Um voto decidiu uma eleição: a histórica disputa de Itupiranga em 1996

Benjamin Tasca venceu a eleição para prefeito por apenas um voto; episódio ocorrido há 30 anos permanece como um exemplo marcante de como cada voto pode fazer diferença em uma eleição

Quando se fala que cada voto conta em uma eleição, a frase pode parecer apenas uma expressão repetida durante as campanhas eleitorais. Mas a história política de Itupiranga, no sudeste do Pará, oferece um exemplo concreto e impressionante do significado dessas palavras.

Em 1996, há exatos 30 anos, o município foi palco de uma das disputas eleitorais mais apertadas de sua história: a eleição para prefeito entre Benjamin Tasca, do PMDB, e Wandenkolk Pasteur Gonçalves, do PSDB.

Foi uma campanha disputada, marcada pela mobilização política característica daquele período: comícios, caminhadas, reuniões, visitas às comunidades e distribuição de material eleitoral.

Mas dificilmente alguém poderia imaginar o que aconteceria quando os votos fossem finalmente contabilizados.

  • Benjamin Tasca: 3.559 votos.
  • Wandenkolk Pasteur Gonçalves: 3.558 votos.

A diferença entre o primeiro e o segundo colocado foi de UM VOTO.

Isso mesmo: um voto decidiu quem seria o prefeito de Itupiranga.

Poucas situações conseguem demonstrar de maneira tão concreta a importância individual do voto. Em uma eleição com milhares de eleitores, a diferença final entre os dois primeiros colocados coube literalmente a uma única escolha depositada nas urnas.

A histórica eleição municipal de Itupiranga de 1996 permanece, três décadas depois, como um episódio emblemático da política paraense e uma lembrança permanente de que, matematicamente, até mesmo um único voto pode definir uma disputa.

É também uma história que merece ser lembrada especialmente em períodos eleitorais. Campanhas podem apresentar pesquisas, mobilizações, grandes comícios e demonstrações públicas de apoio. Mas o resultado oficial somente é conhecido depois que os eleitores votam e os votos são apurados.

Em Itupiranga, em 1996, bastou um voto para separar o vencedor do segundo colocado.

Um voto.

Uma escolha.

Uma diferença mínima que entrou para a história política do município.

Por isso, aquela eleição continua oferecendo uma lição simples e objetiva: cada voto soma e pode fazer diferença no resultado final.

E a política também ensina outra máxima que atravessa gerações: ninguém vence eleição na véspera. 

A eleição histórica de Itupiranga está aí para lembrar.

Fica o registro. Fica a história.

Carlos Magno
Jornalista DRT/PA 2627
Conhecedor da política paraense desde 1976