Parauapebas: consumidor vai desembolsar R$ 65,00 no gás de cozinha

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

WP_20150902_15_16_10_ProReajuste médio de 15% no preço do botijão de gás de cozinha de 13 quilos foi anunciado no último dia 31 de agosto pela Petrobras. O aumento vale para todo o Brasil. Nas distribuidoras e pontos de vendas em Parauapebas, o novo preço está sendo praticado desde a última terça-feira, 1º de setembro. O aumento no preço do produto pegou de surpresa vendedores e consumidores.

“Foi anunciado o reajuste de 15%, mas não foi especificado que seria para os distribuidores. Na verdade, o reajuste do consumidor chega a 24%, um botijão que era comprado por R$ 55,00 vai ser adquirido agora por R$ 65,00”, informou Jaqueline de Melo, proprietária da distribuidora Ultragaz Chama Gás, localizada no bairro Beira Rio I.

Para a dona da distribuidora, o aumento de R$ 10,00 faz uma grande diferença no bolso do consumidor e, para não perder a clientela, é preciso criar estratégias de vendas. “Desde o dia 1º estamos informando nosso cliente do aumento. Estamos investindo num atendimento personalizado, com maior rapidez na entrega e até distribuição de brindes”, comentou.

O valor praticado no município supera os valores do produto em Belém, por exemplo. Uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) aponta o preço do botijão de 13 kg, em média, a R$ 55,00, na capital paraense.

Em Parauapebas, não é difícil encontrar consumidores insatisfeitos. “Esse aumento é injusto, o Brasil é produtor de petróleo, devíamos ter esse produto bem acessível. Aqui em Parauapebas pagamos ainda mais caro que outras cidades, um absurdo. O consumidor sempre é o mais prejudicado”, declarou chateado o engenheiro, Carlos Cunha.

A professora Joana Silva diz que o reajuste causa um aumento no orçamento familiar. “O valor de R$ 65,00 no gás de cozinha gera um impacto muito grande nas despesas do mês. A preocupação é onde iremos chegar com tantos reajustes”, comentou.

De acordo com o Dieese/PA, o último aumento no preço do produto ocorreu em março deste ano, quando o reajuste foi de 9%. Ainda conforme o Dieese, para o trabalhador paraense que ganha até um salário mínimo, o novo reajuste vai impactar cerca de 7% da renda. 


Publicidade