Fotos de candidata fazendo sexo são colocadas embaixo da porta em São João do Araguaia

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Por Ulisses Pompeu – de Marabá

O delegado da Polícia Federal Leonardo de Lima e Silva está investigando um possível crime eleitoral em São João do Araguaia, que está sendo interpretado inicialmente como uma tentativa de macular a imagem da vereadora e candidata a vice-prefeita daquele município, Isailene Labres de Sousa (PRP), que concorre ao lado de João Neto Alves Martins, da coligação “Reage São João”.

Como se fosse um veneno da madrugada, boa parte dos domicílios da pequena São João do Araguaia amanheceu no dia 25 de julho último com fotos de Isailene em cenas de sexo com uma pessoa que não era seu marido. Atrás das fotografias, uma frase anunciava que um vídeo com sexo explícito do referido casal também seria divulgado em pouco tempo.

O fato espantoso causou reações divergentes na população, mas boa parte da comunidade reprovou a divulgação das fotos por entender que se tratava de uma estratégia eleitoral “baixa”. Alguns vídeos chegaram a ser colocados em algumas casas, mas não na grande maioria, como aconteceu com as fotografias.

Procurada pela reportagem para falar sobre o assunto, na tarde de ontem, a vereadora Isa não esquivou-se de explicar o que ocorreu e lamentou que um fato antigo seja evocado agora durante a campanha eleitoral.

Na entrevista, Isailene reconheceu que as fotos não são montagens e o relacionamento com essa pessoa aconteceu em 2005, portanto há sete anos. Questionado pelo repórter, Isa confirma que o fato abalou sua família e sua relação com o cônjuge estável, e chegou mesmo a acontecer uma separação por um certo período, mas recentemente o casal tinham acertado as diferenças e haviam planejado casar-se no civil no dia 28 de julho último. “A divulgação dessas imagens não foi algo bom de jeito nenhum, mas nosso casamento não se desfez, porque nós já tínhamos resolvido tudo bem antes”, garante a vereadora.

Ainda segundo Isailene, um político da cidade já havia lhe chantageado várias vezes nos últimos anos, ameaçando divulgar as referidas fotografias, na tentativa de lhe calar, mas ela não se intimidou. “Esse fato aconteceu logo depois que o Tribunal Regional Eleitoral decidiu que eu não perderia o cargo porque mudei de partido (ela saiu do PMDB). Então, trata-se de uma perseguição política”, avalia.

Isa garante que o repúdio que a população de São João demonstrou com a divulgação das imagens lhe deu forças para continuar na disputa pela Prefeitura daquele município. Na sexta-feira da última semana, na volta das sessões na Câmara, ela fez um discurso sobre o assunto e os colegas vereadores teriam dito que não entrariam no mérito da questão, uma vez que não dizia respeito a eles.

Sentindo-se prejudicada moral e politicamente com a situação, Isailene denunciou o caso ao Ministério Público Eleitoral e à Polícia Federal, que estão investigando o fato. “Entendi que a situação é meramente eleitoral. Indiquei às autoridades quem é o responsável por esse fato, mas prefiro que eles investiguem e punam os culpados”, ressalvou.

Na Polícia Federal, Isailene Labres denunciou o caso à delegada Janaína Costa de Oliveira Gadelha, que no momento está de licença. O caso foi repassado ao delegado Leonardo de Lima, que apenas ontem começou a ler o processo e observou que só posteriormente poderá falar à Imprensa sobre os rumos da investigação.

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