Parauapebas: Prefeito Darci quer declarar serviços religiosos como essenciais

Inspirado em indicação apresentada pelo vereador Braz, prefeito de Parauapebas destaca que, como essenciais, atividades religiosas poderão ser realizadas nos templos e também fora deles
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Um projeto de lei recém-enviado à Câmara de Parauapebas pelo prefeito Darci Lermen deve pôr fim ao fechamento de igrejas em situações extremas de eventuais lockdown, em que os templos também vinham sendo obrigados a baixar as portas por medidas de segurança. Darci quer tornar as atividades religiosas essenciais no município, medida que vai alcançar, principalmente entre católicos e evangélicos, um universo de 200 mil pessoas. As informações foram levantadas pelo Blog do Zé Dudu.

Inspirado numa indicação apresentada pelo vereador Ivanaldo Braz, presidente da Casa, Darci destaca que, com o caráter de essencial, as atividades religiosas poderão “ser realizadas nos templos e fora deles, assegurando-se aos fiéis o livre exercício de culto, ainda que em situações de calamidade pública, de emergência, de epidemia ou de pandemia e catástrofes naturais”.

Em março do ano passado, no início da pandemia de coronavírus, o Governo Federal publicou decreto definindo atividades consideradas essenciais, não afastando a competência ou a tomada de providências normativas e administrativas pelos estados ou municípios, no âmbito de suas competências e de seus respectivos territórios. Em novembro, o Governo do Pará publicou lei reconhecendo a essencialidade das atividades religiosas no estado.

No entendimento do prefeito, valendo-se das palavras descritas por Braz em sua indicação, “as instituições religiosas prestam serviço social importante que, em momentos de crises como a que vivemos, tornam-se essenciais, contribuindo com o fortalecimento da fé e como equilíbrio emocional das pessoas”. Portanto, acredita, as atividades religiosas devem ser reconhecidas como essenciais no âmbito municipal.

Dados sobre religião no município

Apesar dos números estarem defasados, os dados de religião dos censos demográficos de 2000 e 2010 podem dar prévia da situação atual dos adeptos da fé em Parauapebas. Uma tendência que já se mostrava nas décadas anteriores está consolidada a olhos nus: o crescimento dos evangélicos e, também, o daqueles que se declaram sem religião.

Considerando-se o recorte para população projetada atualmente em 245 mil habitantes (o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vai divulgar no final de agosto que Parauapebas tem cerca de 219 mil habitantes estimados em 2021), o município teria hoje 106,1 mil católicos e 93,6 mil evangélicos, enquanto outros 38,8 mil parauapebenses estariam sem religião, entre os quais se incluem os ateus e os agnósticos. A diferença numérica entre católicos e evangélicos caiu consideravelmente, já que os primeiros eram mais que o dobro dos segundos duas décadas atrás. A Igreja Assembleia de Deus, com suas diversas ramificações, tem 45 mil fiéis e é, de longe, a mais populosa entre as denominações evangélicas, seguida pela Adventista e a Batista (9,8 mil), tecnicamente empatadas.