Em Parauapebas professores continuam em greve

Por Francesco Costa

Assembleia na camara ontem2O Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará), que em Parauapebas representa os servidores municipais da educação, realizou assembleia ontem, 9, quinta-feira, no auditório da Câmara Municipal e decidiu por manter a greve deflagrada no dia 23 de abril.

Hoje (10) pela manhã o sindicato fez mobilização na porta da Câmara Municipal reunindo dezenas de professores que ouviram de Luciene Moitinho, coordenadora do Sintepp/Parauapebas, as orientações sobre o prosseguimento da greve.

Um dos pontos de orientação é a ocupação do prédio da prefeitura que deverá ocorrer ainda hoje, sendo para isto feita convocação de toda a categoria através de carro de som.

Em entrevista concedida ao jornalista Francesco Costa, Luciene Moitinho explicou os motivos que levaram o Sintepp e o Sintespp a não acompanhar a decisão tomada pelo Sinseppar (Sindicato dos Servidores Públicos de Parauapebas), mantendo a greve.

Ela assegurou que tanto o sindicato dos trabalhadores na educação (Sintepp), quanto na saúde (Sintespp) não concordam com o oferecido pelo Governo Municipal, 10% no reajuste salarial e R$ 290 pelo Vale Alimentação. “Não avançamos em nada, por isto não recuamos. O oferecido não representa a valorização dos trabalhadores”, lamentou Luciene, detalhando que o reajuste de 11% divulgado pelo Sinseppar não existe, comprovado por documento emitido pelo gabinete do prefeito Valmir Mariano.

Ela afirma que os trabalhadores que voltaram ao trabalho na expectativa do reajuste de 11% foram enganados.

Quanto a criação da Previdência Própria do Município, Luciene Moitinho diz ter sido recusada por unanimidade pela categoria sob a alegação de que no passado já existiu este tipo de organização com resultado desastroso. “O percentual foi recolhido do salário dos servidores, mas não repassado à instituição e quando requisitado trabalhadores não foram amparados”, lembra Luciene, enumerando que o percentual de reajuste salarial, discutido na presença do MP (Ministério Púbico), foi de 12% e o Vale Alimentação de R$ 325; números que segundo ela a categoria não abre mão.

“Juntos entramos nesta greve e juntos sairemos quando a categoria deliberar”, encerrou Luciene.

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