Parauapebas e Marabá batem recorde de emprego na construção civil

Enquanto capital do ferro lidera volume financeiro de contratos, capital do cobre é campeã em quantidade de obras na área urbana. Na outra ponta, Pacajá, Vitória do Xingu e Barcarena afundam em demissões. Pará inteiro abriu 12,5 mil empregos com carteira assinada este ano.
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Eles seguem firmes e fortes. Parauapebas e Marabá, os dois mais agitados municípios do sudeste paraense, estão na liderança da geração de empregos com carteira assinada no país, de acordo com o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referente a setembro. Os dados foram liberados ontem (17) pelo Ministério da Economia, e o Blog do Zé Dudu analisou os números, segundo os quais Parauapebas é o 7º e Marabá, 13º, no tocante a postos de trabalho na construção civil entre os 5.570 municípios brasileiros. Esse é o melhor resultado da história para ambos.

O bom desempenho de Parauapebas e Marabá se deve, sobremaneira, a investimentos feitos pelas administrações locais em obras de infraestrutura. Marabá, por exemplo, tornou-se o maior canteiro de obras urbano do interior do estado. O prefeito Tião Miranda disparou licitações de reformas de prédios públicos e de revitalização de ruas nos cinco grandes núcleos populacionais (Cidade Nova, Nova Marabá, Marabá Pioneira, São Félix e Morada Nova). Exatos 1.670 postos de trabalho apenas na construção civil foram criados no município de janeiro a setembro deste ano, o equivalente a 80% de todos os 2.067 empregos formais criados no período.

Além disso, Marabá contabiliza diversas ações em povoados e distritos distantes da sede municipal, o que tem incentivado a criação de postos de trabalho com carteira assinada. E há mais por vir, o que deve continuar a fortalecer a geração de empregos em Marabá. Serão abertas oportunidades a partir de ações públicas voltadas à construção da extensão da orla do Rio Tocantins; à duplicação do trecho urbano da BR-222 entre o trevo do Quilômetro 6 e a ponte rodoferroviária; e à recuperação da PA-150, do núcleo urbano de Morada Nova até a cidade de Goianésia do Pará. Também vêm vindo empregos na construção de empreendimentos privados, como um novo grande atacarejo que deve desembarcar em breve na cidade mais movimentada do interior do estado.

Se a cidade de Marabá é campeã em quantidade de obras geradoras de postos de trabalho na construção civil, Parauapebas é imbatível nos volumes de contratos — o que, inclusive, dá fôlego para arregimentar mais trabalhadores. A capital do minério tem várias licitações startadas para grandes contratos em ações de infraestrutura. O titular da Secretaria Municipal de Obras (Semob), Wanterlor Bandeira, já está até mais famoso que o prefeito Darci Lermen, cuja popularidade chegou a patamares recordes de tão baixo, de acordo com sondagens encomendadas dentro e fora da atual gestão.

Wanterlor é o grande responsável por conduzir Parauapebas ao posto de maior empregador do município, com trabalho que já ajudou a criar 2.707 empregos com carteira assinada em nove meses. É o equivalente à metade de todos os 5.466 postos gerados na capital do minério ao longo de 2019. Parauapebas está criando tanto emprego com carteira assinada este ano quanto Goiânia, capital de Goiás que tem 1,5 milhão de habitantes — sete vezes mais gente que Parauapebas.

SALDO NEGATIVO

Por outro lado, muito distante da realidade próspera de Parauapebas e Marabá, três municípios paraenses estão entre os 20 que mais demitem no Brasil no acumulado deste ano, conforme levantou com exclusividade o Blog do Zé Dudu. A situação não é nada boa em Pacajá, Vitória do Xingu e Barcarena.

Em Pacajá, 941 postos de trabalho foram queimados de janeiro a setembro deste ano, com destaque para perdas em massa no setor de serviços, que sozinho demitiu 972 trabalhadores. Vitória do Xingu assistiu à demissão de 917 pessoas, sendo que a maior parte das demissões saiu da construção civil: 995 de uma tacada só. Já em Barcarena o número de demissões líquidas foi de 914 trabalhadores, de modo que o setor da construção demitiu 1.643 — e o número final só não chegou a esse tanto porque outros setores da economia geraram empregos e atenuaram os impactos deletérios.

No cômputo geral, o Pará fechou o mês passado com a criação de 5.297 postos de trabalho, o melhor setembro desde 2013. No acumulado de 2019, o estado está no azul em 12.555 oportunidades formais, um volume que não se via há mais de meia década.

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