O vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA), conselheiro Luis Cunha, mediou a palestra “Natureza, clima e primeira infância” ministrada pela especialista do Instituto Alana, Maria Isabel de Barros, nesta quinta-feira (27), durante o III Encontro Nacional da Primeira Infância (Enapi), realizado no Teatro Rio Vermelho, em Goiânia.
Durante a programação foram destacados diversos aspectos relacionados à influência do isolamento de crianças de 0 a 6 anos durante a infância. Segundo a especialista, o confinamento de crianças em ambientes fechados afeta o desenvolvimento físico, emocional e social infantil, prejudicando a fala, a convivência e o controle de emoções.
Conexão
Líder do Comitê da Primeira Infância do Instituto Rui Barbosa no TCE-PA, Conselheiro Luis Cunha, defende iniciativas que venham fazer conexões com as crianças e o meio ambiente. Segundo ele, a grande maioria delas não tem nenhum contato com a natureza.
“A maior parte das crianças atualmente está dentro da casa, em quartos confinadas, assistindo à televisão ou ligadas a uma tela de celular. E quando vão à escola, este local não é pensado para se brincar no pátio, debaixo de uma árvore em um quintal, e a criança continua dentro de espaços fechados e sem muita aproximação com a natureza”, afirmou o conselheiro.
“É importante que haja uma conexão com o meio ambiente, que possam ir a uma praça pública, a um parque ambiental, que possam ficar debaixo de uma árvore, perceber uma abelha tirando néctar de uma flor, conhecerem a importância do mel que aquela abelha produz. Conhecerem os animais, os passarinhos e brincarem no chão, na terra, na natureza”, disse.
O conselheiro do TCE-PA também acredita na ideia de que se deve criar uma consciência ambiental na população brasileira a partir dos menores, os quais precisam crescer sabendo que têm de respeitar o meio ambiente e cuidar dele, com atenção ao clima e à produção do lixo, e também quanto aos danos ambientais capazes de trazer perigosas consequências à saúde e à vida.
O debate reforça que o controle externo pode ir além da fiscalização, mas também, recomendar, orientar e monitorar melhorias, de forma pedagógica e preventiva, voltada às necessidades da primeira infância.







