Goianésia: TRE-PA rejeita a candidatura de Itamar Cardoso

Sendo assim, continua o impasse no município, cuja população segue sem saber por quem a cidade será governada nos próximos quatro anos
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Em sessão realizada na tarde de, ontem quarta-feira, 18, o pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) manteve o indeferimento do registro da candidatura do ex-prefeito de Goianésia do Pará, Itamar Cardoso (Avante), que obteve mais de 6 mil votos nas eleições de domingo, 15. O candidato recorrerá ao Tribunal Superior Eleitoral.

A desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento, relatora do processo, votou pelo indeferimento do registro da candidatura do candidato a prefeito Itamar Cardoso. O voto dela foi seguido pelos demais membros da corte. O resultado final ficou em 7 a 0.

Um advogado com experiência no âmbito eleitoral, ouvido pela Reportagem, projetou três situações para o desfecho do caso: Itamar poderá assumir o cargo de prefeito. Essa possibilidade existe caso vença no TSE. O atual prefeito poderá continuar no cargo no caso de o TSE manter o indeferimento e houver entendimento da corte. Outra alternativa é haver novas eleições. Neste caso, também depende do entendimento dos ministros. Outro advogado, entretanto, disse que no TSE Itamar também não ganha: “Ele perdeu em primeira e segunda instâncias e, nesta última por unanimidade. Então é certo que a instância superior mantenha o indeferimento”, argumentou.

O ex-prefeito Itamar Cardoso teve o registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral de Goianésia no Pará. Na ocasião, o juiz Andrey Barbosa justificou o indeferimento argumentando que que as contas do gestor Itamar Cardoso do Nascimento foram parcialmente julgadas pelo Poder Legislativo Municipal, sendo julgadas e aprovadas as contas relativas aos exercícios financeiros dos anos de 2006, 2008 e 2010, ausentes as demais.

O Ministério Público, que fez a denúncia, diz que a improbidade administrativa é conhecida da sociedade brasileira e aponta “possível conivência da Câmara de Vereadores de Goianésia ao não julgar as contas do gestor mesmo depois de mais de 10 anos”.

(Antônio Barroso)