Funcionalismo municipal no Pará custa até R$ 4.160 ao bolso do contribuinte

Blog do Zé Dudu fez apanhado inédito da prestação de contas das prefeituras e concluiu: Vitória do Xingu e Canaã dos Carajás tem os servidores públicos mais caros; veja o ranking.
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Os 15 mil habitantes do município de Vitória do Xingu são os que, proporcionalmente, mais contribuem para sustentar o funcionalismo público municipal. Em média, cada habitante gasta por ano cerca de R$ 4.160 para ajudar a quitar uma folha de pagamento robusta, que subtrai R$ 62,33 milhões dos cofres públicos.

As informações foram levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu, que se debruçou sobre o Relatório de Gestão Fiscal (RGF) de 102 prefeituras paraenses, as quais entregaram prestação de contas referente ao primeiro quadrimestre deste ano. O Blog dividiu as despesas com pessoal das prefeituras (no período de 12 meses, entre maio de 2018 e abril de 2019) pela quantidade de habitantes (estimada em 2018). A conta só considera a despesa com servidores públicos municipais do Poder Executivo.

O resultado revela que Vitória do Xingu, um próspero e caladinho município no coração do Pará, é quem tem os servidores públicos mais caros para sua população. Vitória, que praticamente não existia no mapa até meados de 2014, entrou no cenário da riqueza paraense ao ser sacudido pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte, da qual a prefeitura local se beneficia, mordendo impostos, taxas e compensações financeiras do empreendimento.

Juntamente com Canaã dos Carajás, que prospera na esteira da indústria da mineração, Vitória do Xingu é um dos municípios que mais enriqueceram no Brasil esta década. Com receita líquida de quase R$ 145 milhões, a administração municipal posiciona-se confortavelmente entre as 25 mais bem abastecidas do estado.

Canaã e Parauapebas

Canaã dos Carajás, como não poderia deixar de ser, também aparece neste ranking. No município, cada habitante teoricamente desembolsa em média R$ 3.925 durante o ano para construir uma folha de pagamento anual de R$ 141,5 milhões, valores que se transformam em salários dos servidores públicos municipais. Empurrado pela multinacional Vale e seus dois projetos de extração mineral (Sossego, de cobre, e S11D, de minério de ferro), Canaã é, atualmente, um dos dez municípios brasileiros com prefeitura mais próspera, conforme recentemente reportado pelo Blog.

A “Terra Prometida” é acompanhada por Pau D’Arco, cujos munícipes contribuem com R$ 3.072 para sustentar os R$ 17,07 milhões pagos ao funcionalismo; e acompanhado também por seus irmãos mineradores Parauapebas (R$ 2.479) e Curionópolis (R$ 2.295).

Ananindeua ‘de marré’

No outro extremo, Ananindeua — que é um dos municípios do país com pior capacidade de arrecadação por pessoa — aparece com o menor gasto proporcional do estado em servidores. Cada cidadão ananindeuense desembolsa R$ 607 com servidores públicos. A folha de pagamento anual da Prefeitura de Ananindeua é de R$ 318,78 milhões e a população local é estimada em 525 mil residentes.

Outros municípios onde a população gasta menos com a despesa com pessoal são os sul-paraenses São Félix do Xingu (R$ 655) e Santana do Araguaia (R$ 711), além de Vigia (R$ 725) e Rurópolis (R$ 770). Confira o ranking exclusivo do Blog do Zé Dudu!

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