A sessão realizada na tarde de ontem, terça-feira (22), na Câmara Municipal de Parauapebas, com a presença de todos os parlamentares, foi marcada por muita polêmica, com discussão entre vereadores da base e oposição ao prefeito e também de populares que lotaram a sede do legislativo.
Na pauta oficial entregue aos vereadores constava indicações e vários requerimentos, mas alguns parlamentares não fizeram a leitura dos documentos durante a sessão depois que descobriram que a pauta referente a uma representação, protocolada por um cidadão, chamado Raimundo Pires dos Santos, que solicita o afastamento do prefeito Valmir Mariano não entraria em votação.
De acordo com a representação, a gestão do prefeito Valmir Mariano apresenta diversas irregularidades, como convênios alvos de investigações, dois deles já julgados irregulares pelo Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará (TCM/PA), cita o denunciante no documento.
“A decisão é uma prerrogativa da presidência. O documento foi protocolado hoje e não deu tempo de analisar, pois da outra vez que entrou uma representação desse tipo ficaram dizendo que era um laranja e como chegou novamente no mesmo formato, eu quero fazer uma averiguação in loco. Se a pessoa que representou tiver idoneidade, tiver tudo certo, será votada na próxima terça-feira”, explicou o presidente da Câmara, Ivanaldo Braz.
A atitude do presidente da casa não agradou a maioria dos parlamentares, que tentaram de todas as formas mudar a decisão, dizendo que “o ato era arbitrário e autoritário”. Contrários à decisão do presidente, os vereadores Charles Borges (SD), Eliene Soares (PT), Joelma Leite (PT), Pavão (SD), Irmã Teca (PV) e Antônio Massud (PTB).
Vereador favorável ao afastamento do prefeito, Pavão afirma que a atitude do presidente foi um desrespeito com os parlamentares. “O presidente da casa obrigatoriamente deve colocar em pauta na primeira sessão, no caso hoje. O presidente tomou uma postura de total desrespeito ao parlamento”, declarou, completando que na hora de seu pronunciamento preferiu o silêncio para demonstrar toda a sua indignação contra o ato.





