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Meio Ambiente

Desmatamento na Amazônia cresce e Pará está entre os campeões

Estado já perdeu área de floresta equivalente a Reino Unido e Israel somados. Dos dez municípios mais desmatados da história, oito são paraenses. São Félix do Xingu, “rei” do gado, é também a majestade do desmatamento nacional.

Em setembro, 86 quilômetros de floresta nativa foram derrubados no Pará. É o equivalente a detonar duas cidades e meia do tamanho de Parauapebas só de mata virgem. O desmatamento cresceu 110% no estado em relação a setembro do ano passado, revela o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) em seu boletim mais recente do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD).

O Pará representou 19% dos 444 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal, que foi liderado por Amazonas (24%), Mato Grosso (23%) e Rondônia (20%). Em setembro de 2017, o estado havia colocado no chão 41 quilômetros quadrados de floresta, praticamente uma cidade do tamanho de Marabá.

De acordo com o Imazon, dos dez municípios que mais desmataram em setembro, dois são paraenses: São Félix do Xingu, que perdeu de uma vez 15 quilômetros quadrados, e Trairão, que viu desaparecer 12 quilômetros quadrados de mata nativa.

Vale ressaltar que um simples quilômetro quadrado de floresta amazônica pode conter, segundo especialistas, mais de mil tipos de árvores e milhares de espécies de outras plantas superiores.

Sudeste do Pará tem os mais desmatados do Brasil

O Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) também calcula a extensão do desmatamento na Amazônia, embora com metodologia diferente. Ainda assim, tem em comum com o Imazon a constatação de que a área desmatada na região é gigantesca e põe em risco a sobrevivência do bioma Amazônia, bem como dos seres humanos.

Dados consolidados do instituto apontam que o Pará perdeu, até o ano passado, 265 mil quilômetros de floresta ao longo da história. Isso implica dizer que, apenas dentro do Pará, foi dizimada uma área de vegetação amazônica do tamanho do Reino Unido e Israel juntos. Ainda estão de pé no estado 868 quilômetros quadrados de floresta, o equivalente a três estados do tamanho de São Paulo. O Inpe contabiliza que 23,4% das florestas originais já sucumbiram ao desmatamento.

Dos dez municípios mais desmatados na história da Amazônia, oito são paraenses. O ranking é liderado por São Félix do Xingu, que já teve 18,5 mil quilômetros quadrados desflorestados até 2017. São Félix é, nada mais nada menos, o município brasileiro com o maior rebanho de gado bovino. São 2,24 milhões de cabeças — 18 bois por habitante — pastando pelos 84,2 mil quilômetros quadrados de extensão territorial, o que o tornou a maior fronteira pecuária do país, à custa de uma área de floresta derrubada quase do tamanho do estado de Sergipe.

Em segundo lugar está Porto Velho (RO), que perdeu 9,8 mil quilômetros quadrados para a expansão urbana e para a implantação de grandes projetos, como uma hidrelétrica. Em terceiro lugar está Paragominas, que perdeu 8,8 mil quilômetros quadrados de mata nativa e que nos anos de 1980 e 1990 chegou a ser o município que mais devastava a natureza no mundo.

Altamira (8,73 mil), Marabá (8,68 mil), Juara-MT (8,03 mil), Novo Repartimento (7,95 mil), Cumaru do Norte (7,34 mil), Santana do Araguaia (7,24 mil) e Novo Progresso (6,09 mil) completam o escalão dos que mais devastam a natureza na Amazônia.

O município de Parauapebas é o 195º em desmatamento entre os mais de 700 da Amazônia. Dele já sumiram 1.324 quilômetros quadrados de floresta nativa, que cedeu lugar a fazendas e pastagens. Nesse extensão de florestas derrubadas caberiam 53 cidades do tamanho de sua sede urbana. Hoje, o município só não sofre mais com a pressão do desmatamento porque possui áreas rigorosamente preservadas por lei.

Finados

Dia de Finados com Educação Ambiental em Parauapebas

Visitantes dos cemitérios estão sendo orientados a colocar papel e plásticos em recipientes para coleta seletiva. Esses materiais serão reciclados e não ficarão poluindo a natureza

O Dia de Finados nos cemitérios de Parauapebas não é só o momento de recordar e homenagear os mortos. É dia também de Educação Ambiental e de conscientização sobre a preservação do meio ambiente. E quem está tornando a data um pouco diferente é a Equipe de Educação Urbana e Ambiental da Semurb (Secretaria Municipal de Urbanismo). Eles estão orientando às pessoas para que, ao retornar dos túmulos, não deixem jogadas, pelo chão, caixinhas de papelão, sacos ou garrafinhas de plástico, e sim coloque em recipientes instalados à entrada dos cemitérios.

Depois de recolhido, esse material será enviado para reciclagem, em vez de ficar poluindo o meio ambiente, sobretudo as garrafinhas de plástico, que levam 400 anos para se degradar.

Como nem todas as pessoas atendem ao apelo, uma equipe da Educação Urbana em Ambiental se desloca pelo cemitério para recolher o que ficou para trás. “Viemos para somar, para colaborar”, afirma Rafael Mergulhão, analista ambiental da Semurb, explicando que a ação tem o objetivo de estimular na população a consciência de melhorar o meio ambiente no município.

Aproximadamente 15 mil pessoas devem passar, até às 18 horas, pelo Cemitério Jardim da Saudade, na Rodovia Faruk Salmen, conforme previsão do coordenador Juvenal de Lima Freire. Segundo ele, é das 16h30 em diante, quando a temperatura começa a ficar mais amena, que aumenta o número de visitantes, lotando o cemitério até por volta das 19h.

O comércio intenso que se forma na porta dos cemitérios a cada ano vem aumentando significativamente em Parauapebas, como é possível perceber logo ao chegar ao logradouro: são barracas de venda de velas, flores, arranjos, água, lanches e outros produtos. Uma das pessoas que está faturando neste dia 2 é a vendedora de flores Marubia Soares da Silva Souza; “Hoje as vendas aqui estão muito boas, estou vendendo bastante. As flores custam de R$ 5,00 a R$ 20,00 e as velas, de R$ 2,50 a R$ 3,00. E ainda vendemos no cartão de débito e no de crédito”, disse ela ao Blog, animada com o movimento.

Redenção

Semma e Bombeiros debelaram incêndio em duas serras de Redenção

A ação integrada durou três dias e o combate ao fogo foi feito tanto em terra, no meio da floresta, quanto pelo ar, com uma aeronave jorrando água

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Redenção montou uma ação integrada com o Corpo de Bombeiros do Aeródromo da cidade para combater o incêndio que atingiu as serras do Piaus e Gradaús no município. O fogo se alastrou no último sábado (25) e operação durou três dias, sendo concluída na tarde desta última segunda-feira (28).

De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Aristóteles Alves, o incêndio foi provocado por uma pessoa que está vivendo debaixo de umas pedreiras na serra que foi atingida pelo fogo. “Nós conseguimos a identificação de um jovem que a principio está vivendo no meio do mato. Ele teria ateado fogo na serra, porém, está não é a primeira vez”, disse o secretário.

A ação da Semma contou ainda com o apoio de uma aeronave, que sobrevoou o local na manhã de segunda-feira (27), jorrando água para ajudar no combate ao incêndio. “Nesta operação integrada tivemos homens sobrevoando a mata, jorrando água e homens combatendo o incêndio dentro da mata, para não deixar se alastrar”, detalhou o secretário.

Segundo ele, o trabalho em conjunto é de suma importância para minimizar os impactos ocasionados por incêndios. “O combate foi feito tanto por terra quanto por ar. Enquanto a aeronave despejava água, os brigadistas tentavam abafar as chamas na vegetação. A ação conjunta proporcionou maior eficácia. O incêndio atingiu grandes proporções e só não foi maior devido ao nosso trabalho. E não podemos ainda mensurar o quanto foi queimado, mas estamos trabalhando para finalizar a operação com êxito”, afirmou Aristóteles.

As serras do Gradaús e Piaus ficam localizadas a cerca de 5 km da cidade de Redenção e, segundo Aristóteles, todos os  incêndios de grandes proporções atingem a área.

Tucuruí

Tucuruí é destaque na 5ª Conferência Nacional Infanto juvenil pelo Meio Ambiente

Projeto pedagógico que tem no reaproveitamento da água com recipientes recicláveis seu diferencial foi destaque e chamou a atenção de educadores durante a Conferência Nacional

A estudante Ervelyn Cristina Ferreira Martins, esteve em Sumaré (SP) representando Tucuruí durante a 5ª Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente. Ervelyn, de 13 anos, é estudante do 8º ano da escola pública Maestro João Leite, e moradora do bairro Matinha, e representou Tucuruí e o Estado durante o evento que aconteceu entre os dias 15 a 19 de junho de 2018.

A estudante se classificou na quinta posição durante a etapa estadual com o trabalho “Água que faz falta: Quando menos é mais”, o que e a primeira participação do município na Conferência Nacional que acontece a cada dois anos.

O Prefeito Artur Brito recebeu na última sexta-feira (22) a estudante acompanhada pela professora e orientadora Luciane Souza Marques e o diretor Eliabson Sá de Souza. A secretária de Educação do município, Vanessa Sechim, também participou da recepção.

Ervelym aproveitou para apresentar o projeto pedagógico que tem no reaproveitamento da água com recipientes recicláveis seu diferencial. Por ser simples e de fácil implantação, o projeto foi destaque e chamou a atenção dos educadores durante a Conferência. O projeto está sendo implantado na escola na Vila Pioneira e vai contribuir na qualidade da água que será reutilizada para a limpeza na escola.

O Prefeito parabenizou a equipe lembrando que a estudante ficou classificada entre as sete primeiras colocadas na etapa estadual, dentre 19 projetos apresentados por estudantes de diversos municípios paraenses. Ele falou ainda sobre os investimentos realizados na educação e sobre a importância de massificar a educação nos bairros mais carentes de Tucuruí. “Escola, professores e alunos terão muitos benefícios futuros com este projeto. Este é um momento de reconhecer, incentivar e honrar as pessoas envolvidas neste trabalho e também reiterar que a Prefeitura tem buscado melhorar a educação no município com investimentos e incentivos”, disse o Prefeito.

A secretária de Educação do município, Vanessa Sechim, lembrou que esta é a terceira vez que a escola participa da Conferência. “Uma grande conquista para Tucuruí, que pela primeira vez chega a etapa nacional. Um orgulho muito grande, pois o município conseguiu chegar onde chegou graças ao incentivo constante da gestão aos nossos educadores”, avalia a secretária.

A estudante falou sobre a Importante de representar Tucuruí e o Estado. Para ela, a apresentação do projeto em nível nacional contribui para elevar a identidade cultural do município e mostrar as ações que estão sendo desenvolvidas em Tucuruí em prol do meio ambiente. “Essa oportunidade é muito especial e é importante para o crescimento educacional na nossa cidade”, enfatiza a estudante.

Eliabson Souza, diretor da escola Maestro João Leite, explicou que o projeto do colégio foi escolhido para representar Tucuruí durante a etapa municipal. “A ação educacional tem o objetivo de estimular crianças e jovens à pesquisa e a participação democrática nas escolas, possibilitando o diálogo e a reflexão das questões socioambientais”, explicou o diretor.

A 5ª Conferência InfantoJuvenil pelo Meio Ambiente reuniu em sua etapa nacional cerca de 400 estudantes de delegações de todos os estados que agora retornam aos seus estados e cidades de origem para aplicar todo o conhecimento aprendido durante a Conferência.

Realizada pelo Ministério da Educação (MEC), a Conferência é um processo que mobiliza escolas brasileiras públicas e privadas, urbanas e rurais, da rede estadual e municipal, assim como escolas de comunidades indígenas, quilombolas e de assentamento rural, que possuem pelo menos uma turma do ensino fundamental e anos finais, cadastradas no Censo Escolar de 2016.

Os alunos são estimulados a desenvolverem atividades ambientais, elaborarem projetos. Participam das etapas, estudantes de 11 a 14 anos e regularmente matriculados no Ensino Fundamental II.

Parauapebas

Parauapebas recebe I Seminário de Meio Ambiente e Sustentabilidade

Evento acontece nesta quinta-feira (21), no auditório da Ufra
Nesta quinta-feira (21), acontece em Parauapebas, o I Seminário de Meio Ambiente e Sustentabilidade. Promovido pela Ufra, com apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e do Icmbio, o evento é aberto ao público e acontecerá no auditório da universidade. A inscrição será realizada no local do evento, a partir das 13h.
Em palestras e mesa redonda, serão debatidos importantes temas, como a conscientização sobre a Leishmaniose, a biodiversidade de nossa região e a sustentabilidade, dentre outros. Como destacou o professor do curso de Administração da Ufra e coordenador do evento, Leonardo Petrilli, o seminário visa promover o debate interdisciplinar entre a universidade e sociedade.
Confira a programação completa:
 
14h – Abertura do evento
         Abertura da Exposição e Painel
         Importância da Conscientização sobre a Leishmaniose
         Lançamento da Campanha de Sustentabilidade do Campus
15h – Palestra
         “Biodiversidade e Conservação”
17h – Mesa Redonda
         “Aspectos Multidisciplinares da Sustentabilidade e o Papel da Universidade”
19h30 – Palestra
         “Gestão e Sustentabilidade em arranjos produtivos femininos: Experiências bem sucedidas no projeto Sudeco / Mato Grosso”.
Marabá

Condenados pela justiça vão arborizar Parque Ambiental Rio Itacaiunas

Empresas e pessoas físicas terão que fornecer milhares de mudas de espécies nativas como Ingá, Sapucaia, Jatobá, Andiroba, Pau-Preto, Ipê, Cajá, Mogno e Sumaúma

Uma série de cinco decisões judiciais relacionadas a crimes ambientais foi divulgada esta semana por juízes de Marabá, que condenaram empresas e pessoas físicas a pagarem multas e, principalmente, minimizarem o passivo ambiental que causaram com fornecimento de mudas de espécies nativas da região para plantio em área destinada à criação do Parque Ambiental Linear “Rio Itacaiunas”, que está sendo criado na periferia de Marabá.

Um dos condenados foi João Eugênio da Costa, que deverá reflorestar área correspondente a 30 metros cúbicos de madeira, de preferência com mudas das espécies de Ingá, Sapucaia, Jatobá, Andiroba, Pau-Preto, Ipê, Cajá, Mogno e Sumaúma na área destinada à criação do Parque Ambiental Linear “Rio Itacaiúnas” – Grota do Aeroporto. O plantio deve ocorrer numa região entre a Avenida Sororó e o limite final do Bairro Amapá, nas Áreas de Preservação Permanente e mata ciliar.

João Eugênio ficará responsável pela aquisição das mudas e as despesas com o plantio e manutenção durante o primeiro ano, sob pena de multa mensal fixada em R$ 1.000,00, recolhida ao Fundo que cuida o art. 13 da Lei nº 7.347/85. Ele também deverá pagar o valor de R$ 5.000,00, a título de indenização por danos morais coletivos.

Depois de acusado pelo Ministério Público de ter cometido dano ambiental, João Eugêncio não apresentou a devida contestação e o juiz decretou sua revelia. O crime, segundo o Ibama, foi identificado em 10 de junho de 2011 e a empresa do acusado tinha em depósito 30 m³ de carvão vegetal, sem licença do órgão ambiental competente.

MULTA MAIS PESADA

Outra condenação foi imposta pela Justiça a Moacir Siqueira da Costa, acusado de destruir 6,5 hectares de floresta nativa, sem licença outorgada pela autoridade ambiental competente, tendo sido aplicada multa de R$ 35.000,00 à época dos fatos. Na sentença, o juiz Márcio Teixeira Bittencourt, da 2ª Vara Cível e Empresarial de Marabá, atribuiu a Moacir uma multa no valor de R$ 10.000,00 e ainda o dever de reflorestar uma área correspondente aos 6,5 hectares destruídos, de preferência com mudas das espécies de Ingá, Sapucaia, Jatobá, Andiroba, Pau-Preto e Ipê.

Condenação parecida sofreu Pedro Torres de Lima, acusado de transportar 40 m³ de carvão vegetal, sem a licença válida outorgada pelo órgão ambiental competente, tendo sido aplicada multa de R$ 4.000,00. Ele terá sofreu a mesma sanção que os demais, devendo realizar plantio de espécies na proporção da quantidade de carvão encontrado em seu poder pelo órgão ambiental ainda no ano de 2010. “Diante da necessidade de aumentar o quantitativo de mudas de espécies nativas da Amazônia, caso os condenados não consigam outro local para aquisição das mudas, poderão adquiri-las nos viveiros da SEAGRI e UNIFESSPA, mediante permuta por materiais necessários para o funcionamento dos viveiros, proporcionalmente ao valor de mercado das mudas”, disse o magistrado.

Outras pessoas e empresas também foram condenadas pela Justiça e receberam a mesma sentença da Justiça, que está atendendo a um pleito do Ministério Público, que desenvolve um projeto de recuperação de áreas degradadas às margens do Rio Itacaiunas, em Marabá, com ajuda de várias entidades públicas, privadas e ONG’s.

Tucuruí

MP recomenda suspensão da entrega de tanques-redes para pescadores de Tucuruí

Comprovação do licenciamento ambiental deverá ser validada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Estado do Pará antes de liberasr os tanques

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por intermédio da 3ª Promotoria de Justiça de Tucuruí, expediu recomendação ao secretário Nacional de Aquicultura e Pesca – Ministério da Indústria, Comércio exterior e Serviços (MDIC), para suspender a entrega dos tanques-redes aos pescadores atingidos pelas obras das eclusas de Tucuruí, até que seja feita a comprovação que os tanques serão utilizados em projeto de piscicultura aprovado pelos órgãos ambientais, e que a área de implantação do projeto esteja devidamente licenciada para esta finalidade.

A decisão de expedir a recomendação foi tomada com base em Inquérito Civil Público, instaurado na 3ª Promotoria de Justiça de Tucuruí, para apurar irregularidades na implantação do Projeto Ipirá I, desenvolvido no Parque Aquícola Breu III em parceria entre a Eletronorte e o Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT). Segundo a recomendação, assinada pela promotora de Justiça Adriana Passos, designada para acompanhar o Inquérito Civil em conjunto com o promotor de Justiça em exercício de Tucuruí, Francisco Charles, a comprovação do licenciamento ambiental deverá ser validada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Estado do Pará (SEMMA).

O projeto Ipirá I já vinha sendo desenvolvido há algum tempo, porém, chegou ao conhecimento do Ministério Público, que no último dia 09 de março, o Ministério da Integração Nacional fez a entrega simbólica dos tanques redes a pescadores de Tucuruí, durante cerimônia, sem que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) houvesse realizado o licenciamento ambiental da área para a exploração, e sem que a entrega dos equipamentos estivesse atrelada a um projeto de piscicultura especifico.

Os tanques-redes que seriam utilizados no projeto Ipirá I foram adquiridos por meio de procedimento licitatório no Ministério da Agricultura e Pesca, com a finalidade de fomentar e apoiar a iniciativa, sendo que o MAPA se comprometeu a licenciar a área, porém, não o fez até agora”, explica a promotora. De acordo com Adriana, a recomendação expedida ao Ministério leva em consideração a necessidade de adoção de medidas para evitar a destinação inadequada dos tanques-redes adquiridos com dinheiro público, sem o devido planejamento e sem um projeto específico, como aconteceu no ano de 2010.

Outra preocupação é a necessidade da adoção de medidas urgentes e proporcionais à gravidade da situação existente, com o objetivo de prevenir a ocorrência de maiores prejuízos sócio-ambientais. A suspensão da entrega dos tanques-redes foi discutida em reunião ocorrida ontem de manhã (15), na sala multifuncional dos Centros de Apoio Operacionais do Ministério Público do Estado (MPPA).

Para tentar solucionar o impasse, a promotora de Justiça Adriana Passos reuniu-se com representantes da Administração Hidroviária da Amazônia Oriental (AHIMOR/DNIT); Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca; Instituto de Desenvolvimento Florestal e Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio); Eletrobrás/ Eletronorte; Instituto Federal do Pará (IFPA); Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); técnicos da Secretaria Estadual de Meio-Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), e representantes das cooperativas de pescadores atingidos pelas eclusas de Tucuruí.

Durante a reunião, foi amplamente debatida a ausência de licenciamento ambiental para a continuidade do projeto Ipirá I, que beneficiará cerca de 350 pescadores da região do lago de Tucuruí, atingidos pelas eclusas. Entretanto, houve um consenso entre os participantes, de manter a suspensão da entrega dos tanques-redes até a apresentação de dois novos projetos definitivos, sendo um pelo DNIT, em parceria com o IFPA, e outro pelo MAPA. Os dois projetos deverão beneficiar os 325 pescadores, previamente cadastrados pelo MAPA para desenvolverem suas atividades.

O MP pediu a suspensão até que a Secretaria Nacional apresente nota técnica informando para quais projetos serão destinados os tanques-redes e insira cláusula condicionando, no termo de cessão, a utilização dos tanques-redes em projetos previamente aprovado pela SEMAS.

Outra deliberação foi a de que a Secretaria Nacional de Pesca, o MAPA e o DNIT deverão apresentar, no prazo de 30 dias, documento junto a SEMAS para regularizar a situação do licenciamento ambiental, para o desenvolvimento dos projetos. O IFPA também irá proceder uma escuta social na área, para conferir se o projeto formatado atenderá aos pescadores que serão beneficiados.

Ipirá I

O Projeto de Produção Sustentável de Peixes em Tanques-Rede no Parque Aquícola de Breu Branco III (Ipirá I), tinha como objetivo garantir a infraestrutura básica para a implantação de projetos familiares de criação de peixes no sistema de tanque-rede, aproveitando o potencial do parque aquícola de Tucuruí. Também eram previstos no Ipirá I, o fornecimento de alevinos (larvas de peixes) e ração, para que os pescadores completassem o primeiro ciclo produtivo do projeto; a concessão de assistência técnica adequada às necessidades do empreendimento; a qualificação das 325 famílias engajadas no projeto para o desenvolvimento de atividades da piscicultura em tanques-rede; a capacitação das famílias para o desenvolvimento de atividades de processamento, beneficiamento e comercialização do pescado, além de ações de apoio à comercialização do pescado produzido.

Parauapebas

Parauapebas se prepara para receber o maior projeto de saneamento de sua história

O Prosap está orçado em 87,5 milhões de dólares e tem prazo de execução em seis anos. O projeto beneficiará mais de 70 mil habitantes de 16 bairros de Parauapebas

Na última segunda-feira (12), o prefeito Darci Lermen esteve em Brasília (DF) acompanhado de técnicos da Prefeitura de Parauapebas. Lá, eles se encontraram com a especialista do BID, a Enga. Cláudia Neri para discutir os últimos detalhes em relação a Cooperação Técnica entre a PMP e BID para a implantação do Prosap – Projeto de Saneamento Ambiental, Macrodrenagem e Recuperação de Igarapés e Margens do Rio Parauapebas.

Esse foi mais um passo para o maior projeto de saneamento ambiental jamais visto na região, que vai beneficiar mais de 700 famílias que vivem a áreas insalubres as margens dos córregos que cortam a cidade e também reduzir bastante a falta de saneamento básico na cidade, com a construção de mais de 10 quilômetros de canais e redes de drenagem, bem como a instalação de sistemas de coleta e tratamento de esgotamento sanitário.

No encontro de segunda-feira também foi tratado sobre a revisão final dos projetos executivos da 1ª Etapa do projeto, bem como marcada a data (final de abril) para que a Missão de Reconhecimento do BID, formada por consultores técnicos do banco, projetistas e funcionários do BID, de Brasília e de Washington (EUA), que ficarão a frente do projeto no município venha a Parauapebas tratar do PROSAP, cuja revisão será concluída até o final deste mês, prazo para que sejam acertados os últimos detalhes.

O Prosap está orçado em 87,5 milhões de dólares (cerca de 290 milhões de Reais), sendo 70 milhões de dólares financiados pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e 17,5 milhões de dólares de contrapartida da Prefeitura de Parauapebas, tem prazo de execução de seis anos e beneficiará mais de 70 mil habitantes de 16 bairros, e a Carta Consulta que autorizou a operação de crédito junto ao BID foi aprovada pela COFIEX (Comissão de Financiamentos Externos) no mês de novembro de 2017.

O PROSAP prevê obras de drenagem urbana (macro e microdrenagem), abastecimento de água, esgotamento sanitário, recuperação ambiental e promoção da sustentabilidade ambiental, social e institucional, assim como obras de melhorias viárias e urbanização (construção de parques), bem como a construção de unidades habitacionais para o reassentamento de famílias.

“Há muito temos nos preocupado com a ausência de saneamento básico em Parauapebas. Agora, que temos as condições técnicas e financeiras favoráveis à execução desse grande projeto, vamos trabalhar para resgatar a dignidade das populações afetadas e proporcionar mais saúde às famílias que moram nas áreas beneficiadas”, disse ao Blog o prefeito Darci Lermen”.

As obras irão começar no Igarapé Ilha do Coco, na sua desembocadura com o Rio Parauapebas, no bairro Liberdade, até a divisa dos bairros Guanabara e Caetanópolis, divididos em três etapas distintas, que além do Igarapé Ilha do Coco, o projeto vai abranger as bacias dos igarapés Guanabara (região do mercado municipal) e Chácaras, totalizando 9.483 metros de extensão ao longo dos canais que serão beneficiados pelas obras.

bacia-parauapebas
Setecentas e quatro famílias de Parauapebas que atualmente vivem em condições precárias e de forma irregular as margens desses canais devem ser reassentadas e/ou remanejadas para as proximidades da área de intervenção. Ou seja, vão deixar de morar em terrenos alagadiços e terão um lugar digno para morar. O PROSAP prevê a instalação de rede de esgotamento sanitário no bairro Rio Verde (da Rua JK ate a “baixada fluminense”), construção de 2.2200 metros de canal (do bairro Liberdade a PA 275), uma lagoa de detenção e urbanização (frente da Prefeitura), e a construção de 250 unidades habitacionais para o reassentamento das pessoas que serão afetadas nessa 1ª etapa, isso com recursos próprios da prefeitura.

Para os bairros Rio Verde, Da Paz, Beira Rio I, Guanabara e Caetanópolis está prevista ampliação dos sistemas de abastecimento de água e do sistema de esgotamento sanitário, com serviços de melhoria na rede de abastecimento de água, serviços de substituição de adutoras e redes danificadas, e a implantação de rede coletora de esgoto sanitário e construção de estações de tratamento.

Atualmente, Parauapebas tem entre 8% e 10% de serviços de coleta e tratamento de esgoto sanitário, beneficiando somente os bairros Rio Verde, Cidade Nova, Chácaras, Primavera, Cidade Nova, União, parte do Rio Verde, WTorres, Minérios e etapas 10 e 11 do Cidade Jardim. Quanto ao abastecimento de água, a cidade não chega a ter 80% de cobertura.

Ao final da execução do PROSAP serão beneficiados os bairros: Guanabara, Nova Vida I e II, Paraíso, Beira Rio I e II, Da Paz, Rio Verde, União, Liberdade I e II, Cidade Nova, Chácara das Estrelas, Chácara da Lua, Caetanópolis e Bela Vista, totalizando 70.860 habitantes, podendo chegar a mais de 40% de cobertura com serviços de esgotamento sanitário no município.