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Coluna

Rapidinhas

As últimas do cotidiano da região

Presente de Ano Novo

Núcleo Regional da Semas; Escritório da Emater; 11º Centro Regional da Sespa; Escritório da Adepará; 4ª Unidade Regional de Educação; Unidade do Detran e Ciretran; representação da Arcon; Coordenação da Estação Cidadania; direção do CRAMA; Centro de Convenções e Centro Regional de Governo. A lista acima é dos órgãos do Governo do Estado em Marabá, os quais viraram, nos últimos dias, objeto de desejo de Ano Novo para dezenas de correligionários ligados ao governador recentemente eleito, Helder Barbalho.

Presente de Ano Novo II

Embora sejam pouco mais de dez órgãos, ao todo, os pretendentes somam mais de três dezenas, cada um ligado a um deputado eleito ou outro membro do partido conectado à alta patente do MDB na região. A distribuição dos cargos só deve ocorrer mesmo após o dia 20 de janeiro de 2019, depois que o novo governo apontar ocupantes de cargos no primeiro e segundo escalão. Gestor atual de um desses órgãos voou para Belém esta semana para buscar contato com cacique do novo governo e tentar se garantir no cargo. Tempo perdido.

Presente de Ano Novo III

Terminando seu mandato como deputado estadual no final de dezembro próximo, João Chamon Neto (MDB) não ficará desamparado. Chamonzão não se candidatou à reeleição porque resolveu abdicar de concorrer a uma vaga na Alepa para apoiar a candidatura do filho Chamonzinho, eleito com margem expressiva de votos e que ficará no lugar do seu genitor. Especula-se que Chamonzão poderá ser nomeado por Helder Barbalho para a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer, embora haja quem queira vê-lo como secretário Regional de Governo, função hoje exercida por Jorge Bittencourt.

Presente de Ano Novo IV

No âmbito federal, os desejos de ano novo são menores, mas o órgão mais cobiçado é a Superintendência do Incra, hoje ocupada por um membro do MDB, Valciney Ferreira Gomes, ex-prefeito de Palestina do Pará. Quem levá-la terá diálogo permanente com uma legião de pequenos produtores rurais.

Linhão só com legado

Pecuaristas, comerciantes e vereadores que atuam na chamada Estrada do Rio Preto, zona rural de Marabá, prometem bater o pé e não permitir que a Xingu Rio construa cinco linhões vindos da Hidrelétrica de Belo Monte e cortando aquela região, sem deixar um legado para a comunidade. As primeiras tratativas já começaram e a parte afetada quer saber os detalhes do impacto socioambiental que o projeto causará. Por enquanto, garantiram a reforma completa de três escolas públicas da região: Faixa Linda, na Vila União; Escola Nagib Mutran, na Vila Capistrano de Abreu; e Escola Santa Marta, na Vila Tampa.

Mudança na tropa

Comandante da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, com sede em Marabá, o general de Brigada Eugênio Pacelli Vieira Mota está com os dias contados à frente da tropa. A transferência está agendada para março de 2019, o que pode ser antecipado para o início de janeiro, já que o general da reserva Antônio Hamilton Martins Mourão, recentemente eleito vice-presidente da República, é amigo de longas datas de Pacelli e poderá chamá-lo para alguma alta função em Brasília assim que assumir o cargo.

Mais Médicos

Foi divulgado no Diário Oficial da União desta terça-feira, 20, o edital destinado a admissão de médicos ao Programa Mais Médicos para o Brasil, com 8.517 vagas em 2.824 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Aqui na região de Carajás, os municípios com mais vagas são Marabá e Eldorado do Carajás, com 5 cada um; Curionópolis (4); Parauapebas (3); e Canaã dos Carajás (1).

Mais médicos II

Os profissionais que são formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no País podem se inscrever a partir de quarta-feira, 21, até o dia 25 de novembro de 2018, pelo endereço eletrônico maismedicos.gov.br. No ato de inscrição, o interessado deverá preencher formulário eletrônico com as informações constantes no edital, com necessária indicação do endereço domiciliar, endereço eletrônico (e-mail) e telefone. Após a confirmação da inscrição, o SGP disponibilizará a tela para escolha do Município/DSEI para alocação.

Premiados

Nesta terça-feira (20) os prefeitos Darci Lermen, de Parauapebas, e Adonei Aguiar, de Curionópolis, receberam o Prêmio Gestão Transparente do Tribunal de Contas dos Municípios, por terem alcançado 100% do Termo de Ajuste de Gestão – TAG – que visa o aperfeiçoamento das gestões municipais paraenses. O evento aconteceu no Hangar Centro de Convenções e fez parte do “Encontro para o fortalecimento da gestão Municipal do Pará”. Elias Filho, presidente da Câmara Municipal de Parauapebas também recebeu o Prêmio, já que a CMP foi uma das 60 no Estado que atingiram 100 de transparência no Portal da Transparência.

Eleição CMP

A eleição para a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Parauapebas está marcada para a primeira Sessão Ordinária do mês de dezembro, no dia 4. Os vereadores Luiz Castilho (PROS), Francisco Pavão (MDB), Ivanaldo Braz (sem partido) e Zacarias Marques (sem partido) disputarão a presidência.

Curionópolis

Para comemorar o dia da Consciência Negra, a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) de Curionópolis promoveu mais uma estratégia de integração entre corpo docente e alunos das escolas do município. Durante o período letivo desta terça-feira (20), as escolas realizaram programações em reflexão ao Dia do Respeito a Consciência Negra. Alunos participaram fazendo a apresentação de danças, culinária africana, expressão de artes e desfiles de beleza negra.

Parauapebas

A Prefeitura de Parauapebas abriu inscrições para o I Seminário Municipal de Formação e Celebração de Parcerias para as Organizações da Sociedade Civil (OSCs), que será realizado nos dias 26 e 27 deste mês, no auditório da prefeitura, das 8 às 18 horas. São 160 vagas e inscrições devem ser feitas pela internet. O seminário é uma realização conjunta entre a Coordenadoria de Projetos Especiais, Captação de Recursos e Gestão de Convênios, Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), Procuradoria e Controladoria Geral de Parauapebas.

Parauapebas

Enquanto Câmara quer CPI para aumentar a receita, Parauapebas quer progresso social

Se mineração chegasse ao fim hoje, Prefeitura de Parauapebas não teria como manter sequer a atual folha de pagamento, de mais de R$0,5 bilhão por ano. Até servidores concursados teriam de ser demitidos, aos montes.

Hoje (6) foi protocolado pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Parauapebas para investigar a mineradora multinacional Vale. A motivação da CPI é apurar a diferença entre preços de venda de bens minerais registrados em notas fiscais e o preconizado na legislação vigente, com vistas à determinação da base de cálculo da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem). É bom lembrar que na legislatura passada foi aberta a primeira CPI contra a Vale na Câmara e pouco efeito, ou quase nada, produziu.

Ninguém sabe onde estarão os vereadores da atual legislatura em 2040, quando o minério de ferro das minas de N4 e N5 da Serra Norte de Carajás, as mais fartas e prósperas existentes no município de Parauapebas, esgotar-se. Mas, na atualidade, é tanto tiro no pé disparado pela Câmara que, no médio prazo, causará um buraco em Parauapebas do tamanho daquele que ficará nas entranhas do município quando a indústria extrativa mineral por aqui findar seu ciclo.

Problemas dentro e fora da área urbana saltam aos olhos e até a envergonham em nível nacional. Faltam saneamento básico, infraestrutura escolar, equipamentos de saúde pública e emprego. Sobram criminalidade, má distribuição de renda e pobreza. Ontem (5), aliás, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) atualizou os números de pessoas de baixa renda no país, e Parauapebas já contabiliza 69.330 cidadãos nessa lamentável condição, com pessoas cujo rendimento per capita não chega sequer a meio salário mínimo por mês.

Apesar de tantas lástimas sociais, a Câmara se mostra mesmo é preocupada com abertura de CPI para questionar práticas fiscais da Vale nos limites do município, de 2017 para cá. A iniciativa é louvável, mas está longe de refletir a real necessidade da população de Parauapebas, que sabidamente não faz questão de ver os cofres públicos com — ainda mais — dinheiro. Dos 5.570 municípios brasileiros, só 59 arrecadam mais que Parauapebas. No entanto, há mais de 1.450 com qualidade de vida superior à da “Capital Nacional do Minério de Ferro”. Isso desmonta qualquer discurso de que dinheiro seja problema para implementação de políticas públicas; o que de fato existe é a combinação da ausência de políticas, falência das que estão em curso e inadequação das raras que vêm sendo pensadas.

Falta de base

De maneira didática, a mineradora Vale funciona como o pilar que sustenta a empáfia financeira de Parauapebas. Nestes 30 anos, o município apenas cresceu — demais, diga-se de passagem — e não se desenvolveu a contento. A multinacional, que possui várias práticas comerciais questionáveis, como a de receber bônus pelo minério de Parauapebas e nada retornar ao município em relação a isso por não haver imposição legal, está longe de ser santa.

Mas, em três décadas, entre mortos e feridos no estranhamento de relações de todos os entes do poder público com a empresa, salvam-se todas as contas públicas do município.

Desde a primeira safra de royalties, em 1991, quando a moeda nem era o Real, até outubro deste ano, a Prefeitura de Parauapebas já viu entrar nos cofres R$2,77 bilhões. O valor da Cfem de 1991 transformado em moeda de hoje seria equivalente a R$1,58 milhão, de acordo com dados históricos do Tesouro Nacional. Em 2018, sem contar os repasses que ainda vão cair este mês e em dezembro, a prefeitura já faturou R$313,7 milhões. É, indiscutivelmente, muito dinheiro.

E, seja direta ou indiretamente, para além da compensação financeira, a Vale ainda derrama dinheiro em forma de taxas e impostos tanto a Parauapebas quanto ao Estado do Pará. Imposto Sobre Serviços (ISS), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Taxa de Fiscalização sobre Recursos Minerais (TFRM) são algumas das fontes de renda de estado e município para cima da mineradora.

Nesse universo de investida tributária à indústria mineral, o poder público em Parauapebas não dispensa o comportamento desesperado por dinheiro, quando o correto seria sentar para discutir o futuro do município exatamente sem a indústria mineral.

Sem alternativa

Parauapebas tem poucas alternativas, hoje e no futuro, diante do quadro atual de inércia de atribuições e responsabilidades intergovernamentais. Considerando-se o cenário socioeconômico atual, se o minério acabar, o município irá à lona. Se o minério não acabar, mas a produção for interrompida por mudança no comportamento do mercado internacional, o município irá à lona também. E se, ainda assim, o minério nem acabar, nem a produção for interrompida, mas gradativamente for reduzida, o município irá à lona do mesmo jeito. Não haverá minério que suporte o ritmo atual de produção, em torno de 140 milhões de toneladas por ano (Mtpa).

E aí está a grande questão a resolver. Com seu tamanho, e sem a extração mineral praticada pela Vale, Parauapebas só conseguiria arrecadar o equivalente à da Prefeitura de Castanhal, cuja receita corrente líquida no ano gira em R$377,5 milhões. Essa receita, todavia, não faria sequer cócegas à folha de pagamento da Prefeitura de Parauapebas, com valor anual de R$526,3 milhões. A conta não fecharia e servidores públicos, inclusive concursados, teriam de ser demitidos para conseguir deixar a folha com R$204 milhões e, assim, não ultrapassar o teto máximo de 54% da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Tudo isso parece absurdo e distante da realidade atual do município, mas se caminha para chegar lá. Hoje, sem qualquer ganha-pão além da Vale, o cenário de queda de receitas segue em frente e avante, com ou sem as benesses da mineração. O poder público simplesmente tem preguiça de pensar na questão, que é urgente.

O excessivo gasto de energia do Legislativo parauapebense para retirar pedras quietas e fora de rota, bem como para “recavar minas” em busca de mais recursos, deixa a “Capital Nacional do Minério de Ferro” cansada para buscar alternativas viáveis, lógicas, maduras e que potencializem a economia de fato, a fim de dar condições à sobrevivência da sociedade local. Adensar as cadeias produtivas do campo e criar condições para transformar Parauapebas em polo universitário, atraindo e não expulsando jovens aspirantes à universidade, precisam ser premissas básicas, inclusive com os recursos que já se tem.

Mineração local

Conforme o mais recente relatório da Vale, as reservas de minério de ferro dos corpos atualmente disponíveis (N4E, N4W e N5) e das reservas que serão as próximas a entrar na mira da lavra (N1, N2 e N3) totalizam 2,337 bilhões de toneladas. Na prática, segundo a empresa, é minério que dura até 2040, mas pode acabar antes porque o minério de Serra Norte tem teor acima de 65% e vem sendo demandado aceleradamente pela China, por conta das políticas de combate à poluição implementadas naquele país. No município ainda existem reservas intocadas nos corpos de N6, N7, N8 e N9, mas o volume conjunto dos quatro não suportaria dez anos na atual velocidade de produção da Vale em Parauapebas, em torno de 140 Mtpa.

Em 2015, a Vale extraiu do município 127,6 Mt de minério de ferro; em 2016, aumentou para 143,6 Mt; e no ano passado, 142,7 Mt. Este ano, de janeiro a setembro, já são 95 Mt. Em relação ao ano passado, aliás, a produção em Parauapebas está cerca de 9,5 Mt menor. Isso, para se ter ideia, corresponde a R$ 30 milhões em royalties que deixaram de entrar na conta da prefeitura local, o que confirma o argumento exposto mais atrás de que nem é preciso que o minério acabe para Parauapebas sentir efeitos no bolso; basta que a intensidade da produção diminua, e o município vai parar de ganhar.

Ao longo deste ano, as exportações de minério de ferro a partir do município despencaram em relação ao ano passado. Em 2017, de janeiro a setembro, foram 4,94 bilhões de dólares transacionados. Este ano, caiu para 4,35 bilhões de dólares. Mesmo com a queda das transações, os royalties à Prefeitura de Parauapebas aumentaram por conta de mudanças na legislação mineral, pela estabilização do preço do minério entre 65 e 80 dólares por tonelada e pela subida do dólar.

As questões conjunturais tributárias acerca de um produto precificado pelo mercado internacional e com forte repercussão na dinâmica social de Parauapebas estão para muito além da CPI da Câmara local, que perde tempo na tentativa de catar mais moedas, de um conjunto farto delas que não chega à população em forma de qualidade de vida.

O que deveria importar

Em minha opinião, essa CPI é perda de tempo e consumo dispensável de energia. Os nobres edis parauapebenses deveriam usar toda essa tenacidade com a Vale para construir pontes e trazer ao município um percentual do bônus que a empresa ganha lá fora sobre o minério de ferro daqui (a Vale fatura 8,60 dólares para cada 1% de teor acima do preço de referência do minério de ferro, que é o produto com teor de 62%, mas o município nada recebe por isso). Inclusive, essa deveria ser uma luta a ser feita com o envolvimento das câmaras municipais de Canaã dos Carajás e Curionópolis, de cujas minas o produto também ultrapassa 62% de teor.

Outra sugestão a eles seria gastar os volumosos recursos disponibilizados àquela Casa de Leis indo visitar os locais onde a Vale negocia seus contratos à vista e futuros de minério, tais como Qingdao, Tianjin e Xangai, na China; e Bombaim e Délhi, na Índia. Lá sim, os vereadores conseguiriam achar o atalho para provocar a transparência onde supostamente ela não existe.

Há alguns anos, venho escutando que se pretende criar em Parauapebas um Fundo independente, a partir dos recursos da Cfem, com o qual serão feitos investimentos para desenvolver o município. Assim, o Fundo serviria para fomentar a implementação de novas fontes de emprego e renda em nível local. Até onde se sabe, essa pretensão nunca saiu do papel, apesar de o vizinho Canaã já tê-lo criado tempos atrás. É interessante a intenção dos vereadores com mais uma CPI, porém totalmente infrutífera para os anseios de uma sociedade que tanto necessita de melhorias urgentes na qualidade de vida

Opinião

Valmir Mariano dá mais um tiro no pé e mostra que política não é seu forte!

Quando prefeito, Valmir Mariano costumava dizer que não era um político, mas um engenheiro em um cargo político. As ações malsucedidas de Valmir têm mostrado que, de política, ele não entende bulufas nenhuma.

O ex-prefeito de Parauapebas disputou a eleição deste ano concorrendo a uma vaga na Assembleia Legislativa do Pará. Sua campanha, porém, claramente tinha outro norte: a eleição municipal de 2020. Até aí tudo bem, faz parte do jogo político o candidato, de olho em um cargo, se candidatar em eleições intermediárias para manter seu nome em evidência. Mas 2018, politicamente para Valmir Mariano, está sendo um grande desastre. Senão, vejamos…

 – Valmir errou ao se candidatar a deputado estadual. A concorrência sempre foi muito grande; faltou-lhe recursos para a campanha; dificilmente se vence uma eleição para deputado estadual tendo votos apenas em um município, mesmo isso sendo possível, levando-se em consideração o eleitorado de Parauapebas.

 – Valmir não deveria ter sido candidato a nada nessa eleição. Os quase 48 mil votos obtidos por ele em 2016 (38,55% dos votos válidos) para prefeito os colocava, até então, como principal concorrente ao atual prefeito nas eleições de 2020, quando fatalmente Darci Lermen buscará a reeleição. Se VQM tivesse ficado quieto esse ano teria mantido essa posição, mas a ingenuidade política do ex-alcaide se sobrepôs e o resultado foi pífio. Menos da metade dos eleitores que nele votou em 2016 repetiu a intenção. Isso porque Parauapebas contou com inúmeros candidatos, o que pulverizou os votos e atrapalhou a performance de Valmir. Essa leitura deveria ter sido feita pelo ex-prefeito e seus asseclas, mas não, a imbecilidade política demostrada na eleição de 2016 que o levou à derrota (primeiro prefeito não reeleito em Parauapebas) voltou a ser repetida.

 – Se Valmir e seus asseclas tivessem decidido por lançar-se candidato a uma vaga para deputado federal a história poderia ter sido outra. Com menos concorrentes locais, Valmir poderia ter o triplo dos votos obtidos para estadual e até ter conseguido uma das 17 vagas. A polarização em torno de seu nome em Parauapebas para federal seria bastante viável, pois teria apoio da maioria que concorreu contra ele para estadual. Além de ser o candidato nato da cidade, poderia ter muitos votos nas imediações, já que seu trabalho como prefeito de Parauapebas é conhecido na região. Eu apostaria que, caso se candidatasse a federal, Valmir teria entre 70 e 85 mil votos. Só pra lembrar, Eduardo Costa (PTB) da mesma coligação de Valmir, se elegeu com 75 mil votos.

Pois bem, Valmir não ouviu quem deveria ter ouvido (como sempre), disputou a eleição para estadual, perdeu capital político e, não satisfeito com os erros, cometeu mais um. Este o pior dentre os tantos que cometeu politicamente em 2018: gravou um vídeo declarando apoio ao candidato do MDB no segundo turno da eleição para o governo do Estado. Ora, mas de onde foi que Valmir tirou essa?

Os arranjos políticos no segundo turno de uma eleição majoritária são normais. Candidatos buscam apoio de figuras bem votadas, com cacifes políticos, visando sua eleição. Em troca, oferecem cargos, apoio em eleições futuras e/ou ajuda financeira para socorrer as contas de campanha, que quase sempre estão no vermelho.

Passei o fim de semana pensando quais os benefícios buscou o ex-prefeito quando declarou apoio a Helder Barbalho e, confesso, não encontrei nenhum, salvo ajuda jurídica nos diversos processos que tramitam contra ele nas esferas estadual e federal. Helder eleito governador poderia por um pano frio em alguns processos, não em todos.

Helder tem um acordo com Darci Lermen, prefeito de Parauapebas, celebrado em 2015, quando Darci ingressou no então PMDB para disputar a prefeitura de Parauapebas. Esse acordo garantiu uma legenda forte a Darci e em troca garantiu o apoio a Helder agora em 2018. Só que esse acordo não termina agora. Ele, caso Helder vença a eleição, será prolongado para 2020, o que descarta que o apoio de Valmir no segundo turno a Helder tenha sido discutido a traição ao MDB local. Dinheiro não me parece ter sido o motivo, já que Valmir gravou vídeo logo após uma publicação deste blog – informando que suas contas de campanha haviam sido bloqueadas pela justiça do trabalho – dizendo que todas as suas contas estavam sendo quitadas naquele mesmo dia.

Apoiar Helder (nada contra o candidato) foi um tiro no pé, mais um, de Valmir Mariano. A única chance de Valmir voltar ao Palácio do Morro dos Ventos seria com uma eventual vitória de Marcio Miranda com apoio irrestrito de Valmir. Assim, com a ajuda  da máquina estadual, Valmir poderia ter alguma chance frente a Darci, que sabe usar o poder que tem e dificilmente perderá a reeleição. Apoiando Helder Barbalho, Valmir fecha a única porta que poderia levá-lo de volta ao Morro dos Ventos, assina sua sentença de morte política e corrobora para que sua vida política termine no ostracismo.

Quando prefeito, Valmir Mariano costumava dizer que não era um político, mas um engenheiro em um cargo político. As ações políticas malsucedidas de Valmir têm mostrado que, de política, ele não entende bulufas nenhuma. É um elefante em uma sala de cristais, um político com breve carreira!

opinião

O que o eleitor mostrou nas urnas a Darci no primeiro turno em Parauapebas?

A análise fria do resultado das urnas no primeiro turno em Parauapebas aponta para um fracasso do prefeito, mas isso pode ser bom para o município.

O sucesso ou fracasso em uma eleição depende de vários fatores. Em primeiro lugar deve-se ter um bom candidato, com um bom discurso, que este seja conhecido e que tenha um grupo bem equilibrado e heterogêneo, e que abranja todos os setores da sociedade. Isto posto, deve-se correr atrás de apoio financeiro, dos cabos eleitorais – aqueles “caciques” que acreditam ter o domínio sobre a decisão de votar de outras pessoas -. O sucesso do candidato ratificará o poder de persuasão desses cabos eleitorais, cacifando-os à serem cortejados na eleição seguinte.

Mas uma eleição pode ser muito dura para alguns que dela participam, até mesmo quando vencida. Foi o que aconteceu em Parauapebas no último domingo. O prefeito Darci Lermen, principal cabo eleitoral do candidato a governador Helder Barbalho, não ficou satisfeito com o resultado apresentado nas urnas. Principal articulista da campanha na região, Darci colocou seu secretariado nas ruas em apoio a Helder, Jader (senador) Priante (deputado federal) e Chamonzinho (deputado estadual). Todos eles foram vitoriosos, porém, a expectativa criada em cima do apoio do prefeito Darci foi aquém do que as urnas disseram. Helder teve votação inferior à apresentada na última eleição e os outros candidatos foram todos derrotados por protagonistas locais.

Mas onde o prefeito Darci errou para que o resultado fosse frustante, a ponto dele ser chamado às pressas até Belém para uma reunião com o staff da campanha de Helder?

Darci foi eleito sob a égide da “oportunidade” que criaria aos eleitores parauapebenses. Com quase dois anos de mandato, oportunizou poucas alternativas para que a população pudesse mudar de vida. No período eleitoral esteve envolto com uma greve branca da classe dos professores, foi pressionado por diversas categorias que lhe cobraram oportunidade e pouco fez nesse período que mereça ser citado como obra ou ação para melhorar a vida do eleitor. Em síntese, o prefeito ainda não disse a que veio e isso reverberou nas urnas e deixou em alerta a coordenação da campanha de Helder Barbalho.

Se o primeiro turno da eleição no Pará deixou uma nódoa na carreira política de Darci, também deve ter servido para uma análise profunda da atual conjuntura do seu governo. Normalmente, passado o período eleitoral, se faz necessário mudar o time, escalar pessoas mais comprometidas, livrando-se daquelas que até agora ocuparam cargos simplesmente em virtude do apoio que deram na eleição municipal. Restam dois anos para que as oportunidades apareçam e dificilmente elas virão com o atual time de Darci. É hora de sacudir a poeira e mostrar a capacidade de gerir um município rico financeiramente, mas que ainda patina feio para resolver problemas básicos nas áreas da saúde e da educação, entre outras coisas..

Darci é um político populista, loquaz, e de um carisma invejável. Sabe como poucos conversar com seu povo e mantê-lo sob sua batuta. O resultado das urnas mostrou que esse povo pode ser taciturno, paciente, mas está de olho na administração e não a perdoará em 2020, quando certamento Darci buscará a reeleição. O eleitor mostrou seu cartão de visitas, é do gestor a vez de mexer a pedra desse tabuleiro político cujo objetivo é 2020 e mudar o rumo dessa prosa.

Opinião

Bolsonaro e Haddad estão no 2º Turno. Um deles governará um país cheio de medo

O que Bolsonaro e Haddad deveriam fazer para chegar ao Palácio do Planalto?

“Jamais houve na história, um período em que o medo fosse tão generalizado e alcançasse todas as áreas da nossa vida: medo do desemprego, medo da fome, medo da violência, medo do outro”.

A frase acima é de Milton Santos, geógrafo baiano com destacados trabalhos sobre a globalização nos anos 1990. Santos, falecido em 2001, ao 75 anos, parecia estar prevendo a atual conjuntura política e social por que atravessa o Brasil.

Ontem, 07, quase 150 milhões de brasileiros foram às urnas para escolher um novo presidente. Foram com um sentimento diferenciado do que geralmente nos tem feito cumprir com nossa obrigação constitucional. A maioria compareceu com um sentimento de ódio e/ou de vingança. Uma pequena parte estava alheia a isso, preferindo escolher candidatos que apresentaram propostas de mudança, de geração de emprego, enfim, que fizeram a política tradicional.

Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) foram os ungidos ao segundo turno e no final do mês um deles será escolhido presidente do Brasil para o quadriênio 2019/2022. Bolsonaro teve a maioria dos votos apresentando um discurso meio diferente do corriqueiro, nitidamente plagiado do presidente americano Donald Trump. A campanha inteligentíssima de Bolsonaro usou de forma eficiente o que há de mais moderno na comunicação de massa, as redes sociais e a imprensa alternativa. O marketing de Bolsonaro monitorava tópicos diariamente e viralizava a opinião do candidato a respeito destes – não sem antes saber o que os eleitores pensavam sobre o assunto. Isso foi feito com sucesso por Trump, que de azarão tornou-se presidente dos USA.

Já Haddad está no segundo turno graças à massa petista que idolatra Lula e dizia votar até em um poste se o ex-presidente assim pedisse. O petista terá que apresentar muito mais que o poder de transferência de Lula para tirar uma diferença de quase 18 milhões de votos que o separa de Bolsonaro. Tarefa hercúlea para um partido que vem perdendo espaço político ano após ano em virtude do envolvimento de suas principais lideranças na Operação Lava Jato e em outras ações pouco republicanas.

O resultado da eleição presidencial de ontem mostrou um país totalmente dividido. Enquanto petistas foram às urnas acreditando que o partido fora prejudicado pelo judiciário brasileiro, vetor para o “golpe”, os eleitores de Bolsonaro votaram em cima de um discurso supostamente fascista, no qual eu discordo inteiramente, já que Bolsonaro na realidade tem muito pouco de fascista e seus longos anos no Congresso Nacional provam isso. Bolsonaro é democrata quando preciso, liberal quando lhe convém, e radical quando a prosopopeia lhe falta. Um terço dos eleitores preferiram escolher outros candidatos. Boa parte desse 1/3 teve medo dos dois e esta fobia deve prevalecer se a campanha para o segundo turno não for usada de forma diferente pelos que permanecem no jogo.

O país, e aí se juntam as três partes, está com medo generalizado como citado na frase que abre esse artigo. Ao eleito caberá o dever de unir um país dividido e impaciente. Ao eleito caberá o papel de estadista acima de tudo.

Bolsonaro, ou a campanha dele, realmente me surpreendeu. Espero que ele, se eleito, trate com a mesma inteligência demonstrada na campanha os problemas do país e fuja de discursos populistas e ações truculentas que só trariam mais instabilidade ao país.

Fernando Haddad, sem muito espaço pra crescer, deverá irremediavelmente assumir a culpa pelo que as administrações de Lula e Dilma transformaram esse país. Ele tem tentado mostrar o lado bom da gestão PT. É hora de assumir e se penitenciar pelo que de ruim o PT fez ao Brasil. Sem essa penitência será impossível reverter o atual cenário, já que Hadad e o PT dependem do perdão de uma nação cheia de mágoas.

Opinião

Chamonzinho usa seu jornal para atacar empresário com notícia inverídica

Sem apresentar qualquer prova, o jornal do ex-prefeito de Curionópolis faz duras acusações ao empresário que até pouco tempo era seu correligionário político.

O jornal Correio, que é de propriedade do empresário Wenderson Chamon, o Chamonzinho, ex-prefeito de Curionópolis, traz em sua edição desta terça-feira, dia 4 de setembro, uma notícia que alarmou a todos, mais pela manchete do que pela comprovação da afirmação. Sob o título de “Canaã dos Carajás. BOMBA: White Tratores comanda o esquema de corrupção”, o jornal cita valores faturados pela empresa White Tratores e Serviços, de João Vicente do Vale, por serviços prestados no citado município na primeira gestão de Jeová Andrade.

Cita, também, mas sem mostrar nenhuma prova, a não ser mencionar que a fonte seria a justiça, suposto esquema montado no município de Tucuruí para lesar os cofres daquele município. Afirma, ainda, sem citar quais obras e valores, que o empresário João Vicente teria alcançado uma ascensão financeira meteórica graças a obras supostamente superfaturadas junto ao INCRA. Para concluir e fechar com chave de ouro a “denúncia bombástica”, o jornal de Chamonzinho informa que o empresário leva vida de alto padrão em Parauapebas, tendo mansão no bairro Vila Rica, avião, pista de motocross e haras, onde os animais são alimentados com maçãs.

É cláusula pétrea no jornalismo quando de uma denúncia a apresentação de provas, fato que o jornal de Chamonzinho não o fez. E, já que não o fez, não há o que ser contestado. Fica o dito pelo não dito. O que precisa de ser informado é que não há e nunca houve nenhuma queixa, inquérito ou demanda em qualquer esfera da justiça contra a White Tratores em relação aos contratos mantidos pela empresa com as prefeituras de Tucuruí e Canaã dos Carajás, apesar de que em ambas os gestores foram investigados pelo Ministério Público Estadual e afastados pelos juízes das mencionadas cidades. Na esfera federal, a empresa manteve, sim, contratos com o Incra e todos eles foram auditados e quitados, diga-se de passagem, sem nenhuma ressalva. Se o jornal tivesse procurado o Incra pra fazer essa consulta talvez não passasse pelo constrangimento de ter de desmentir a notícia.

Leia também: Artigo: “O lobo e os cães: uma metáfora das condições humanas.” Por Edson Bonetti

O jornal Correio foi fundado em 1983, portanto há 35 anos, por Mascarenhas Carvalho, que ficou à frente do veículo por três décadas. Sempre gozou de alta credibilidade e, até então, seu quadro era formado por redatores preocupados em divulgar, acima de tudo, a verdade, doesse a quem doesse. Nesse longo tempo de atividades, nunca se prestou a apadrinhamentos políticos e sua linha editorial se manteve alheia à política.

Me perdoem os funcionários do jornal, mas parece que o Correio já não é o mesmo. Talvez seja preciso resgatar Mascarenhas de sua aposentadoria para que o jornal volte a ter credibilidade e não fique mais a serviço dos interesses políticos de cidadão e de seus amigos.
A chamada de capa da edição de hoje do jornal não nos deixa pensar diferente! Ela se deu, exclusivamente, em virtude da política. Senão, vejamos:

Chamonzinho é candidato a deputado estadual pelo MDB em 2018 e tinha ou tem, sabe-se lá, a promessa do prefeito de Parauapebas de que seria ele o candidato do grupo de Darci Lermen a deputado estadual. Essa promessa, até onde se sabe, está sendo mantida pelo prefeito.

Eis que o empresário João Vicente, à revelia da vontade de Chamonzinho, a quem não deve nenhum favor, resolve apoiar os vereadores Marcelo Parcerinho e Joelma Leite, ambos nascidos e criados em Parauapebas, para os cargos de deputado estadual e federal, respectivamente. E é aí que mora toda a revolta de Chamonzinho, que, sabe-se lá por que, resolve publicar notícia inverídica, sem nenhuma prova concreta, atacando o empresário.

O poeta, contista e cronista mineiro Carlos Drummond de Andrade disse certa vez que “Conversar é arte tão delicada que os próprios especialistas costumam esquecer-se dela.” Como político, Chamonzinho ratificou Drummond e, pior, atacou covardemente, de maneira inescrupulosa, aquele que poderia lhe estender a mão em momento tão difícil como o de uma campanha política eleitoral. Fez pior, junto com a manchete, sem a menor necessidade, publicou foto do empresário João Vicente com vereadores e lideranças políticas de Parauapebas, supostamente acusando-os de “faturar” também.

A atitude intempestiva de Chamonzinho pode lhe trazer ácidos frutos, além dos da esfera judicial aos quais responderá pela publicação. Ele  poderá perder apoios importantes com a atitude, já que Branco é profícuo articulador político e goza da credibilidade e do carinho da classe política local. O tempo dirá a quem serviu essa grosseira reportagem.

Artigo

Parauapebas 30 anos

Uma breve reflexão e um vídeo em homenagem aos 30 anos de Parauapebas

Tenho lido, nessa semana em que Parauapebas comemora seu 30º aniversário de emancipação política, vários artigos de blogueiros, jornalistas e afins, referentes à data. Alguns desses já fizeram parte de outras administrações e tratam logo de fazer comparações entre o atual governo municipal e os de outrora. Citando o volume de recursos arrecadados, tratam logo de dizer que Parauapebas é uma potência mal administrada prestes a quebrar.

Deles eu discordo completamente! Como o “trin-trin” de um despertador, aos trinta anos é preciso que despertemos e plantemos agora o futuro que queremos para essa cidade que nos recebeu de braços abertos e onde a maioria constituiu família. Muitos, assim como eu, chegaram aqui há longínquos anos para passar uma temporada, ganhar um bocado de dinheiro e voltar para as terras de origem.  Mas, como disse o poeta, “eu fui que fui ficando”. Fiquei sempre aguardando que a decrepitude política dos nossos governantes tomassem rumos melhores e que Parauapebas pudesse espelhar de igual forma a grandiosidade dos recursos financeiros que aqui são despejados ano após ano.

Nesses trinta anos, em minha opinião, podemos comemorar mais do que reclamar. Quando aqui cheguei, há 34 anos, Parauapebas não passava de cinco ou dez ruas encravadas ao pé da serra, algumas delas um antro de cabarés e casas de jogos. Hoje Parauapebas abriga mais de 120 bairros, a maioria planejado, com ruas, meio-fio, energia elétrica e abastecido por água tratada, e, com o mais importante, um povo trabalhador e que busca seu sustento de forma honesta. Esse sim o nosso maior patrimônio: nossa gente.

Passadas as festas de comemoração aos trinta anos, precisamos começar a discutir políticas públicas que melhorem a vida da nossa gente. Precisamos avançar na educação, criando mecanismos para que nossos filhos não precisem deixar a cidade para fazer um bom curso superior. Precisamos avançar na saúde, humanizando cada vez mais o atendimento e buscando qualificação técnica para que nossa gente não morra de doenças que hoje são curáveis. Precisamos avançar na segurança, mesmo esta sendo uma obrigação do estado, melhorando a iluminação pública e criando mecanismos para que os órgãos de segurança possam trabalhar de forma mais profissional no combate aos criminosos. Precisamos avançar culturalmente. Parauapebas tem um centro cultural belíssimo entregue pela Vale que jamais foi usado por pura burocracia, já que Vale e prefeitura ainda não chegaram a um acordo sobre a forma de gerir aquele espaço, que poderia estar recebendo peças teatrais, exposições de fotografias, artes, e formando atores, entre outras ações.

Mas, o que para mim deveria ser a mais importante ação que nossos políticos poderiam tomar seria a ampliação e criação de emprego e renda em Parauapebas, e isso passa por uma transformação no uso dos nossos recursos. É preciso que criemos um fundo financeiro oriundo de um pequeno percentual da arrecadação da CFEM para que, no futuro, quando o minério de ferro acabar, Parauapebas não se torne um grande buraco. Esse fundo financiaria estudos de viabilidade econômica para projetos de empresários que queiram se instalar em Parauapebas, e seria importante que esses projetos fossem alheios à mineração. Que tal investir na agricultura, na pecuária, em piscicultura, em laticínios, em pequenas indústrias de transformação que possam usar matéria-prima local, criando pequenas empresas  e gerando inúmeros empregos?

Claro que, quando se fala em política os ânimos se afloram. Se tem alguém no poder, tem sempre alguém querendo esse poder. Isso é natural e faz parte democracia. Mas, deixemos de pessimismos e de propagar o caos. Parauapebas é uma cidade maravilhosa que, como diz seu hino oficial, conquistou nossos corações, pois foi escolhida por Deus para abrigar o povo D’ele. Se acha que o prefeito está ruim, que os vereadores são ruins, que está tudo errado, espere até as próximas eleições e faça campanha pra mudar tudo, essa é a hora! Pessimismo e desdenho com quem está administrando só irá trazer mais caos em um momento de total instabilidade do país.

Hoje é dia de festa, de comemorar sim esses trinta anos. De glorificar as conquistas e agradecer a contribuição que cada ex-gestor deu à Parauapebas. Obrigado Faisal Salmen, Chico das Cortinas, Bel Mesquita, Darci Lermen e Valmir Mariano pelo empenho em tornar Parauapebas uma cidade melhor para o seu povo. Cada um de vocês certamente saíram da prefeitura com o sentimento de ter feito o melhor que era possível naquele momento. Hoje a batuta está novamente nas mãos de Darci e cabe a ele conduzir Parauapebas para um futuro não tão dependente da mineração. Temos recursos financeiros e um povo de mente aberta para inovações. Vale a pena tentar!

O vídeo abaixo é uma pequena homenagem do Blog aos 30 anos de Parauapebas. A letra da música é do jornalista Marcel Nogueira, a quem agradeço pela generosidade de ter emprestado “Rio de Águas Claras” para compor essa homenagem, e a à HD produções pela produção do vídeo.

Rio de Águas Claras (Marcelo Nogueira)

No sopé da serra,
entre as montanhas eu te vi menina a se fazer mulher.
No teu passo verdejante de felicidade, toda prosa
em vaidade, como tinha que acontecer.
Por tua beleza, és falada,
és comentada,
e o minério que insistes em nos ofertar.
No teu colo farto, generoso,
Acolheste brasileiros, como filhos do Pará.

Rio de águas claras de caipira, de caipora, pirararas,
Maravilha dos xicrins,
Preguiçosamente invadindo o Itacaiunas
Levas peixe ao “ribeirin”.
Namorada bela, a primeira do Rio Verde,
De tempos antigos e primaveris.
No teu colo farto, generoso
Acolhestes brasileiros, de todos os brasis.

Do Liberdade ao Altamira
A moça é bonita demais.
A lua nascendo no bairro da Paz.
As roupas quarando e tomando os varais
Na Cidade Nova os quintais simetricamente iguais,
Os bares da praça e os sons musicais, que nem impressões digitais
De tão parecidas, são tão desiguais.

Artigo

Artigo: O político vencedor faz sempre a escolha certa.

Em ano eleitoral o político precisa saber qual é o objetivo e como conseguí-lo

“Somos o que fazemos. Nos dias em que fazemos, realmente existimos; nos outros, apenas duramos”.

Na política, a arte de escolher a melhor ação separa os vitoriosos dos derrotados. Essa verdade pode ser conferida dia após dia, ou eleição após eleição, quando vemos pessoas capazes, simpáticas, bem articuladas politicamente e que gozam da credibilidade da população (eleitores) perderem eleições simplesmente porque, na hora de decidirem por quais partidos serem candidatos, quais cargos disputarem, buscarem apoios, tomam as atitudes erradas e põem tudo a perder.

É interessante como a maturidade política não tem relação com a idade. Pessoas jovens tomam sábias atitudes e se tornam vencedores enquanto políticos com idade já avançada, teimosos, insistem em agir politicamente escutando conselhos das pessoas erradas, mesmo que esses conselhos já lhes tenham mostrado que tomaram o caminho dos perdedores.

O bom político, o vencedor, sabe qual é o seu objetivo, e suas ações são sempre relacionadas a ele. Como diz de forma bem realista a frase do Padre Antonio Viera que abre esse artigo, o político é o que faz e só existe quando faz; quem toma atitudes políticas corretas e coerentes com o objetivo final se perpetua como líder, tem o respeito dos seus pares e certamente se torna um vencedor.

É preciso deixar claro que, em política, vencedor nem sempre é aquele que se elege, mas aquele que passa por uma eleição de forma a cacifá-lo para uma próxima, este sim o verdadeiro objetivo.

Aquele político que se candidata a um cargo pelo qual sabe que não tem chances apenas porque seu “desafeto” também vai disputá-lo não está agindo de forma madura. Já dizia uma velha e querida amiga: “Em política se cisca pra dentro”. O bom político não se preocupa com os adversários diretos e sim com aqueles que hoje estão do lado oposto. Trazê-los para uma parceria, para uma dobradinha que no futuro trará lucros políticos deve sempre ser a atitude de um político que enxerga o futuro, que sabe fazer a leitura política do momento. É certo que poucos têm esse dom, mas, os que o tem são verdadeiramente vencedores.

Já aquele político que, de forma estratégica, se candidata a um cargo pelo qual sabe que não se elegerá, mas que independente do sucesso o colocará no rol dos que têm chances de se eleger em uma próxima eleição, e se, neste caso, a candidatura vier agregada de um futuro parceiro, este terá sido um vencedor, mesmo na derrota.

A futura escolha vai mostrar se o político quer mesmo existir, fazer a diferença, ou apenas durar no meio dessa bagaceira viciante. O modo como ele enxerga a conjuntura e toma decisões, não só dentro do seu ninho político, mas tendo a visão de que, como disse Alfred De Musset, “a política é uma delicada teia de aranha em que lutam inúmeras moscas mutiladas“, fará toda a diferença.

O certo é que a vida é feita de escolhas. Na política, saber fazê-las é o diferencial para ser o escolhido!