter competitivo dos certames licitatórios municipais referente a fornecimento de transporte e de merenda escolar.

Para o sucesso de tais fraudes, os investigados corromperam servidores públicos municipais para que as empresas em questão, as quais fazem parte de um mesmo grupo econômico, pudessem simular lances e assim frustrar o caráter competitivo dos certames, permitindo, que os preços dos contratos fossem superfaturados. Por outro lado, os fiscais de tais contratos recebiam propina para deixar de fiscalizar a prestação dos serviços.

As empresas investigadas eram formalmente geridas a partir de uma grande teia de “laranjas”, os quais, mediante o recebimento de pagamentos mensais, representavam em tais certames os seus reais proprietários.  Em vistoria realizada pela CGU, foi verificada uma série de impropriedades formais, ajustes de preços e ainda o direcionamento do procedimento licitatório para que as empresas que faziam parte do esquema pudessem ser as vencedoras de tais certames.

A Receita Federal, em suas análises de sigilo fiscal, verificou que as empresas investigadas, assim como seus sócios e “laranjas” não possuem renda declarada e/ou lastro econômico para fazer honrar os compromissos contratuais fraudulentamente pactuados com a Prefeitura Municipal de Goianésia do Pará/PA. De acordo com levantamentos preliminares realizados pela CGU acredita-se que a fraudes praticadas pelas empresas e pelos investigados alcance valores próximos a R$ 2,5 milhões.

Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e estelionato. Ao todo as penas podem alcançar mais de 30 anos de reclusão. Os presos serão encaminhados para presídios da cidade de Belém e Tucuruí/PA, onde ficarão à disposição da Justiça Federal. Entrevista coletiva será concedida na sede da PF em Belém, às 10h.

*O nome Frota de Barro deve-se ao fato de uma nunca ter funcionado de fato como uma empresa de transporte escolar, mas como uma cerâmica especializada na fabricação de tijolos de barro.

** O nome Grande Salto é uma alusão à forma como o principal investigado, o qual é o dono de fato das duas empresas investigadas, desejou dar um grande salto nas suas economias, adquirindo bens de alto valor agregado como veículos, joias e outros bens de luxo, em detrimento da qualidade da alimentação oferecida as crianças na alimentação escolar. Fato esse que guarda paralelo histórico com o projeto comunista da China de Mao Tsé-Tung, que de forma análoga aos infratores e guardadas as devidas proporções, causou fome em massa, matando mais de R$55 milhões de chineses no final da década de 1950.

(Assessoria de Comunicação Social – Superintendência da Polícia Federal no Pará)
Pará

Operação Levigação combate “lavagem” de ouro clandestino no Pará

O objetivo de reprimir a "lavagem" de ouro de origem clandestina, no Pará.
Continua depois da publicidade

A Polícia Federal, com o apoio do Ministério Público Federal, deflagrou hoje (26/9) a Operação Levigação, que teve o objetivo de reprimir a “lavagem” de ouro de origem clandestina, no Pará.

Policiais federais deram cumprimento a oito mandados de busca e apreensão, sendo seis na cidade de Itaituba/PA e dois em São Paulo/SP. Além das buscas, a Justiça Federal também determinou o bloqueio total de bens de alguns investigados, que chegou ao valor total de R$ 187 milhões (esta quantia foi estimada como correspondente ao proveito obtido com a prática ilegal). Também foi determinada a suspensão das atividades de duas empresas que atuam ilegalmente no mercado de compra e venda de ouro, sem autorização do Banco Central do Brasil.

Durante as investigações, a Polícia Federal descobriu uma intensa movimentação de ouro por parte de empresas de compra e venda de ouro, na cidade de Itaituba/PA. O minério teria sido extraído ilegalmente de garimpos clandestinos e “esquentado” por estes estabelecimentos, mediante expedição de notas fiscais com dados falsos. As investigações também apontaram indícios de que grande parte desse ouro seja proveniente da Bacia do Rio Tapajós, e essa prática tem provocado grande impacto ambiental à região.

A operação se insere no contexto geral de combate ao exercício de atividades empresariais que fomentam a garimpagem clandestina. Conforme laudo pericial finalizado recentemente pela Polícia Federal, o Rio Tapajós tem recebido, anualmente, o despejo do quantitativo total de sete milhões de toneladas de lama procedente dessa atividade ilegal.

Os suspeitos estão sendo investigados pela prática dos crimes de usurpação de bens da União (com pena de até cinco anos de detenção), funcionamento ilegal de instituição financeira (com pena de até quatro anos de reclusão) e lavagem de ativos (com pena de até dez anos de reclusão).

*O nome da Operação (“Levigação”) faz referência a um processo utilizado para separar o ouro de outras partículas com a utilização de água, sendo que por meio deste há uma espécie de lavagem do ouro, separando-o de outros materiais.

Fonte: Comunicação Social da Polícia Federal no Pará
Pará

PF apreende uma tonelada de cocaína que ia para a Europa

A droga estava sendo colocada dentro de uma embarcação que seria usada para o transporte até à Europa
Continua depois da publicidade

A Polícia Federal apreendeu, na noite de ontem, sábado, 25, na Vila dos Cabanos, próximo a praia do Caripi, mais de uma tonelada de cocaína. A ação contou com a cooperação internacional da Drug Enforcement Administration (DEA), órgão de polícia federal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos encarregado da repressão e controle de narcóticos.

Duas pessoas foram presas em flagrante no momento em que retiravam a droga de uma caminhonete e colocavam dentro de uma embarcação na beira do rio, que seria usada para o transporte até à Europa, destino final do entorpecente. Os presos foram autuados por tráfico internacional de droga e estão à disposição da Justiça Federal.

(Texto e Imagens: Ascom Polícia Federal)
Redenção

Polícia Federal deflagra Operação Muiraquitã no sul do Pará

Ação desarticulou esquema criminoso de garimpagem clandestina na terra Kayapó. PF constatou o envolvimento de indígenas que compactuavam e lucravam com o crime ambiental
Continua depois da publicidade

A Polícia Federal, em ação conjunta com o Ibama, Funai e Secretaria de Segurança Pública do Pará, deflagrou, na manhã desta terça-feira (21), a Operação Muiraquitã nos municípios de Ourilândia e Tucumã. A ação visou desarticular um esquema criminoso de garimpo e comercialização ilegal de ouro extraído do interior da Terra Indígena Kayapó. Foi organizada uma força de atuação conjunta entre os órgãos, com equipes especializadas e treinadas para operações especiais com o objetivo de desarticular a logística e a expansão dos garimpos clandestinos no interior da terra indígena.

Ao todo, 70 servidores federais, com apoio aéreo de sete helicópteros, participam da Operação. Durante as investigações, foram identificados por policiais federais e por fiscais ambientais diversos pontos de logística e garimpos ilegais, além de duas pistas de pouso e decolagem de pequenos aviões, utilizadas para o transporte de ouro extraído ilegalmente da terra indígena.

As ações desencadeadas visam realizar prisões em flagrante dos envolvidos, facilitar a ação do órgão ambiental na constatação dos danos extremos à natureza, desativar as pistas de pouso que não são homologadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e que não servem à comunidade indígena e estancar a extração e comercialização ilegal de ouro na região.

As informações apontaram para o envolvimento de indígenas de algumas aldeias, que compactuavam e lucravam com a atividade garimpeira clandestina, bem como comerciantes de ouro da região, que atuam como receptadores do minério extraído ilegalmente, repassando-o para outros estados ou para outros países.

A atividade mineradora clandestina ocasiona diversos danos ao meio ambiente e aos indígenas, sendo os mais recorrentes: desvio do curso de rios, desmonte hidráulico (no caso de garimpagem mecânica), aterramento de rios e contaminação do solo, ar e águas com metais pesados, principalmente o mercúrio, extinção de vegetação e animais e contaminação dos silvícolas.

A extensão dos danos causados será avaliada por peritos criminais federais que participam da operação e estão coletando informações e materiais que resultarão em laudo pericial, mensurando o dano ambiental causado na região pela atividade ilícita.

“Muiraquitãs” eram objetos utilizados por povos indígenas como amuletos, símbolos de poder ou, ainda, como material para compra e troca de artefatos valiosos.

(Ascom/PF-PA)
santarém

Polícia Federal deflagra Operação Tandem em Santarém

No curso da investigação, que teve início em janeiro de 2018, foram presas 14 pessoas, em 9 situações de flagrante delito distintas
Continua depois da publicidade

Na manhã desta terça-feira (14) aproximadamente 14 policiais federais participaram da operação intitulada Tandem para o cumprimento de três Mandados de Busca a Apreensão e um Mandado de Prisão, todos no Município de Santarém. O material apreendido será encaminhado para Delegacia de Polícia Federal em Santarém para ser submetido à perícia e análise. A investigação visa colher provas da participação de dos envolvidos em Tráfico de Drogas e Associação para o Tráfico no Município.

No curso da investigação, que teve início em janeiro de 2018, foram presas 14 pessoas, em 9 situações de flagrante delito distintas. Os mandados que hoje são cumpridos visam colher informações e provas sobre os investigados ainda soltos. O nome da operação se referente a etimologia da palavra Tandem no latim: “enfim, finalmente”.

Redenção

Polícia Federal fecha fábrica clandestina de armas em Redenção

No local, foram apreendidas espingardas, munições e máquinas de fabricação e manutenção de armas
Continua depois da publicidade

Nesta quinta-feira, 26, a Polícia Federal desencadeou uma operação para desativar uma fábrica clandestina de armas localizada em uma residência em uma invasão do setor Jardim Viviane, em Redenção. A abordagem foi realizada pela Polícia Federal em parceria com a Polícia Militar.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Leonardo Almeida, o local funcionava como fábrica clandestina de armas e operava para criminosos de Redenção e região. A única pessoa que estava ali não teve a identidade revelada. “Na operação, ninguém foi preso, mas realizamos apenas apreensões de várias espingardas e munições ” disse o delegado.

Ainda segundo ele, as investigações continuarão, pois nesta primeira fase foram feitas apenas apreensões, restando ainda descobrir a identificação das pessoas que fazem parte do grupo.

A operação foi presidida pela Polícia Federal. Porém, na execução da medida judicial, foi necessário o apoio da Polícia Militar. “Nós pedimos o apoio da PM, pois o local era ermo e de difícil acesso e não saberíamos o que poderíamos encontrar por lá. Juntos realizamos os procedimentos e logramos êxito em desativar a fábrica de armas clandestina” disse o delegado Leonardo.