Aconteceu, nesta quarta-feira (3), no auditório do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) em Parauapebas, audiência pública sobre saneamento, abastecimento de água e questões ambientais. Na ocasião, representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas (Saaep) e Programa de Saneamento Ambiental, Macrodrenagem e Recuperação de Igarapés e Margens do Rio Parauapebas (Prosap) discutiram demandas e responderam dúvidas da comunidade.
Cleverland Carvalho, do Prosap, pontuou a importância de encontros como esse: “Eles são fundamentais para a gestão ouvir de perto os anseios da população. É uma forma também da gente avaliar se estamos no caminho certo”.
O evento foi idealizado pelo professor Leonardo Petrilli, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), a partir do Laboratório de Participação Social e Desenvolvimento Local (Labparticipa), e foi conduzido pela 6ª Promotoria de Justiça do município.
Ações da Prosap
As equipes do Prosap aproveitaram a audiência para compartilhar os resultados alcançados até então. Já fazem três anos de execução das obras no Igarapé Ilha do Coco, e no próximo mês serão completados dois anos dos trabalhos na bacia do Igarapé Lajeado.
Atualmente, o programa tem focado em obras de infraestrutura, buscando conter problemas de alagamento durante o período de chuvas, com resultado confirmado nas áreas já trabalhadas. A próxima fase será concentrada em melhorar o abastecimento de água e tratamento de esgoto de Parauapebas, tendo início a partir do segundo semestre de 2023.
Nesse âmbito, já foram construídas redes coletoras de esgoto em pontos do Bairro União, próximo ao Igarapé Ilha do Coco, e dado início às obras de ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA), que está 15% concluída. Além disso, está sendo desenvolvida a reestruturação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Tropical, enquanto a da prefeitura já está concluída.
As obras do Prosap tiveram início em 2020, mas a previsão inicial de conclusão em seis anos sofreu atrasos em decorrência da pandemia de covid-19. O novo prazo estima oitos anos para o final do programa, ocasião em que Parauapebas deve ter mais de 70% de coleta e tratamento de esgoto, colocando o município entre os cem mais saneados do país.
Com informações da Ascom PMP





