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Parauapebas

Após 3 anos consecutivos de baixa, Parauapebas volta a bater recorde de empregos

Capital do minério encerrou 2018 com mais de 3.300 empregos com carteira assinada, 22ª melhor situação do país. Apesar disso, Caged não leva em consideração cerca de 1.600 demissões processadas no serviço público municipal.

Ainda não está do jeito como os cerca dos 45 mil desempregados do município gostariam, mas o mercado de trabalho formal de Parauapebas respirou aliviado ao longo de 2018, com a criação de 3.303 oportunidades líquidas de empregos com carteira assinada. A informação foi levantada com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu junto ao Ministério do Trabalho (MTb), que divulgou nesta quarta-feira (23) o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) consolidado para o ano de 2018.

Entre os 5.570 municípios, a “Capital Nacional do Minério de Ferro” obteve a 22ª melhor colocação do país. Desde 2012, Parauapebas não gerava tantos empregos absolutos assim e, entre 2013 e 2017, assistiu à destruição de 10.163 postos de trabalho, isto é, ganhou mais de 10 mil novos desempregados em apenas cinco anos. A última vez em que Parauapebas havia visto um Caged anual positivo foi em 2014, quando criou 692 novos empregos.

Apesar de não compensar as perdas do passado recente, o volume de empregos de 2018 inaugura e prenuncia novos tempos na economia local, extremamente dependente do minério de ferro extraído pela multinacional Vale na Serra Norte de Carajás. A empresa projeta novas frentes de trabalho na região, com arregimentação de 6.000 trabalhadores a qualquer momento. São lotações em Parauapebas (projeto Gelado), bem como nos municípios de Marabá (expansão de Salobo) e Curionópolis (expansão de Serra Leste). Futuramente, há boas perspectivas com a expansão de S11D, em Canaã dos Carajás, e a abertura de novas cavas na Serra Norte, em Parauapebas.

Análise profunda dos números

Apesar de o Caged de 2018 ser positivo, há muito mais por detrás dos números de Parauapebas que a mera aparência positiva. Acontece que o Cadastro Geral do MTb só computa vínculos regidos pela CLT e desprezam formas de trabalho do regime estatutário. E é aí que os números do ano passado da capital do minério apresentam-se maiores que a sua realidade.

No primeiro semestre de 2018, a Prefeitura de Parauapebas se tornou a maior demissionária única do Pará, ao rescindir contratos temporários de merendeiros, auxiliares de serviços gerais, motoristas e vigias contratados pela administração municipal. Essas demissões não são computadas pelo Caged em razão da natureza de contratação do Executivo, regido por regime jurídico próprio e, por isso, distinto da CLT.

Veja também:  Saiba quais são, onde estão e qual a periculosidade das barragens de mineração do Pará

Todavia, considerável parte desses ex-funcionários públicos foi contratada, em regime celetista, por empresas para as quais a prefeitura terceirizou serviços de limpeza, merenda, vigilância e condução de veículos. Assim, cerca de 1.600 trabalhadores demitidos do serviço público acabaram “permutados” na iniciativa privada e, por isso, apareceram estatisticamente no Caged, embora sua demissão não tenha sido efetivamente contabilizada pelo mesmo Cadastro.

As demissões reais, as contratações e as mobilidades de trabalhadores efetivadas por todos os empregadores, tanto regidos pela CLT quanto pelo regime próprio, como a Prefeitura de Parauapebas, só vão aparecer em setembro deste ano por meio de outro registro administrativo do Ministério do Trabalho: a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), na qual o número de empregos efetivamente gerados em Parauapebas vai estar 1.600 menor, confirmando o que o Blog antecipa agora.

Com esse desempenho oficial, Parauapebas deixa de ser o município que mais empregou no Pará e cede espaço a Barcarena, onde foram criados mais de 2.600 postos líquidos com carteira assinada.

Mercado de trabalho na região

Na microrregião de Parauapebas, outro destaque positivo em 2018 é o município de Canaã dos Carajás, que criou 885 oportunidades com carteira assinada. A “Terra Prometida” se recupera da avalanche de demissões que enterrou 12.759 postos de trabalho no acumulado de 2016 e 2017, período que culminou com o encerramento das obras civis para implantação do projeto S11D.

Em Eldorado do Carajás, foram abertas 101 vagas no ano passado, também se consolidado como destaque na região. Por outro lado, Curionópolis fechou 2018 no vermelho, com saldo de quatro novos desempregados, e Água Azul do Norte, com 107 demitidos, apresentou o maior volume de baixas no mercado microrregional

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  1. Blog sempre ágil!! Mais uma pauta ótima para trabalhar com os alunos!! Tô pegando tudo!! O blog poderia ter um grupo de transmissão no whats para alertas sobre as novas publicações!! Quais os municípios que menos criaram empregos??

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