Militantes do MST são presos por roubo de gado em Parauapebas. Segundo eles a ordem teria partido da direção do MST

Estão detidos na cela da 20ª Seccional de Polícia Civil de Parauapebas, acusados de matarem duas vacas, seis militantes do Movimento dos Sem Terras. São eles, Emanuel José Tavares, Manoel Ribamar Conceição, Francisco Eduardo, Raimundo Araújo, Divino Eterno e Israel de Oliveira. Eles foram pegos em flagrante pelo pecuarista Jair Oliveira de Carvalho, da Fazenda Boa Sorte, localizada as margens da PA-275, em Parauapebas quando se deslocavam em uma camioneta que continha duas vacas desossadas na caçamba.

Segundo revelaram, a carne não seria usada para comercialização e que a ordem para roubar e matar as rezes teria vindo da direção do MST em Marabá. O produto do roubo seria enviado para os militantes que estão acampados na porta do INCRA naquele município.

Com os acusados foram apreendidas várias armas, todavia, apenas Francisco Eduardo confessou ser proprietário do revolver calibre 38, alegando que adquirira a arma para defesa pessoal. Os outros alegaram não saber a procedência das mesmas.

Os acusados são militantes do MST há vários anos e estavam acampados a frente da Fazenda Marambaia, de José Wlisses Guimarães, depois que a direção do movimento assinou um acordo para que lá ficassem durante seis meses, período que segundo eles, seria suficiente para que o INCRA realizasse a desapropriação da área requerida. Pelo acordo, agora notadamente desrespeitado, os acampados deveriam portar-se de maneira cordial e jamais invadir ou tentar se apropriar de nada que pertencesse às fazendas vizinhas.

O Blogger tentou contato com as lideranças do MST na região via telefone para ouvir a versão do MST e confirmar se as alegações dos acusados seriam verdadeiras, mas as mensagens não foram respondidas.

Segundo o delegado responsável pelo caso, os acusados permanecerão presos e serão ouvidos separadamente no decorrer do dia. Aos repórteres que estiveram na DEPOL os acusados disseram que cumprem fielmente as orientações da direção do MST e que, quando se negam são expulsos do movimento.

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