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Artigo: O político vencedor faz sempre a escolha certa.

“Somos o que fazemos. Nos dias em que fazemos, realmente existimos; nos outros, apenas duramos”.

Na política, a arte de escolher a melhor ação separa os vitoriosos dos derrotados. Essa verdade pode ser conferida dia após dia, ou eleição após eleição, quando vemos pessoas capazes, simpáticas, bem articuladas politicamente e que gozam da credibilidade da população (eleitores) perderem eleições simplesmente porque, na hora de decidirem por quais partidos serem candidatos, quais cargos disputarem, buscarem apoios, tomam as atitudes erradas e põem tudo a perder.

É interessante como a maturidade política não tem relação com a idade. Pessoas jovens tomam sábias atitudes e se tornam vencedores enquanto políticos com idade já avançada, teimosos, insistem em agir politicamente escutando conselhos das pessoas erradas, mesmo que esses conselhos já lhes tenham mostrado que tomaram o caminho dos perdedores.

O bom político, o vencedor, sabe qual é o seu objetivo, e suas ações são sempre relacionadas a ele. Como diz de forma bem realista a frase do Padre Antonio Viera que abre esse artigo, o político é o que faz e só existe quando faz; quem toma atitudes políticas corretas e coerentes com o objetivo final se perpetua como líder, tem o respeito dos seus pares e certamente se torna um vencedor.

É preciso deixar claro que, em política, vencedor nem sempre é aquele que se elege, mas aquele que passa por uma eleição de forma a cacifá-lo para uma próxima, este sim o verdadeiro objetivo.

Aquele político que se candidata a um cargo pelo qual sabe que não tem chances apenas porque seu “desafeto” também vai disputá-lo não está agindo de forma madura. Já dizia uma velha e querida amiga: “Em política se cisca pra dentro”. O bom político não se preocupa com os adversários diretos e sim com aqueles que hoje estão do lado oposto. Trazê-los para uma parceria, para uma dobradinha que no futuro trará lucros políticos deve sempre ser a atitude de um político que enxerga o futuro, que sabe fazer a leitura política do momento. É certo que poucos têm esse dom, mas, os que o tem são verdadeiramente vencedores.

Já aquele político que, de forma estratégica, se candidata a um cargo pelo qual sabe que não se elegerá, mas que independente do sucesso o colocará no rol dos que têm chances de se eleger em uma próxima eleição, e se, neste caso, a candidatura vier agregada de um futuro parceiro, este terá sido um vencedor, mesmo na derrota.

A futura escolha vai mostrar se o político quer mesmo existir, fazer a diferença, ou apenas durar no meio dessa bagaceira viciante. O modo como ele enxerga a conjuntura e toma decisões, não só dentro do seu ninho político, mas tendo a visão de que, como disse Alfred De Musset, “a política é uma delicada teia de aranha em que lutam inúmeras moscas mutiladas“, fará toda a diferença.

O certo é que a vida é feita de escolhas. Na política, saber fazê-las é o diferencial para ser o escolhido!

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