Encontro das Águas é reconhecido como patrimônio cultural do Pará

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O governo do Pará reconheceu, por meio da Lei 8.062, de 30 de setembro deste ano, o Encontro das Águas dos rios Tapajós e Amazonas, em frente a Santarém, no oeste do Estado, como patrimônio cultural de natureza imaterial do Pará. A lei foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (1º).

Os patrimônios culturais imateriais são práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, celebrações, músicas e lugares, por exemplo, que abrigam práticas culturais coletivas, segundo o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O local tem uma paisagem das mais inusitadas devido ao encontro das águas azul-esverdeada do Rio Tapajós com as águas barrentas do Rio Amazonas. Um fenômeno natural onde os rios correm lado a lado por uma longa extensão, mas não se misturam. O encontro ocorre em decorrência da temperatura e densidade das águas.

Encontro das águas dos rios Tapajós e Amazonas. (Foto: Cláudio Santos/Agência Pará)Encontro das águas dos rios Tapajós e Amazonas
(Foto: Cláudio Santos/Agência Pará)

Numa enquete realizada pelo G1 entre os dias 10 e 23 de junho, por conta do aniversário de Santarém, os internautas elegeram o Encontro das Águas como o local que é ‘a cara’ da cidade.

Segundo a historiadora Terezinha Amorim, não há registros sobre como surgiu o fenômeno, mas nem sempre os rios foram unidos, pois eram separados por um pedaço de terra, conhecido como Ponta Negra, que fica em frente à cidade. Com o tempo, o fenômeno das terras caídas – quando a correnteza do rio bate com força nas margens e destrói o solo, provocando deslizamentos de terra – fez com que a o rio arrastasse uma parte da Ponta Negra fazendo os rios se aproximarem. (G1)