Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Pará

Comércio do Pará atinge maior crescimento da história em novembro

No comparativo com novembro de 2017, alta foi de mais de 12%. Setor é puxado por vendas de artigos pessoal e doméstico, enquanto comercialização de artigos de papelaria cai bruscamente.

De outubro para novembro de 2018, o setor comercial do Pará deu um salto de 6,2% e mais que dobrou o crescimento no comparativo com o novembro de 2017. As informações foram divulgadas ontem (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados são relativos a comércio varejista.

A alta nacional, de 2,9%, foi puxada pelo aumento das vendas de artigos de uso pessoal e doméstico, na ordem e 8,4%; produtos de farmácia e afins, com aumento de 5,7%; e as compras de supermercado, com 4,6%. Por outro lado, artigos de papelaria, inclusive livros, revistas e jornais, despencaram 13,6%, sendo seguidos pela queda no consumo de combustíveis e lubrificantes, de 5,4%, e de móveis, com 3% de retração.

No setor de serviços, cuja pesquisa foi divulgada na manhã de hoje (16), também pelo IBGE, o Pará até cresceu 0,9% em novembro, na comparação com novembro de 2017. No entanto, o acumulado de 11 meses do ano passado revela um tombo de 4,9%. O estado é o maior entreposto de serviços da Região Norte.

balanço

Empresa com sede em Parauapebas foi a que mais se deu bem no Brasil em 2018

Projeto Ferro Carajás, assinado pela multinacional Vale, desbancou operações da Petrobras, em Duque de Caxias (RJ), e da Bunge Alimentos, em Gaspar (SC); veja a lista de empresas do Pará.

A mineradora multinacional Vale foi a empresa que mais faturou no Brasil em 2018 e isso se deveu a suas operações no Pará. A informação foi levantada com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu junto ao Ministério da Economia. O Projeto Ferro Carajás, localizado na Serra Norte, dentro do município de Parauapebas, é o empreendimento que mais gera divisas na balança comercial do país e superou operações da Petrobras e de outras marcas famosas no país.

Além do projeto da Vale em Parauapebas, o nome da multinacional aparece outras três vezes entre os 25 projetos que mais faturaram com exportações, dois deles no Pará. Em Canaã dos Carajás, o projeto S11D — que, para efeito fiscal, tem CNPJ distinto do complexo minerador de Parauapebas — já é o 7º negócio mais rentável do Brasil. Se tudo caminhar bem, com a antecipação de eventuais expansões na produção do projeto da Serra Sul, a Vale deve tornar S11D o melhor negócio nacional nos próximos dez anos.

Na 19ª colocação, a Vale também marca presença com o CNPJ de sua subsidiária Salobo Metais, que extrai cobre no município de Marabá. A mina é a maior operação do metal no país e supera, por exemplo, a movimentação financeira da poderosa Scania, com sede em São Bernardo do Campo (SP), e do complexo de estaleiros em Angra dos Reis (RJ).

Empresas com base no estado

O Pará teve 357 empreendimentos exportadores (com CNPJ distintos) ao longo de 2018. O Blog fez o ranking das 25 que mais viram milhões de dólares entrarem na conta, por meio de transações comerciais, e constatou que a cadeia mineral domina com 14 lugares, 11 dos quais pertencentes a projetos da indústria extrativa.

A mineradora Vale é quem dá as cartas, dominando os três primeiros assentos do pódio (com Ferro Carajás, S11D e Salobo) e mais quatro participações (mina Sossego, em Canaã dos Carajás; mina Onça Puma, em Ourilândia do Norte; mina Serra Leste, em Curionópolis; e mina Azul, em Parauapebas). A multinacional dificilmente será desbancada no Pará e seu futuro áureo no complexo minerador de Carajás deve se sustentar pelas próximas gerações.

À exceção de Ourilândia do Norte, com um só empreendimento, os municípios de Carajás participam, cada um, com dois projetos de grande porte, todos os quais do ramo de extração mineral. Além desses, são destaques os projetos do complexo metalúrgico de Barcarena e a crescente participação de empresas dos ramos agropecuário e graneleiro. Curiosamente, nenhum dos 25 maiores exportadores tem base na capital do estado, Belém.

Vale destacar que o Ministério da Economia não divulga valores exportados pelas empresas para preservar a competitividade e o sigilo fiscal de suas operações. Confira o ranking!

COMBUSTÍVEIS

Gasolina encerra 2018 entre R$ 4,69 e R$ 4,86 em Parauapebas, mostra ANP

Pela primeira vez, combustível do município inicia o ano não sendo nem o primeiro nem o segundo mais caro do Pará. Em quase três meses, preço do produto caiu até 65 centavos.

A gasolina mais barata de Parauapebas pode ser encontrada ao preço de R$ 4,696 nas bombas de um posto localizado na Avenida H, Bairro Cidade Jardim. É o que constatou a Agência Nacional do Petróleo (ANP), às vésperas da virada de 2018 para 2019, por meio do Sistema de Levantamento de Preços (SLP). A informação foi divulgada ontem (2), e o Blog do Zé Dudu teve acesso exclusivo aos dados.

Nos últimos três meses, desde que a Petrobras passou a anunciar reduções consecutivas do preço dos combustíveis nas refinarias, a gasolina despencou 65 centavos em Parauapebas, considerando-se a diferença entre o preço mais salgado (R$ 5,34) e o agora mais barato (R$ 4,69). No próprio posto da Avenida H, a queda de preço no período foi de 54 centavos — conforme frequentemente o Blog tem divulgado, com base no SLP, desde 22 de outubro.

A ANP pesquisou sete estabelecimentos em Parauapebas nos dias 26 e 27 de dezembro, nos bairros Cidade Jardim, Cidade Nova, Rio Verde e Vila Rica. O posto da Rua Amsterdã, no Vila Rica, é o que compra a gasolina mais barata (R$ 3,884) e vende por R$ 4,85, praticamente R$ 1 de lucro por litro.

Pará adentro

Dos 115 postos de gasolina inspecionados pelos técnicos da ANP, os de Altamira levam o troféu de mais careiros. O preço médio do litro naquele município é de R$ 5,014. Abaetetuba (R$ 4,955), Xinguara (R$ 4,916), Conceição do Araguaia (R$ 4,893) e Marabá (R$ 4,835) seguem no topo da lista da carestia.

A gasolina mais barata está nas bombas de Ananindeua, por, em média, R$ 4,185. Belém (R$ 4,336), Castanhal (R$ 4,357), Santarém (R$ 4,385) e Bragança (R$ 4,425) vêm na sequência.