Polícia Civil prende homem acusado de ter estuprado duas filhas e uma enteada

Ele também foi flagrado mantendo relações sexuais com a filha de 18 anos
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Foi recolhido à Cadeia Pública de Parauapebas, nesta segunda-feira (27), Josemir Saldanha de Sousa. Ele tinha contra si um Mandado de Prisão Preventiva, acusado de estupro de vulnerável contra duas filhas e uma enteada, todas menores de 14 anos de idade. Sousa estava escondido na zona rural de Eldorado do Carajás desde setembro de 2019.

O acusado foi capturado pela equipe de policiais da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher/Delegacia Especializada à Criança e ao Adolescente (Deam/Deaca), cuja titular é a delegada Ana Carolina de Abreu.

A delegada contou que em setembro passado, a mulher de Josemir de Sousa procurou a Delegacia Especializada, onde denunciou que ele a agrediu e a ameaçou de morte, armado de facão. Na oportunidade, ela solicitou medida protetiva. O desentendimento se deu porque ela o flagrou mantendo relações sexuais com a filha dele, de um casamento anterior, de 18 anos de idade.   

A delegada, entretanto, conta que, além da relação incestuosa com a própria filha, Josemir cometeu estupro de vulnerável. “As outras filhas foram chamadas como testemunhas da agressão e, durante a escuta especializada, feita pela psicóloga, elas contaram que vinham sendo vítimas de abuso havia muito tempo,” revela.

Uma delas, adolescente de 16 anos, contou que era estuprada desde os 12, assim como outra filha de 12 anos e uma enteada, também menor. Todas foram submetidas a exame sexológico forense cujos resultados mostraram as lesões causadas pelo estupro. Diante das evidências, a delegada Ana Carolina pediu à Justiça a prisão preventiva de Josemir de Sousa e foi atendida.

A polícia chegou ao acusado porque, mesmo escondido na zona rural de Eldorado, ele vivia ameaçando a ex-mulher por meio de ligações telefônicas e, recentemente, exigiu que ela lhe entregasse os R$ 600 do auxílio emergencial, mandando que ela depositasse em uma conta bancária.

Imediatamente, ela procurou a Deam, onde relatou o fato e as ameaças. Os policiais aproveitaram a oportunidade e a orientaram a fingir que concordava com a exigência e mostrar-se amistosa com Josemir. Desse modo, chegaram até o acusado que, levado à presença da delegada, se reservou o direito de ficar calado e só falar em juízo.

(Caetano Silva)

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