Em Parauapebas, militantes sem-terra invadem prefeitura

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Integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) invadiram nesta segunda-feira (21) a Prefeitura de Parauapebas, localizada no Morro dos Ventos. Eles exigem investimentos nos assentamentos Palmares I e II e aguardam por uma audiência com o prefeito Darci José Lermen (PT).

“Faltam escolas, faltam hospitais, faltam estradas com boas condições”, afirmou Eurival Martins, coordenador estadual do MST.

De acordo com a Polícia Militar, eles entraram no prédio de forma pacífica e os servidores foram liberados do trabalho pela prefeitura. O MST, porém, afirma que não inviabilizou o expediente e diz que seus integrantes entraram no prédio porque queriam beber água e usar os banheiros.

Segundo Martins, depois disso todos saíram de dentro da prefeitura e agora se concentram do lado de fora. Ele afirma que há cerca de mil pessoas no local.

Nota de esclarecimento da Prefeitura de Parauapebas

Com relação à manifestação realizada por integrantes do MST, a Prefeitura de Parauapebas esclarece:

Na manhã desta segunda-feira, 21, por volta das 10h, um grupo de integrantes do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) realizou uma manifestação no Centro Administrativo da Prefeitura de Parauapebas, ocupando a entrada e o hall do prédio. Até agora, o movimento se mostrou pacífico, mas visando à segurança dos servidores públicos que trabalham no local, todos foram dispensados e as atividades do Centro Administrativo estão paralisadas até segunda ordem. Todos os outro setores da Prefeitura estão funcionando normalmente.

A Prefeitura não questiona o direito de manifestações, desde que sejam ordeiras e não interfiram na prestação de serviços públicos essenciais à população. O Governo Municipal está sempre disposto ao diálogo e já está em contato com as lideranças do movimento. Ainda durante esta manhã, uma comissão de manifestantes foi recebida no Gabinete do Prefeito a fim de demonstrar a intenção e a disposição da Prefeitura em encontrar a melhor saída para a situação.

Uma nova reunião foi agendada para as 15h de hoje, ocasião na qual o movimento irá apresentar uma pauta estruturada e será iniciado um processo de avaliação das viabilidades. Somente após essa reunião, a Prefeitura terá condições de se posicionar sobre o assunto.

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