Parauapebas com R$ 56 mi e Canaã com R$ 40 mi iniciam mês faturando alto

Prefeitura de Darci Lermen terá melhor fevereiro da história no quesito royalties, enquanto a de Jeová Andrade verá fatia de compensação mais que dobrar em relação aos ganhos de 2019.
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Lá vêm toneladas de dinheiro para recarregar as energias dispendiosas das duas prefeituras mais prósperas do Pará na atualidade. Nesta segunda-feira (3), o Blog do Zé Dudu calculou de maneira inédita a cota-parte dos royalties a que esses municípios fazem jus, em razão de serem alvo de exploração mineral em seus limites. O cálculo da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) é feito geralmente depois do dia 6 de cada mês pela Agência Nacional de Mineração (ANM), mas o Blog sempre antecipa o valor dos ganhos dos governos locais com exatidão.

Até o final da semana que vem, a Prefeitura de Parauapebas, comandada por Darci Lermen, vai embolsar R$ 56,83 milhões em royalties, neste que será o melhor fevereiro da história do município, considerando-se o montante recebido por produção genuína. Com essa remessa, nos próximos dias o governo do maior produtor de minério de ferro de alto teor do globo terá embolsado R$ 117,33 milhões em royalties, montante pouco inferior à receita líquida inteira da Prefeitura de Xinguara no ano passado, de R$ 134,85 milhões.

Já Prefeitura de Canaã dos Carajás, que tem Jeová Andrade à frente, vai receber incríveis R$ 40,28 milhões, 105% a mais que em fevereiro do ano passado. E os próximos meses indicam que o governo de Canaã vai se empanturrar de dinheiro, acompanhando a evolução da produção de minério na mina de S11D. No acumulado deste ano, Canaã chega a R$ 73,34 milhões em Cfem, o suficiente para sustentar durante um ano, de uma vez só, as prefeituras de Rio Maria (R$ 50,5 milhões) e Abel Figueiredo (R$ 21,03 milhões).

Outros milionários do momento

Além das prefeituras de Parauapebas e Canaã dos Carajás, serão beneficiados com fartos royalties os governos municipais de Marabá (R$ 6,07 milhões), em grande parte pela extração de cobre; Itaituba (R$ 2,16 milhões), pelo avanço na produção de ouro; Oriximiná (R$ 1,8 milhão), Paragominas (R$ 1,79 milhão) e Juruti (R$ 1,57 milhão), por commodities como bauxita e ou alumínio.

Vale lembrar que a Prefeitura de Marabá também recebe mensalmente algo em torno de R$ 1,5 milhão em royalties, fora da conta habitual de produção da Cfem, por ter seu território cortado pela Estrada de Ferro Carajás (EFC), de uso da mineradora multinacional Vale. É que o município é considerado o maior lugar diretamente impactado pela mineração, tendo em vista que a EFC serve majoritariamente para transporte do minério de ferro que sai de Canaã dos Carajás e Parauapebas — e Marabá não é produtor de ferro, mas é fisicamente impactado pelas operações, por isso tem direito a essa cota extra.

Por outro lado, a Prefeitura de Curionópolis saiu do circuito dos grandes arrecadadores de Cfem no Pará. Este mês, o governo do município do eterno garimpo de Serra Pelada vai ganhar apenas R$ 184 mil, redução de 81,6% em relação aos R$ 996 mil recebidos no mesmo período do ano passado. Acontece que, com a paralisação das atividades de extração de ferro no projeto Serra Leste, da Vale, a única produtora de royalties ficou sendo a Avanco, que extrai cobre no projeto Antas. A bem da verdade, para não dizer que a Vale nada gerou para o município, o Blog identificou apenas R$ 1.088, o que é irrisório diante dos muitos milhões que outrora a mineradora Vale jogou na conta do governo local.

Este mês, 48 prefeituras paraenses terão direito à cota de Cfem, sendo que R$ 112,5 milhões serão repartidos entre os municípios. É quase o dobro em relação aos R$ 67,39 milhões que serão fatiados entre as prefeituras de Minas Gerais produtoras de recursos minerais.

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