Quarta fase da Operação Amazônia Viva embarga mais de 20 mil hectares no Pará

A área embargada é maior que a Ilha de Mosqueiro, na região metropolitana de Belém. As equipes integradas, compostas por policiais civis e militares, bombeiros, peritos e fiscais da Semas, destruíram ainda seis acampamentos, sei serrarias clandestinas e fecharam um garimpo ilegal

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A quarta fase da Operação Amazônia Viva foi concluído nesta terça-feira (13) e, segundo o balanço divulgado, mais de 20 mil hectares foram embargadas pelos agentes e fiscais da Força Estadual de Combate ao Desmatamento. A área embargada é maior que a Ilha de Mosqueiro, na região metropolitana de Belém.

O embargo da área significa que, na prática, ela está protegida por lei e com as atividades paralisadas no local, até que haja uma decisão judicial para liberação. De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), além do embargo, as equipes integradas, compostas por policiais civis e militares, bombeiros, peritos e fiscais da secretaria, destruíram seis acampamentos e sei serrarias clandestinas.

Também foi interditado um garimpo ilegal dentro da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu. Ainda foram apreendidos quase mil metros cúbicos de madeira, assim como 37 motosserras, 26 armas de fogo e 14 veículos.

No total, 13 pessoas foram presas. Segundo o diretor de Fiscalização da Semas, Rayrton Carneiro, as áreas fiscalizadas foram mapeadas por satélite.

“Nós mapeamos os pontos de incursão com base nas imagens via satélite, que nos permitem mapear áreas da floresta onde observamos o desmatamento. Por isso, nossos resultados são tão positivos”, ressaltou Rayrton Carneiro.

A Operação Amazônia Viva faz parte do eixo de Comando e Controle do Plano Estadual Amazônia Agora, do Governo do Pará, com coordenação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade, que objetiva promover o desenvolvimento sustentável no campo, por meio de ações que vão além da repressão, como o apoio aos produtores rurais e a regularização fundiária e ambiental. No caso da Amazônia Viva, a estratégia é manter as equipes de fiscalização de maneira constante em áreas consideradas pontos sensíveis, com base no monitoramento da floresta.

“O nosso objetivo é garantir a presença do estado, em pontos nos quais os crimes ambientais acontecem com mais frequência. Dessa maneira, nós estamos mudando a cultura do desmatamento, aliando ações repressivas com as estratégias de desenvolvimento sustentável no campo””, diz o Mauro O` de Almeida, secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade.

Ele explica que as ações das equipes são divididas em seis frentes de trabalho que abrangem 15 municípios. Desde que a operação teve início, no mês de julho deste ano, já foram embargados mais de 120 mil hectares, nos quais o desmatamento foi freado pelos agentes.

A somatória das quatro fases da operação também revela que mais de 4.400 metros cúbicos de madeira ilegal foram apreendidos, assim como 125 motosserras, 34 tratores e 75 armas de fogo. Ainda foram destruídos 24 acampamentos usados pelos desmatadores, quatro garimpos ilegais foram interditados e 30 pessoas foram presas.

De acordo com o coordenador da operação, a Amazônia Viva é contínua e, por isso, já tem mais uma fase prevista para o início de novembro. “Estamos reformulando estratégias e mapeando novas áreas, para colocar nossas equipes em campo mais uma vez, sempre com o objetivo de impedir os crimes ambientais e preservar nossa floresta”, adianta Rayrton.

(Tina Santos- com informações da Semas)