Mistério cerca execução de casal na zona rural de Curionópolis

Marido e mulher foram assassinados com tiros na cabeça na noite de ontem. Os corpos foram encontrados na manhã de hoje pelo caseiro
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

A Polícia Civil ainda não tem um suspeito para a execução, na noite de ontem, terça-feira (11), do casal Arlindo Setubal dos Santos, 56 anos, e Francisca Lucirene Alves do Nascimento, 65. O crime aconteceu na vicinal Barra do Cedro, em Curionópolis, a 30 km de Parauapebas. Até as 17 horas desta quarta-feira, a equipe do Instituto Médico Legal (IML) ainda não havia chegado ao local para os primeiros levantamentos e a remoção dos corpos.

Marido e mulher foram executados a tiros de pistola calibre 380 e revólver, conforme as cápsulas encontradas no local, todos disparados na cabeça. Os corpos foram encontrados pelo caseiro da propriedade, que todas as manhãs tomava café com o casal.

Hoje, cedo, ao chegar, ele não encontrou ninguém. Chamou e não teve resposta. Então, dirigiu-se ao quarto dos patrões, empurrou a porta e viu os corpos. Da casa nada foi levado, nem objetos pessoais, muito menos o carro do casal.

Os filhos e demais parentes afirmam que os pais não tinham inimizades e o único desentendimento que tiveram foi com um ex-empregado, cujo nome não foi revelado, que teria sido o responsável pelo desaparecimento de 29 cabeças de gado e que estava sendo cobrado por Francisca Lucirene.

Esse homem foi detido e conduzido para a 23ª Seccional Urbana de Polícia Civil, por posse ilegal de arma, uma vez que uma espingarda foi encontrada na casa dele. A Reportagem do Blog levantou que a Polícia Civil considera ainda prematuro apontá-lo como executor ou mandante do duplo assassinato, uma vez que, por enquanto, não há elementos que o incriminem.

O delegado Élcio Fidélis de Deus, que está à frente do caso, solicitou a presença de um perito do IML de Marabá para fazer minucioso levantamento do local do crime. O Blog do Zé Dudu segue acompanhando o desenrolar dos fatos.

(Caetano Silva)