Marabá é 5ª praça comercial mais importante da Região Norte

Sem contar consumidores locais, Marabá atrai como ímã até 410 mil pessoas de fora por ano para gastar em seu comércio de roupas e calçados e 501 mil para comprar eletroeletrônicos.
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Cotada para ser capital de estado, Marabá é, sem dúvidas, a cidade mais influente do sudeste do Pará, do ponto de vista político-administrativo. Por sua localização estratégica, como entreposto rodoviário, várias das decisões em âmbito regional passam por ela. Embora sufocada pela pujança econômica de seu filho Parauapebas, que hoje praticamente rivaliza em termos populacionais e de eleitorado, dificilmente Marabá perderá o trono devido a sua capacidade de aglutinar instituições e equipamentos públicos de relevância mesorregional.

Nesta quinta-feira (21), Marabá deu mais um passo à frente. Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) hoje mostra que, sob a ótica comercial, o município centenário também é importantíssimo e referência para dezenas de outras localidades que gravitam a seu redor. A pesquisa “Regiões de Influência das Cidades (Regic) 2018: Informações de Deslocamentos para Comércio” fornece dados preliminares, análises e regionalizações que identificam cidades que funcionam como polos comerciais para compra de roupas, calçados, móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

Segundo o levantamento, que considera respostas de pessoas que apontam o destino ideal para fazer suas compras e traça, a partir dessas respostas, o grau de atratividade dos destinos, Marabá é comercialmente mais importante que cinco das sete capitais da Região Norte. Com status de capital regional, a cidade polariza uma extensa área de negócios que avança por diversos pontos cardeais, respeitando os limites de influência de somente Belém, Castanhal, Santarém, Imperatriz (MA) e Araguaína (TO).

Potencial de atratividade

De acordo com o IBGE, Marabá tem uma atração que pode alcançar 410 mil pessoas de outros lugares para comprar roupas e calçados em seu centro comercial e 501 mil para comprar móveis, eletrônicos, eletrodomésticos e produtos de informática. Esses números, se bem aproveitados, ajudam a guiar indicadores de consumo e o planejamento de políticas públicas direcionadas à infraestrutura comercial.

Num universo de 1.020 cidades que funcionam como polo comercial de roupas e calçados, Marabá ocupa a honrosa 67ª colocação nacional. E entre as 1.040 mecas de móveis, eletrônicos, eletrodomésticos e produtos de informática, a posição da praça de Marabá é ainda melhor: 50ª. No comércio de roupas e calçados da Região Norte, só Belém (2,696 milhões de consumidores de fora em potencial), Manaus (1,768 milhão), Santarém (500 mil) e Castanhal (425 mil) são lugares mais atrativos. Já no comércio de eletroeletrônicos e afins, só Belém (2,952 milhões) e Manaus (2,285 milhões) são mais influentes que Marabá.

Isso não quer dizer, porém, que o marabaense não saia para comprar fora. Enquanto os moradores de cidades vizinhas buscam Marabá como referência, a população mais exigente da cidade corre para Belém e Goiânia para gastar dinheiro em liquidações e nos comércios populares, segundo aponta a Regic.

No comércio calçadista e de vestuário, curiosamente Belém tem a 5ª melhor capacidade de atração de consumidores do país, só atrás de São Paulo (6,993 milhões em potencial), Goiânia (4,162 milhões), Belo Horizonte (3,388 milhões) e Fortaleza (3,254 milhões). Mas no de eletroeletrônico, Belém ocupa posição ainda melhor, a 4ª, superada apenas por São Paulo (7,385 milhões), Belo Horizonte (3,761 milhões) e Fortaleza (3,025 milhões).

Goiânia ‘suga’ paraenses

Goiânia, segundo o IBGE, exerce influência geocomercial tão abrangente — sobretudo no comércio de rua de roupas e calçados — que faz os paraenses viajarem até 1.500 quilômetros para apreciar as quinquilharias e bugigangas de lá. Essa influência é dividida, também, com o comércio varejista em Fortaleza e em Caruaru (PE), para onde muitos paraenses embarcam com a finalidade de comprar produtos de revenda.

Nessa teia, os marabaenses conseguem revender aos vizinhos muitos produtos comprados em outros estados, mas com preços paraenses — e, não raro, bem mais caros. O Produto Interno Bruto (PIB) gerado pelo comércio e serviços em Marabá é avaliado em R$ 2,725 bilhões por ano. É uma liderança que dificilmente outro município tira de Marabá, nem mesmo Parauapebas, cuja atração comercial é de pífios 56 mil forasteiros para roupas e calçados e 98 mil para móveis, eletroeletrônicos e afins. Os únicos interessados em frequentar o comércio de Parauapebas e, principalmente, deixar algum dinheiro nele são os moradores de Canaã dos Carajás, Curionópolis e, eventualmente, Eldorado do Carajás e Água Azul do Norte.

Redenção, quase três vezes menos populoso que Parauapebas, tem mais que o dobro de importância comercial com 118 mil pessoas de fora atraídas como público consumidor para comprar roupas e calçados em sua praça, alcançando 160 mil de expectativa de público no mercado de móveis e eletroeletrônicos.

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