Parque Zoobotânico Vale reproduz espécie ameaçada de extinção

A ararajuba, ave símbolo do Brasil, está entre as 627 espécies que fazem parte do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção Dois filhotes de ararajuba (Guarouba guarouba), espécie …

A ararajuba, ave símbolo do Brasil, está entre as 627 espécies que fazem parte do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção

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Dois filhotes de ararajuba (Guarouba guarouba), espécie ameaçada de extinção, nasceram no Parque Zoobotânico Vale (PZV), em Parauapebas, sudeste do Pará. Símbolo brasileiro pela beleza da plumagem verde e amarela, o nascimento das aves é resultado do Programa de Manejo Reprodutivo para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção e Relevância Biológica. O programa, que é desenvolvido no interior da Floresta Nacional de Carajás (bioma Amazônico), tem a parceria da Vale, mantenedora do PZV, e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Nascidas há pouco mais de um mês, as ararajubas recebem atenção dedicada e cuidados especiais em uma área restrita fora do circuito de visitação, pois o primeiro mês de vida é crucial para o desenvolvimento dos filhotes. Para estimular o crescimento saudável, tratadores reforçam a alimentação, que precisa ser balanceada e enriquecida. “Desde 2009, quando iniciamos o programa, este é o primeiro caso de sucesso. Nossa expectativa é de também conseguir reproduzir a arara-azul”, explica o veterinário André Mourão.

Para viabilizar o processo de reprodução, são formados casais em recintos isolados e semelhantes ao habitat natural, onde são colocados ninhos artificiais. A adaptação é lenta e não depende da ação humana. “Assim que concluirmos esse período de desenvolvimento inicial das aves, vamos descobrir o sexo e, com isso, definir os próximos passos do programa. Cabe ressaltar que só trabalhamos com animais doados pelo Ibama ou pelo ICMBio e ainda por meio de permuta com instituições de outras localidades; nunca tiramos um animal do seu meio natural para a reprodução em cativeiro”, explica o biólogo Josaphat Chaves

Sobre a ararajuba

A ararajuba (Guarouba guarouba) é um psitacídeo de médio porte, entre 34 e 36 cm de comprimento, que habita principalmente as florestas de terra firme no Maranhão e Pará, com registros recentes para o Mato Grosso e Rondônia.  A espécie chama a atenção pela beleza da plumagem, de coloração amarelo-dourada e penas de voo verdes. São aves que vivem em grupos que podem variar de três a 30 indivíduos e alimentam-se de frutos, cocos, flores e sementes.

A degradação de seu habitat e o tráfico ilegal estão entre os principais motivos que levaram a espécie a fazer parte do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (Ministério do Meio Ambiente), na categoria vulnerável, ou seja, com alto risco de extinção na natureza em médio prazo. Atualmente existem 627 espécies da fauna reconhecidas pelo governo brasileiro como ameaçadas de extinção.

Reforço na manutenção da biodiversidade amazônica

Outros importantes nascimentos também foram registrados no Parque Zoobotânico Vale desde a sua implantação, em 1985: duas onças-pintadas e um urubu-rei. Hoje o parque mantém um plantel de mais de 260 animais da região amazônica, sendo alguns ameaçados de extinção, como a onça-pintada, a arara-azul grande e o macaco-cuxiú.

O parque ocupa uma área de 30 hectares na Floresta Nacional de Carajás e, deste total, aproximadamente 30% foram utilizados para a construção de recintos e áreas administrativas. O restante é floresta nativa. Além da exposição de espécies da fauna e flora amazônicas, o parque desenvolve um importante trabalho de educação ambiental e, com isso, contribui no processo de formação e ampliação de consciência ecológica nos visitantes.

Um comentário em “Parque Zoobotânico Vale reproduz espécie ameaçada de extinção

  1. ararajuba Responder

    Caro ZéDudu
    Noticias deste porte, nos deixam maravilhados por tudo que representa a preservação de uma espécie tão ameaçada como as ararajubas, de plumangem espetacular. Aliás,os kaiapós e os xicrins devem parar de matá-las para confeccionar cocares.Não há necessidade deste sacrifício.
    Agenor Garcia
    gestor ambiental

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