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Redenção realiza carreata histórica em prol da criação do Estado de Carajás

“O chão do sul do Pará tremeu e as ruas de Redenção tornaram se em um mar de carros, motos e pessoas com nessa gigantesca carreata que marcou o lançamento …

“O chão do sul do Pará tremeu e as ruas de Redenção tornaram se em um mar de carros, motos e pessoas com nessa gigantesca carreata que marcou o lançamento oficial da campanha em favor da criação do Estado do Carajás, na região do sul do Pará’’. Foi assim que o economista Celio Costa, definiu a grande carreata realizada na tarde de ontem terça-feira (13), em Redenção.

A cidade parou, e o comércio local fechou as portas, onde patrões e funcionários, se uniram na maior carreata já realizada na região.

Segundo os organizadores do histórico evento politico, mais de 15 mil veículos entre carros e motos, participaram da grande festa popular que mobilizou toda a sociedade de Redenção e também de outros munícipios que integram a região extremo do sul do Pará.

Calcula-se que cerca de trinta mil pessoas foram as ruas declarar que são favoráveis a redevisão do Estado do Pará.

Com bandeiras do SIM, usando camisetas com slogan da campanha e, com rostos pintados de verde amarelo, a população de Redenção demonstrou que está firme na decisão de votar no dia 11 de dezembro na Criação dos Estados de Tapajós e Carajás.

A carreata formada por moradores de Redenção e outros municípios vizinhos percorreu as principais ruas e avenidas da cidade.

A maior festa popular já realizada em Redenção partiu das proximidades do Aeroporto Municipal, passou por diversos bairros da cidade e finalizou no Espaço Cultural, onde aconteceu o grande Comício que deu início a campanha pelo voto do SIM.

Aqueles que não puderam participaram da carreata levaram o apoio a manifestação, assinalando positivamente das calçadas, das janelas e das portas de suas casas.

‘’Foi o maior evento que eu já participei durante a minha militância na vida pública’’, disse o deputado estadual João Salame, que se deslocou de Belém no inicio da tarde de terça-feira exclusivamente para participar do ato público juntamente com a deputada estadual Bernadete Ten Caten.

No palanque montado no Espaço Cultural não existiram partidos, adversários ou inimigos políticos, todos se uniram e de mãos dadas demonstrando que o sul do Pará está unido no grande sonho de criar o Estado de Carajás.

O prefeito de Redenção, Wagner Fontes, foi o mestre de cerimônia do evento que teve a participação dos prefeitos Álvaro Brito ( Conceição do Araguaia), Valbetano Milhomen ( Bannach ), Vilmar Valin, o ‘’Peti’’ de Cumaru do Norte; a deputada estadual Bernadete Ten Caten; deputado João Salame, presidente da Frente Parlamentar Pró Criação do Carajás, Caroleide Sandes Pedreira, presidente da Comissão Municipal Pró-Carajás, Caroleide S. Pedreira, além de inúmeros vereadores, secretários municipais, e lideranças politicas e diversos outros seguimentos da região.

Em seu discurso o deputado João Salame Neto disse que o dia 13 de setembro vai entrar para a história do sul do Pará como o dia em que a população da região foi às ruas para dizer que não aguenta mais conviver com o abandono e o descaso que impera na região. ‘’Nosso povo está cansado de sentir a ausência do governo, de falta de infraestrutura, estradas esburacadas e pontes assassinas e outras mazelas que existem devido o estado ser tão grande e o poder público não consegue atender as necessidades da população’’ disse o deputado.

Salame, disse que a luta não é fácil, tem muita gente que vive na região de Belém, que é contra o redivisão, mas a campanha tem algo que segundo o deputado é o grande diferencial, ‘’a cada dia cresce o número de pessoas que eram contra e que agora são a favor. Tenho a plena certeza que até no dia da eleição nós vamos convencer mais da metade dos eleitores que residem na capital a votarem no SIM, pois eles serão esclarecidos que será bom para o Carajás, para o Tapajós e melhor ainda para o estado do Pará’’, disse Salame.

Fonte: Carajás Notícias

17 comentários em “Redenção realiza carreata histórica em prol da criação do Estado de Carajás

  1. Bartolomeu Responder

    Aquele que fala que Carajás e Tapajós não é inviavel esta afirmando que O POVO é inviavel, esta afirmando que o povo não pode mudar a historia dos novos ESTADOS. É assim que o NÃO trabalha, achando que o povo é burro, se eles não acreditam no povo, quem vai acreditar. Diga SIM 77 CARAJAS mais forte.

    BartÔ

  2. Kpnup Responder

    A divisão do Pará para a criação dos Estados de Tapajós (oeste) e Carajás (sul e sudeste) não teria viabilidade econômica ou social. É o que sustenta resultado de estudo realizado pelo doutor em economia e coordenador do Núcleo de Estudos Socioeconômicos da Universidade da Amazônia (Unama), Carlos Augusto Silva Souza. Denominada “Redivisão Política no Estado do Pará: motivações políticas e impactos econômicos e sociais”, a pesquisa dirigida pelo professor Silva Souza, que é economista e também doutor em Ciência Política, afirma que não se encontrou viabilidade em nenhum dos aspectos analisados, e que o Estado do Tapajós seria o mais pobre do país. Além disso, o Pará remanescente cairá da 13ª posição no ranking do PIB nacional para a 16ª. Mas, nem tudo seria negativo, aponta o estudo. Ao contrário do Tapajós, o Carajás melhoraria a renda per capita, apesar de ser uma região de intensos conflitos sociais, diz o professor, que defende que o desenvolvimento depende de gestão pública, e não de divisão. Confira entrevista cedida às repórteres do DIÁRIO, Aline Brelaz e Cíntia Magno:
    P: Que dados o senhor levou em consideração no estudo sobre a viabilidade dos novos Estados no Pará?
    R: O estudo foi realizado entre 2009 e 2010, época em que não havia toda a polêmica da divisão. Alguns analistas acharam que seria muito difícil criar novos Estados devido à resistência dos Estados mais populosos (sul e sudeste). Resolvemos fazer esta pesquisa para medir alguns indicadores de impacto que poderão produzir a partir da redivisão territorial, em cima dos argumentos que sustentam os grupos que defendem a divisão. Foram analisados os argumentos e também indicadores de impacto, como o Produto Interno Bruto [PIB] e os indicadores sociais oficiais, repasses constitucionais, de educação, de saúde, além de analisar os discursos que sustentam os motivos da divisão, tanto a favor como contrários. O estudo tem vários eixos de investigação. Investigamos dados de desenvolvimento, tendo como perspectiva os novos municípios que poderiam integrar os novos Estados.
    P: Quais resultados chamaram mais a atenção, já que um dos argumentos contra a divisão é a inviabilidade econômica, já que a União teria que sustentar a estrutura dos novos Estados por pelo
    menos uma década?
    R: Eu separei discursos mais constantes para análises. Um deles é o argumento da extensão territorial do Estado, se o tamanho do território tem algum tipo de relação com o padrão de desenvolvimento socioeconômico. Mas, eu não encontrei essa relação. Peguei indicadores de Estados pequenos, como Sergipe, Alagoas, Pernambuco e também de alguns poucos maiores, como Minas Gerais, São Paulo. Estados pequenos do Nordeste também têm muito problema de pobreza. Enquanto Estados maiores como a Bahia apresentam um melhor desenvolvimento.
    Outro argumento testado é o da proximidade da capital, em que os municípios mais próximos do centro do poder seriam beneficiados com recursos e serviços públicos. Também não encontrei relação neste aspecto. Os indicadores mostram municípios ao lado de Belém, como Benevides, Santa Izabel, Santa Bárbara, que estão estagnados, não desenvolveram absolutamente nada. Enquanto outros, muito distantes da capital, como Marabá, Paragominas, Parauapebas, Xinguara, Redenção, Tucuruí, Rio Maria, tiveram índices de desenvolvimento bem mais acentuados nos últimos 20 anos. Dados do IBGE mostram que Marabá foi o segundo município de porte médio que mais se desenvolveu na última década no Brasil inteiro.
    P: São viáveis os municípios com atrativos econômicos, como os que têm recursos minerais?
    R: É, os que têm minério, petróleo. A perspectiva de desenvolvimento está muito mais relacionada com atrativos econômicos, que chamem atenção do capital privado. Alguns apontam o Estado do Tocantins como argumento para a divisão. Mas, um estudo da USP aponta que o Tocantins já vinha de um corredor de
    produção vinculado à agropecuária, à soja e que os municípios daquela região iam se desenvolver independente de se criar o novo Estado.
    P: Qual o argumento mais plausível da pesquisa?
    R: Na verdade, quando se cria uma nova unidade administrativa se leva o Estado de forma mais consistente. Isso é inegável. Mas, geralmente a criação de novos Estados é acompanhado de migração, adensamento populacional. Os indicadores que analisei sobre as áreas onde houve abertura de frente migratória mostram que o desmatamento aumentou. As área das últimas décadas, de maior presença, como Santarém, Marabá e agora Altamira, têm muito mais relação com políticas de gestão pública do que de divisão. Gestão pública independe se vai se criar um novo Estado.
    P: Há um argumento contra a divisão de que as riquezas minerais ficarão todas no Carajás. Foi analisado esse aspecto?
    R: Os dados econômicos mostram isso, a possibilidade de perdas. O Pará tem três setores fortes: o mineral, de serviços e pecuário. Com a divisão o Pará remanescente que vai perder 73% do território, ficará com a região concentrada no setor de serviços. Este setor migra muito rapidamente. Não há fidelidade com o Estado, mas com a dinâmica própria do mercado.
    P: O estudo não aponta nenhum ponto positivo com a criação de novos Estados?
    R: Tem que se analisar o Carajás, que teria uma renda per capita superior a do Pará remanescente e do Tapajós. Dos três Estados, o que teria mais problema de desenvolvimento a longo prazo seria o Tapajós.
    P: Então a tendência para o Carajás seria melhorar a qualidade de vida para o povo desta região?
    R: Sim, porque a mineração vai continuar ocorrendo e já tem um boom de desenvolvimento na região nos últimos 20 anos. O grande problema é que é uma região altamente federalizada, em função da questão das terras indígenas. É uma região de intenso conflito social pela posse da terra, com problemas ambientais, e a capacidade de intervenção do poder público estadual é baixa, porque é uma região federalizada. Na verdade, a ausência do poder público também se dá porque é área de atuação
    do governo federal.
    P: A tendência é que novos Estados atraiam grande migração. Assim como em Marabá, que já é uma região de atração por causa do minério, deverá ocorrer migração também no Tapajós?
    R: O grande problema é a sustentabilidade da atração populacional. Muitos vão fixar residência, permanecer, e é preciso ter condições de manter. É como ocorreu no Amapá. Enquanto o governo federal esteve presente, estabelecendo infraestrutura necessária, houve um certo desenvolvimento. Quando o governo federal se retirou houve a estagnação porque não tem atividade econômica forte. Há uma ideia de que se criando novo Estado todo mundo vai ser feliz, vai se desenvolver. E não é bem assim. Do ponto de vista da administração pública, o desenvolvimento depende da qualidade da gestão. Não se tem garantia que vai reduzir corrupção, clientelismo, favorecimento político com a divisão. Em algumas regiões há as elites políticas predatórias, como a mineração, madeireira, grandes latifundiários. Não tenho dúvida que a probabilidade desses grupos assumirem a elite política é alta.
    P: Um dos argumentos dos grupos pela criação dos dois Estados é de que aumentará a representação política no Congresso Nacional, tornando a Amazônia mais forte politicamente, inclusive pra brigar por mais recursos. O senhor concorda?
    R: A participação dos Estados na participação das receitas é uma política puramente estadualizada. Elas são muitas vezes em função dos interesses. O posicionamento dos parlamentares se dá muito mais pelo posicionamento dos partidos que ele defende. Isso é uma falácia, um argumento muito falho. Não conheço nos últimos anos uma decisão que tivesse a marca da regionalização. Duvido que os deputados do Amazonas façam coalizão para defender os interesses do Pará. Se separar será cada um por si. O processo é puramente individualizado.
    P: Em Carajás a preocupação é com a questão econômica. Em Tapajós a questão é mais ambiental?
    R: O Tapajós é mais inviável e o Carajás tem certa viabilidade. Se avaliar pela questão quantitativa, se gastará cerca de 50% a 60% do PIB estadual só para as novas máquinas administrativas por vários anos. É muito oneroso e inviável. Qual a necessidade real de novos Estados no Brasil? Há estudos que defendem que a decisão deve ser nacional porque compromete o erário como um todo. Caso seja aprovada a divisão aqui, quem vai decidir é o Congresso Nacional e eu não creio que lá encontre apoio

  3. josé ricardo Responder

    Para quem conhece Redenção não é de se estranhar. Um povo com muito pouca crítica política é levado por qualquer solução miraculosa que os políticos de plantão levam para encher os olhos e os ouvidos. Basta ver a classe de políticos daquela cidade que saqueia há décadas os cofres públicos sem nenhuma manifestação popular. Agora os mesmos que saqueiam surgem com uma nova bandeira que “Unifica” todas as aspirações populares. Redenção é isso aí….

  4. Luis Responder

    o texto foi retirado de http://negroemdebate.com.br/2011/02/08/a-miseria-no-tocantins-e-mais-que-imoral/

    Também li algo parecido no próprio portal de notícias do governo.

    O texto deixa claro que não basta dividir o estado se não houver lideranças políticas dispostas a trabalhar pelo povo, e isso, não temos. Fato.

    Não dá pra comparar Belém com Palmas que foi projetada para ser a capital do novo estado, e ainda assim só tem 30% de rede de esgoto.

    Saulo, é claro que empresários do Tocantins tem interesse na divisão, visto que têm fazendas por aqui, e querem liberdade para trazer mais desmatamento.
    Só não esqueça que fazenda não traz desenvolvimento para o povo.
    Como pode o governo do Tocantins não cuidar nem do próprio estado e alguém dizer que cuida do sul do Pará?

  5. Sandro Lucio Responder

    Isso é só o começo,grandes lideranças da regiao metropolitana de belém,baixo tocantins e regiao do salgado estao apoiando o sim e isso é só o começo,quem quiser pagar pra ver e só esperar. Carajás e Tapajós um sonho a ser realizado em breve …

  6. Michel Tavares Responder

    Saulo como vc falou no norte de goias so tinha miseria + aqui no sul do Pará temos a maior mina de ferro e cobre do mundo, manganês, ouro , energia e gado. .. para nos não ha interesse em dividir nossas riquezas com esses políticos piratas forasteiros…

  7. Nilo Responder

    De onde este Luís tirou isto? Sou paraense e moro no Tocantins, que é um estado que dá um banho no Pará em matéria de infra-estrutura, Palmas têm 30% de rede de esgoto em apenas 20 anos e Belém com 400 anos tem apenas 6% (vide revista Veja, “a capital da imundície”

  8. Saulo Responder

    Caro Luis, só que morou no ex- norte de Goiás sabe o quanto a miséria estava instalada na nossa região, quem não já ouviu falar no “Bico do Papagaio” um lugar sem lei, onde prevalecia a violência, não existia asfalto, Segurança Pública, para fazer uma faculdade tínhamos que nos deslocar para capital Goiânia, na medicina então era o caos, na maioria dos enfermos morriam no trajeto mais próximo que era Brasília ou Goiânia, hoje o Tocantins cuida não só do próprio estado, como também do Sul do Pará. Por falta de interesse ou aversão ao Sul do Pará o povo daquela região padece por ausência de Governo. Procura se algum goiano perdeu algo na divisão do Tocantins, se ficaram pobres ou menos pobres por isso, muito ao contrario, ganharam e muito porque um estado menor é bem mais administrado, aquela história “quanto maior a fazenda maior será o problema”. Sejamos inteligentes e menos egoístas, a bandeira que simboliza o Pará sempre será a mesma, e o povo paraense celebrará juntamente com sua prima irmã Carajás o nascimento de uma estrela na constelação federativa do Brasil.

  9. Saulo Responder

    Continuando….
    O Tocantins tem varias faculdades, em varias cidades do interior tem faculdades, tanto pública quanto estadual e federal, exportamos médicos, odontologos, jornalistas, advogados e tantos outros. Provavelmente se fossemos goianos do norte, não teríamos nada disso. Um exemplo bem claro é de uma cidade chamada Campos Belos de Goiás, que na época da divisão fez um plebiscito para não pertencer o estado do Tocantins, hoje ela não tem sequer hospital de qualidade e quando a população precisa ser atendida tem que ir para uma cidadezinha próxima no Tocantins, hoje a população de Campos Belos arrepende amargamente por não fazer parte do Tocantins.

  10. Saulo Responder

    Caro Luis, só que morou no ex- norte de Goiás sabe o quanto a miséria estava instalada na nossa região, quem não já ouviu falar no “Bico do Papagaio” um lugar sem lei, onde prevalecia a violência, não existia asfalto, Segurança Pública, para fazer uma faculdade tínhamos que nos deslocar para capital Goiânia, na medicina então era o caos, na maioria dos enfermos morriam no trajeto mais próximo que era Brasília ou Goiânia, hoje o Tocantins cuida não só do próprio estado, como também do Sul do Pará. Por falta de interesse ou aversão ao Sul do Pará o povo daquela região padece por ausência de Governo. Procura se algum goiano perdeu algo na divisão do Tocantins, se ficaram pobres ou menos pobres por isso, muito ao contrario, ganharam e muito porque um estado menor é bem mais administrado, aquela história “quanto maior a fazenda maior será o problema”. Sejamos inteligentes e menos egoístas, a bandeira que simboliza o Pará sempre será a mesma, e o povo paraense celebrará juntamente com sua prima irmã Carajás, o nascimento de uma estrela na constelação federativa do Brasil.

  11. Eudes Responder

    Frente contra divisão chega a Castanhal

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    Hoje, na cidade de Castanhal, as frentes que atuarão contra a criação dos estados de Carajás e Tapajós lançam a campanha do “não” à divisão. O evento está marcado para as 19 horas, no Ginásio da Escola Agrotécnica Federal do Município. De acordo com o deputado estadual Márcio Miranda, diretor da Frente em Defesa do Pará Contra a Criação de Carajás e que está responsável pela mobilização das lideranças da região, mais de mil pessoas estão sendo aguardadas para participar do lançamento da campanha, entre elas, dez prefeitos, 25 vereadores e sete deputados (estaduais e federais), que já confirmaram presença. “Estamos envolvendo todos os setores, seja de empresários, trabalhadores, políticos e a população em geral”, destacou Miranda.

    O deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB), presidente da Frente em Defesa do Pará contra a criação do Estado de Carajás, explicou que Castanhal foi escolhida por ser um município polo do interior. Para ele, o lançamento da campanha contra a divisão marca o início de um momento histórico em defesa da população do Estado. “Este momento pode ser comparado à adesão do Pará à Independência e à Cabanagem”, avalia.

    Nos próximos dias, as frentes contra Carajás e contra Tapajós estendem a campanha para outros municípios, até alcançar todas as regiões do Estado. As peças publicitárias que serão usadas foram apresentadas na tarde da última segunda-feira, na sede da Associação Comercial do Pará e trazem como slogan “Não e não! Ninguém divide o Pará”. As agências Griffo, Gamma, Galvão e Mendes assinam a campanha. Elas não têm cobrado pelo serviço de planejamento, criação e produção do material publicitário.

    O plebiscito sobre a criação dos estados de Carajás e Tapajós será realizado no dia 11 de dezembro. Um mês antes terá início a campanha gratuita na televisão e rádio.

    (Diário do Pará)

    Vamos à luta, companheiros!

  12. João Miranda Responder

    Quando será a nossa vez…Estamos falando muito e agindo pouco, não adianta ficar filosofando em meios de comunicação, enquanto a caravana passa. Se queremos este Estado que a mobilização inicie já. 77 NELES!

  13. Luis Responder

    Você que acha que a divisão do estado vai resolver os problemas, leia isso :

    “A miséria no Tocantins é mais que imoral

    No Tocantins 52,46% da população passa fome frequentemente.Esse é um cenário que foi pauta de campanha do atual governo e é a “ferida” que ninguém quer tocar ou toca superficialmente.

    A deputada estadual do Tocantins Luana Ribeiro (PR) chamou atenção com discurso forte nesta terça-feira, 8, quando afirmou que a “miséria é um crime imoral”.O Tocantins está em segundo lugar em índices de fome no Brasil perdendo apenas para Alagoas.

    É mais que imoral! Um Estado tão novo com tanto potencial a ser explorado ter um número tão alto de pessoas que passam fome.

    E os que não passam fome falam disso? Quase não falam. O atual governo colocou como meta a erradicação da fome e miséria mas ainda não divulgou quais ações sociais práticas fará nessa questão.

    Mas como as políticas públicas serão desenvolvidas se o Estado em meados de fevereiro ainda nem tem orçamento aprovado? Para acabar com a fome tem que investir, tem que ter estratégia e mais que isso: tem que envolver a sociedade.

    O governo precisa se juntar às entidades de direitos humanos e setores da sociedade em geral para combater esse mal.

    O que deveria ser investido no combate à fome e na implantação das políticas foi usado para outros fins. O Tocantins é mais político do que qualquer outra coisa. É de grupos, de interesses mais pessoais que coletivos, mais de uns do que de todos.

    E parte da responsabilidade com relação à fome é também social. Enquanto o consumismo continuar dominando desenfreadamente haverá de fato pessoas que não tem comida suficiente à mesa.

    Pra acabar com a fome tem que ter coragem para enfrentar o assunto.É de envergonhar, mas o combate ainda não é de fato a prioridade.

    Enquanto não tivermos líderes políticos com a sensibilidade, vontade e ação de mudar esse quadro vergonhoso a miséria continuará sim sendo “ crime moral”.

    Nossos líderes perdem mais tempo decidindo questões políticas do que fazendo projetos. Errando votos do que de fato conhecendo as deficiências do Estado e buscando saná-las. Enquanto isso a fome e a miséria continua sendo imoral.”

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