A Polícia Militar do Pará prendeu, no início da tarde desta segunda-feira (21), Douglas dos Santos Ferreira, apontado como mandante da morte da ex-companheira, Layane Rodrigues Porto, de 37 anos. O homicídio ocorreu na Folha 21, Nova Marabá, em frente a uma oficina mecânica e ao lado de uma farmácia. Layane era promotora de vendas de uma distribuidora do ramo de alimentícios, em Marabá.
Ela estava na oficina aguardando a revisão de sua motocicleta quando foi surpreendida pelos disparos. O atirador se aproximou e efetuou tiros contra a cabeça da vítima, que morreu no local antes de receber atendimento médico.

Segundo o tenente-coronel Ibsen Lima, comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM), a prisão de Douglas foi realizada por agentes do Batalhão de Missões Especiais (BME) poucas horas depois do crime. A divulgação da imagem do suspeito nas redes sociais contribuiu para a localização dele, na Folha 17, também na Nova Marabá, onde estava na casa da atual namorada.
A Polícia Civil informou que Douglas foi apresentado pela Polícia Militar na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Marabá e autuado em flagrante por feminicídio.
As primeiras diligências foram realizadas pela equipe da Delegacia de Homicídios de Marabá. Segundo os levantamentos iniciais, o suspeito era ex-companheiro de Layane e já teria feito ameaças contra ela. A investigação ficará sob responsabilidade da Delegacia de Atendimento à Mulher e ao Adolescente (Deam).
Imagens de câmeras de segurança registraram o ataque. Dois homens chegaram ao local em uma motocicleta vermelha e pararam na esquina, aparentemente para facilitar a fuga. O passageiro, que usava uma camisa laranja, desceu do veículo, caminhou até Layane e efetuou os disparos à queima-roupa. Em seguida, correu de volta para a motocicleta.
As forças de segurança continuam as buscas para identificar e prender o homem apontado como executor do homicídio. Logo cedo, circulou a notícia de que o próprio Douglas havia matado Layane, mas, no decorrer da tarde, a informação foi retificada.
(Eleutério Gomes, de Marabá)







