Parauapebas é 2ª do Pará em número de divórcios

Para cada três uniões oficiais na Capital do Minério, há um divórcio, numa média de ao menos uma separação por dia, a mais alta já registrada. Água Azul é “último refúgio dos inseparáveis”.

Cidade que não para de crescer, com gente chegando todo dia e de todos os lados, apreciadora de uma cervejinha gelada no fim de tarde de uma sexta-feira — que às vezes emenda pelo resto do fim de semana — e com pegação à flor da pele. Assim é Parauapebas, um cenário propício a um filme real de Sodoma.

O pecado arde entre os casais, que se chamegam ou pretendem chamegar, com alta estatística não oficial de “puladinhas” de cerca, de amores clandestinos e paralelos, “debaixo dos panos”, literalmente. O problema é que, quando as relações extraconjugais são descobertas, o pau quebra: a confiança se quebra como um cristal e muitos casamentos de anos — muitos até por aparência — são desfeitos.

Mesmo durante a pandemia, Parauapebas comprovou que as suposições não oficiais, mas percebidas pela dinâmica da cidade, são tão reais que colocaram a microrregião como a segunda onde mais casais se divorciam no Pará, superando regiões com mais municípios e população maior, como Santarém e Marabá.

Em 2020, o conjunto formado por Parauapebas, Canaã dos Carajás, Eldorado do Carajás, Curionópolis e Água Azul do Norte, pedaço de chão que mais recebe forasteiros no estado, registrou 430 divórcios. Naquele mesmo ano, ocorreram 1.980 casamentos na microrregião. Hoje, para cada quatro ou cinco festas de casamento em Parauapebas e nos arredores, há ao menos um quebra pau de parceiros querendo se ver livres um do outro.

As informações foram levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu, que analisou dados de um suplemento da pesquisa “Estatísticas de Registro Civil”, voltado a separações judiciais e extrajudiciais, divulgado nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em se tratando de municípios isoladamente, Parauapebas é o terceiro onde casais mais se separam oficialmente — sem contar a quantidade avassaladora de relações de enxodozados que se desfazem, mas que não vão parar em cartório ou na justiça.

Um divórcio por dia

Na Capital do Minério, a situação ainda é mais gritante: para cada três casamentos formais, um divórcio acontece. Em média, um casal se divorcia na cidade de Parauapebas a cada dia, e a tendência é aumentar. Em Canaã dos Carajás, foram 32 divórcios em 2020, enquanto Eldorado do Carajás registrou 17 e Curionópolis, 11. O único “paraíso” aparente de casais felizes e satisfeitos na microrregião é Água Azul do Norte, onde não se viu separação dois anos atrás.

Ao todo, no Pará foram registrados 4.911 divórcios em 2020, sendo que a Grande Belém respondeu por quase um terço dos registros, com 1.386 anotações. Apesar de o IBGE ter registrado queda geral de 13,6% no número de separações oficiais por conta da pandemia de coronavírus, os dados ainda impressionam porque o total de uniões oficiais também caiu no mesmo período.

Naquele ano, os divórcios judiciais — aqueles que muitas vezes envolvem partilha de bens e guarda das crianças — eram 75% do total, portanto, a maioria. Cerca de 50% dos casamentos que acabaram em divórcio em 2020 tinham menos de dez anos. De acordo com o IBGE, é um aumento significativo em relação a 2010, quando a proporção era de 37%.

Posts relacionados

Pará tem ‘um Parauapebas’ de desempregados, diz IBGE

São quase 300 mil cidadãos “de cara pra cima” no estado, ainda assim é menor volume dos últimos três anos. Taxa de desocupação paraense é de 6,9%, acima da média nacional, de 6,4%. Pará paga uma das piores remunerações médias do país enquanto em Belém a média é praticamente metade de Vitória

Pará tinha 1,5 milhão de habitantes vivendo em favelas em 2022

Em Parauapebas, que contabilizava quase 27 mil moradores espalhados por 21 favelas, comunidade urbana mais populosa tinha aproximadamente 7 mil residentes e menos habitada, pouco mais de 100 pessoas. Saiba quem são elas e confira o ranking completo com todas as favelas da Capital do Minério

Parauapebas encosta em 300 mil habitantes, aponta IBGE

Blog acertou na mosca número da população do estado do Pará. Grande destaque, em se tratando de crescimento desde o censo de 2022, é Canaã dos Carajás, onde taxa foi superior a 12%, a 9ª maior do Brasil. Veja curiosidades da Estimativa da População divulgada nesta quinta e que vai para o TCU

Parauapebas chega ao menor índice de analfabetismo da história

Taxa é inferior à de municípios como Castanhal, Araguaína e Imperatriz e caiu à metade em uma década, mesmo diante do crescimento populacional acelerado. Índices de evasão escolar também foram reduzidos significativamente na rede municipal, aponta Ministério da Educação

Pará tem ‘um Parauapebas’ de desempregados, diz IBGE

São quase 300 mil cidadãos “de cara pra cima” no estado, ainda assim é menor volume dos últimos três anos. Taxa de desocupação paraense é de 6,9%, acima da média nacional, de 6,4%. Pará paga uma das piores remunerações médias do país enquanto em Belém a média é praticamente metade de Vitória

Pará tinha 1,5 milhão de habitantes vivendo em favelas em 2022

Em Parauapebas, que contabilizava quase 27 mil moradores espalhados por 21 favelas, comunidade urbana mais populosa tinha aproximadamente 7 mil residentes e menos habitada, pouco mais de 100 pessoas. Saiba quem são elas e confira o ranking completo com todas as favelas da Capital do Minério

Parauapebas encosta em 300 mil habitantes, aponta IBGE

Blog acertou na mosca número da população do estado do Pará. Grande destaque, em se tratando de crescimento desde o censo de 2022, é Canaã dos Carajás, onde taxa foi superior a 12%, a 9ª maior do Brasil. Veja curiosidades da Estimativa da População divulgada nesta quinta e que vai para o TCU

Parauapebas chega ao menor índice de analfabetismo da história

Taxa é inferior à de municípios como Castanhal, Araguaína e Imperatriz e caiu à metade em uma década, mesmo diante do crescimento populacional acelerado. Índices de evasão escolar também foram reduzidos significativamente na rede municipal, aponta Ministério da Educação