“Movimento Alpa Já” ganha apoio de empresários e seis bois para churrasco

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Por Paulo Costa – de Marabá

O “Movimento Alpa Já”, que fechou na manhã de hoje a Estrada de Ferro Carajás, à altura do bairro Nossa Senhora Aparecida, conhecido como Coca-Cola, está recebendo adesão e apoio de empresários e pecuaristas de Marabá. Eles estão enviando água mineral, alimentos e já providenciam barracas para armar às proximidades do trilho e manter os manifestantes no local.

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Seis cabeças de boi foram doadas e estão sendo levadas para o local, onde será feito um grande churrasco no início da tarde. Arroz, farinha e outros alimentos também estão sendo providenciados. A manifestação é pacífica e os manifestantes utilizaram dormentes que estavam ao lado da ferrovia para interditá-la. Um grupo de representantes da Vale acompanha tudo de longe e grava os discursos que estão sendo feitos de um trio elétrico que está estacionado ao lado dos trilhos.

Advogados, sindicalistas, pedreiros, desempregados, entre outros fazem parte do movimento que, aos poucos, vai ganhando corpo e recebendo mais adesões.

Várias faixas foram levadas para o local e estão sendo seguradas pelos manifestantes em cima da ferrovia. Uma delas tem o seguinte texto: “Estamos mudando Marabá, a Alpa já”; “Chega de enrolar: queremos a Alpa já”; outra “Não vim para brincar, a Alpa vai ficar”; “Rapina-Vale – um centenário de opressão; “Muda Vale ou se muda”; “Vale – a vergonha de nossa região”; Vale – seus trilhos são o rastro da destruição”.

A manifestação contra a Vale em Marabá é um eco dos protestos que estão ocorrendo por todo o País nas últimas duas semanas. Três passeatas já aconteceram na cidade desde a última semana, mas apenas há três dias um grupo se reuniu secretamente e definiu por protestar contra a morosidade da Vale em implantar o projeto Alpa em Marabá.

Danilo Fronchetti, que usou o microfone para protestar contra a Vale, avaliou que a mineradora fez promessas que não está cumprindo e que as manifestações contra ela são a resposta da sociedade, que culminou com a interdição da ferrovia. “Temos de protestar, não podemos nos omitir”, conclamou.

Até agora, a Vale ainda não se posicionou sobre o fechamento da ferrovia através de sua Assessoria de Imprensa, o que só deve acontecer no início da tarde de hoje.