Iniciativas de REDD+ atraem recursos para o combate ao desmatamento na Amazônia

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

Consórcio de organizações liderado pela The Nature Conservancy (TNC) firma parceria com a USAID para promover ações de conservação no Pará e em Mato Grosso.

Nos dois Estados com os maiores índices de desmatamento ilegal na Amazônia, Pará e Mato Grosso, começam a ganhar força iniciativas para a redução das emissões provenientes do desmatamento e da degradação florestal, aliadas a outras estratégias como o manejo florestal sustentável – sistema conhecido como REDD+.

O REDD+ é um mecanismo criado a partir de discussões globais em encontros da ONU, que busca criar um valor econômico para a conservação de florestas. Além disso, tem como objetivo gerar receitas que financiem a transição para uma economia mais sustentável, com oportunidades de geração de renda para a população local e, ao mesmo tempo, de proteção da biodiversidade.

Exemplo do espaço que essas iniciativas têm conquistado é o acordo fechado em outubro deste ano, entre a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) – instituição do governo norte-americano responsável por programas de assistência econômica e humanitária em mais de 100 países – e um consórcio de organizações ambientais liderado pela organização não governamental The Nature Conservancy (TNC).

O consórcio arrecadou um total de US$ 7 milhões para a execução de iniciativas de preparação para o REDD+ nos dois estados, junto a um grupo de instituições, entre elas: a USAID, o Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fundo Vale para o Desenvolvimento Sustentável, Climate Works, World Resources Institute (WRI), Agência Norueguesa para o Desenvolvimento (NORAD), Rainforest Foundation Norway (RFN), Natura, Fundação Ford e Cargill, entre outras.

Os recursos obtidos vão financiar atividades organizadas em torno de quatro áreas temáticas:
– Treinamento em REDD+ para funcionários públicos e agentes da sociedade civil, como líderes comunitários, representantes de sindicatos rurais e lideranças indígenas;
– Apoio ao desenvolvimento verde e à formulação de políticas de REDD+ nos níveis estadual e municipal;
– Criação de incentivos econômicos para as comunidades que participam dos programas de REDD+;
– .Difusão das melhores práticas agrícolas em terras privadas.

Algumas dessas atividades já estão sendo demonstradas em iniciativas piloto de escala municipal, em São Félix do Xingu (PA), Cotriguaçu (MT) e Altamira (PA). Os projetos devem servir não só para estimular o desenvolvimento sustentável nesses locais, mas para criar modelos que possam ser replicados em diversos pontos da Amazônia.

Além da TNC, integram o consórcio o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), o Instituto Centro de Vida (ICV), o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e o Instituto Socioambiental (ISA) e o Environmental Defense Fund (EDF).

Como funciona o REDD+
A destruição de florestas tropicais responde por cerca de 15% de todas as emissões globais de gases de efeito estufa. Isso ocorre porque as árvores funcionam como “armazéns” de carbono, e sua derrubada ou queima liberam uma quantidade significativa de gases na atmosfera, aumentando a retenção de calor e acelerando as mudanças climáticas.

Com o REDD+, países em desenvolvimento, como o Brasil, poderão implementar ações que contribuam para a diminuição de suas taxas de desmatamento, ao receber pagamentos de programas internacionais ou de países desenvolvidos que buscam compensar suas emissões. Assim, os programas de REDD+ poderão gerar recursos que ajudem a conservar as florestas e a criar oportunidades econômicas para as populações locais.

O consórcio liderado pela TNC é uma das iniciativas que demonstram como um programa de REDD+ pode funcionar na prática. É com medidas como essa que o Brasil tem consolidado um papel de liderança global neste setor.  (www.tnc.org.br)

Perfil
A TNC é uma organização não governamental que desenvolve projetos de conservação em mais de 35 países. Atuando no Brasil desde 1988, a organização tem a missão de proteger plantas, animais e ecossistemas naturais, protegendo os recursos necessários para sua sobrevivência. A TNC promove iniciativas nos principais biomas brasileiros – Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal –, com o objetivo de compatibilizar o desenvolvimento econômico e social dessas regiões com a conservação dos ecossistemas naturais.

Na Amazônia, a organização vem trabalhando para facilitar e promover a conservação de terras indígenas há mais de dez anos, além de desenvolver ações para a regularização ambiental de municípios estratégicos e para minimizar as causas e efeitos das mudanças climáticas. Atualmente, a organização e seus mais de um milhão de membros ajudam a proteger 130 milhões de hectares em todo o mundo.

Fonte: Fator Brasil

Publicidade